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Resenha | Uma proposta e nada mais (Mary Balogh) Clube dos Sobreviventes #1

Uma Proposta e Nada Mais
Clube dos Sobreviventes # 1
Mary Balogh
R$ 24,20
ISBN-13: 9788580418170
ISBN-10: 8580418178
Ano: 2018 / Páginas: 272
Idioma: português
Editora: Arqueiro
Primeiro livro da série Clube dos Sobreviventes, Uma Proposta e Nada Mais é uma história intensa e cativante sobre segundas chances e sobre a perseverança do amor.
Após ter tido sua cota de sofrimentos na vida, a jovem viúva Gwendoline, lady Muir, estava mais que satisfeita com sua rotina tranquila, e sempre resistiu a se casar novamente. Agora, porém, passou a se sentir solitária e inquieta, e considera a ideia de arranjar um marido calmo, refinado e que não espere muito dela.
Ao conhecer Hugo Emes, o lorde Trentham, logo vê que ele não é nada disso. Grosseirão e carrancudo, Hugo é um cavalheiro apenas no nome: ganhou seu título em reconhecimento a feitos na guerra. Após a morte do pai, um rico negociante, ele se vê responsável pelo bem-estar da madrasta e da meia-irmã, e decide arranjar uma esposa para tornar essa nova fase menos penosa.
Hugo a princípio não quer cortejar Gwen, pois a julga uma típica aristocrata mimada. Mas logo se torna incapaz de resistir a seu jeito inocente e sincero, sua risada contagiante, seu rosto adorável. Ela, por sua vez, começa a experimentar com ele sensações que jamais imaginava sentir novamente. E a cada beijo e cada carícia, Hugo a conquista mais – com seu desejo, seu amor e a promessa de fazê-la feliz para sempre.


A editora Arqueiro nos presenteia mais uma vez com a nova serie Clube dos Sobreviventes, escrita pela autora Mary Balogh. E para iniciar, somos apresentados a Lady Muir e Lorde Trentham em Uma Proposta e Nada mais.

Gwendoline é a viúva de Muir, enquanto foi casada, seu relacionamento teve altos e baixos, pois seu marido era uma pessoa inconstante. Após uma fatalidade, acabou deixando Gwen sozinha e sem filhos. Sete anos depois ela continua sozinha e não querendo um novo casamento, ela tem uma vida calma ao lado de sua mãe, porem quando sua amiga mais antiga também perde o marido ela é convidada a passar algumas semanas com ela.

Gwen acaba discutindo com sua amiga e indo dar uma volta na praia, e como ela possui uma lesão mal curada em sua perna, acaba caindo. Lorde Trentham que estava tentando não ser visto acaba tendo que ir ajudar a pobre mulher. Hugo logo decide que Gwen é da nobreza, e seu ódio já é bem perceptível pois ele é da classe dos comerciantes, e mesmo bastante rico, não gosta da aristocracia e, ainda tem o fato dele ter sido um soldado da guerra que venceu uma missão suicida.

“- A senhora não é, de forma alguma, o tipo de mulher que busco para ser minhas esposa - disse ele. - E faço parte de um universo muito diferente do marido que espera encontrar. Mesmo assim, sinto um poderoso desejo de beijá-la.”

Penderris Hall é o local onde acontece o Clube dos Sobreviventes, fazem parte desse grupo justamente pessoas que sofreram tanto quanto Hugo, seja na guerra, ao perder um parente querido, ou ter visto a mais pura fonte de covardia. Hugo ao ver que o tornozelo dela não está nada bom, decide leva-la a Penderris para ser cuidada por um médico. Todos na casa a recebem muito bem e decidem o que é melhor por ela.

Gwen é uma mulher forte mas sabe que não pode negar essa ajuda, pois também sabe que sua perna já passou por outra grave lesão e que precisa de ajuda para se recuperar. Podemos conhecer os personagens secundários e seus medos, pois todos estão debilitados, Hugo também não fica atrás, pois apesar de ser fisicamente perfeito carrega a culpa por varias mortes.


"-Sofremos neste lugar - explicou ele. - Nós nos curamos neste lugar. Desnudamos nossas almas uns para os outros. Deixar esta casa foi uma das coisas mais difíceis que fizemos. Mas era necessário para que nossas vidas voltassem a ter sentido. Uma vez por ano, porém, voltamos para recuperar nossa integridade ou para nos fortalecermos com a ilusão de que estamos inteiros."

Hugo e Gwen  logo se sentem atraídos um pelo outro, e enquanto ela não procura um casamento, a não ser que a pessoa traga paz para ela, Hugo procura uma esposa que possa satisfazê-lo na cama, gerar um herdeiro, e que ensine sua irmã a ser uma lady para que ela possa conseguir um casamento.

Ambos possuem seus demônios e mesmo quando ela aceita ajudá-lo com a irmã, a diferença entre eles é gigante, porem eles compreendem que o que está crescendo em seus corações é mais forte do que eles imaginam, e agora precisam escolher se irão seguir o coração ou a razão.

"A vida era curta demais para perder tempo com lamentações. Havia sempre muito o que comemorar.”

Confesso que eu estava com altas expectativas para esse livro. porem não consegui ser cativada totalmente pelos personagens e suas histórias. Achei a escrita um pouco lenta e isso acabou me cansando um pouco. Mary mesmo assim consegue criar personagens com passados pesados que não conseguimos ver em outros livros do gênero, e recomendo sim pra quem gosta de um livro mais lento.


Resenha | Tudo aquilo que eu não disse (Kathryn Hughes) + Sorteio

Editora: ASTRAL CULTURAL
ISBN: 8582467001
ISBN13: 9788582467008
Edição: 1ª Edição - 2018
Número de Páginas: 352
A vida da doce Tina Craig parece estar destinada a mesmice dos anos 70: ela vive presa em um casamento infeliz com um marido problemático. Isso desafia Tina a unir todas as suas forças para sair desse abismo e finalmente conquistar a paz de espírito que ela tanto quer. Seu destino toma um rumo diferente quando ela encontra uma carta escrita em setembro de 1939. A carta, que nunca chegou ao destino certo, lhe traz uma nova esperança, um alento para o seu coração tão maltratado. Tudo muda de figura quando a vida de Tina se choca com os destinos do casal Billy e Chrissie, trazendo William, um jovem em busca de sua mãe biológica, para sua jornada por conta de um mero acaso.



Tem muitas coisas que quero comentar sobre esse livro, mas vou me segurar pra não soltar spoilers. Capa e título são os principais fatores para despertar o meu interesse na leitura de um livro e quando vi esse lançamento da Astral quis logo ler, e ainda bem que tive uma agradável surpresa.
Gosto muito de livros que intercalam a narrativa entre o presente e o passado. Nesse caso, temos duas mulheres com o mesmo nome e essa coincidência vai afetar a vida delas.

A Christina de 1973 vive em um relacionamento abusivo. Ao casar-se com seu amor não imaginou que as agressões começariam já na lua de mel e, como tantas mulheres que sofrem com isso, acompanhamos as incertezas de Tina. Ela quer sair dessa vida mas ao mesmo tempo tem esperança que o marido mude, afinal ele sempre promete isso a ela. No seu trabalho, Tina encontra um envelope fechado e dentro uma carta com data de 1939 direcionada a uma Christina, e Tina fica se perguntando porque essa carta nunca foi postada e o que aconteceu com essas pessoas. Dessa forma ela resolve esquecer um pouco dos seus problemas e fazer com que essa carta chegue ao seu destino.

E assim o leitor conhece a Christina de 1939. A jovem Chrissie tem um pai rigoroso e que se preocupa muito com as aparências e com o que a sociedade pensa. Ele não aceita que sua filha esteja apaixonada por Billy, rapaz que ficou órfão quando ainda era um bebê, em decorrência da Primeira Guerra. E quando é anunciada a Segunda Guerra ele fica feliz porque assim esse namoro vai ter que acabar.

Sabemos que nem sempre as coisas acontecem como planejamos, e que a vida reserva surpresas que em poucos minutos podem mudar completamente o rumo dos nossos planos. E ao mesmo tempo que é triste perceber a fragilidade das coisas, é encantador ver que de uma coisa ruim em determinada época pode surgir algo belo em outra.

Tudo aquilo que eu não disse nos mostra sobre a importância das palavras. Uma coisa não-dita no momento certo pode afetar a vida de várias pessoas, mesmo depois de tantos anos. É um livro que aborda vários temas e nos faz refletir sobre as pequenas grandes decisões que tomamos ao longo da vida, e também sobre aquelas que tomam por nós. Essas são as piores. Quando nos tiram o poder da escolha e só nos resta viver com as consequências. Acontecem muitas coisas no decorrer da história e isso faz com que a leitura flua bem. Eu estava sempre querendo saber o que viria em seguida e quando voltaria a narrativa do outro ano. A autora soube dosar e envolver nos momentos de cada história, e com o surgimento de novos elementos a história foi ficando mais interessante. Ela não é muito detalhista e algumas coisas não são bem aprofundadas, mas nada que atrapalhe o panorama geral do livro. A maneira que algumas coisas acontecem podem ser difíceis de acreditar, mas se tratando da vida, acho que tudo é possível. Sabe aquele lance de “seria cômico se não fosse trágico”!?

Quero destacar que adorei a maneira que as histórias se conectaram. Quando cheguei na última parte, e percebi o que iria acontecer, fiquei feliz. Quando fui apresentada a essas personagens, não poderia ter imaginado um final melhor. Foi bacana acompanhar tudo o que teve que acontecer para que o final das histórias das Christinas fosse assim. É difícil saber em que momento a nossa vida tomou o rumo que ela tem hoje, mas é bom pensar que tudo o que passamos acontece por um motivo. Livros assim me fazem acreditar nisso.

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Crítica | Com amor, Simon (2018)

(Love, Simon)
País: EUA
Classificação: 12 anos
Estreia: 5 de Abril de 2018
Duração: 127 min.
Direção: Greg Berlanti
Roteiro: Becky Albertalli , Elizabeth Berger , Isaac Aptaker
Elenco: Nick Robinson , Josh Duhamel , Jennifer Garner , Bryson Pitts , Nye Reynolds , Katherine Langford , Alexandra Shipp

Todo mundo merece uma grande história de amor. Mas para Simon Spier, de dezessete anos, é um pouco mais complicado: ele ainda não contou para a sua família ou amigos que é gay, e não faz ideia de qual seja a identidade do seu colega anônimo que divide o mesmo segredo. Resolver as duas questões se mostra divertido, aterrorizante e uma mudança de vida definitiva.


Com amor, Simon é a adaptação cinematográfica de Simon vs. a agenda Homo Sapiens, de Becky Albertrali, que eu tive o prazer de conhecer na Bienal de São Paulo em 2016 e que é uma fofa! Gostaria de agradecer à Intrínseca duplamente, primeiro por ter a chance de conhecer essa mulher maravilhosa, e segundo por nos convidar (blogs parceiros) para a pré-estreia de Com amor, Simon. Obrigadaaaaa! s2 

O filme tem uma proposta simples e que já foi abordada no cinema muitas vezes, mas há um diferencial. Vocês irão entender mais pra frente. 

Simon é um adolescente comum, com uma família incrível (ele tem muita sorte!) e ótimos amigos. Ele realmente parece ter a vida perfeita, se ele não tivesse que conviver com um segredo que ele ainda não está pronto para revelar ao mundo: Simon é gay. 

Viram? Nada novo até aqui, certo? A diferença desse filme é que o ponto principal não está no fato de Simon ser gay, e sim na maneira como ele está começando a encarar isso, e de como ele NÃO quer ser estereotipado, não quer ser resumido ao fato de que ele é gay, que isso é apenas uma parte dele. 

Gostei do Simon não ser uma pessoa perfeita, apesar de ele ser um bom garoto, toma atitudes idiotas e magoa pessoas. Simon precisa lidar com o fato de que seu segredo está prestes a ser revelado forçadamente, e ele vai fazer de tudo para mantê-lo desconhecido por mais um tempo. Nesse meio tempo ele vai fazendo coisas que vão impactar em outras, que irão refletir em outras e assim por diante, criando uma espécie de bola de neve, até o personagem se dar conta de que não consegue mais sustentar as mentiras, e então vai em busca de resolver os conflitos.

Outro ponto positivo é a família de Simon, vivida por Jennifer Garner e Josh Duhamel, que são pais jovens, o casal que se conheceu no ensino médio e se casou, o atleta e a popular. São pessoas boas, que tem uma rotina familiar convencional. Simon sabe que se ele se assumir, não será um problema em casa, o que vai contra a maioria dos filmes nesse estilo, onde a família é o principal opressor, mas Simon quer entender melhor pelo que está passando, encontrar sua verdadeira identidade e então revelar essa pequena - porém importante - parte de quem ele é. 

Outra coisa que eu adorei foi o fato de que os personagens secundários também tem suas próprias histórias e dificuldades, assim como Simon, por exemplo a personagem Abby, que tem um destaque um pouco maior no filme. Leah é uma ótima personagem também, em algumas cenas vamos lembrar muito da Hannah, de Os treze porquês.

Enfim, eu realmente não vi pontos negativos no filme. Não sou crítica de cinema, sou só uma pessoa que gosta de filmes e resolveu falar um pouco do que viu. Não entendo de detalhes técnicos, mas realmente gostei da trilha sonora e do roteiro do filme (acho que porque a Becky esteve envolvida) e acho que ele vai agradar não somente ao público LGBT, mas a todo mundo, pois em algum momento você vai se identificar com o Simon ou algum dos outros personagens. Recomendo para todo mundo que gosta de filmes sobre adolescentes.