Crítica de filme | Cinquenta tons mais escuros

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Cinquenta Tons Mais Escuros (2017)
(Fifty Shades Darker)
País: EUA
Classificação: 16 anos
Estreia: 9 de Fevereiro de 2017
Duração: 117 min.
Direção: James Foley
Elenco: Dakota Johnson , Jamie Dornan , Tyler Hoechlin , Kim Basinger , Bella Heathcote , Luke Grimes
Distribuidora: Universal Pictures



Incomodada com os hábitos e atitudes de Christian Grey (Jamie Dornan), Anastasia (Dakota Johnson) decide terminar o relacionamento e focar no desenvolvimento de sua carreira. Ele, no entanto, não desiste tão fácil e fica sempre ao seu encalço, insistindo que aceita as regras dela. Tal cortejo acaba funcionando e ela reinicia o relacionamento com o jovem milionário, sendo que, aos poucos, passa a compreender melhor os jogos sexuais que ele tanto aprecia.

Christian Grey está de volta na sequência do sucesso de bilheteria, Cinquenta tons de cinza, que arrecadou mais de 500 milhões de dólares mundialmente. Após a bela Anastasia Steele ter dado um fim ao relacionamento no primeiro filme, decidindo focar na sua carreira editorial, neste filme, o playboy bilionário precisa reconquistar Ana e tentar trazê-la de volta para o seu mundo - de dor e prazer. 

Ana já não é mais aquela menininha bobinha e desastrada que era no primeiro filme e nem se faz mais de rogada. A moça se despiu de todos os pudores e mostra quase tudo nas cenas de sexo com o galã Christian Grey. Christian, por outro lado, está bem mais tolerante com os desejos e pedidos de sua amada. Ele realmente parece estar disposto a deixar seu lado sádico de lado e construir uma relação baseada no amor e na confiança com Anastasia. 


Bom, o filme é basicamente ele tentando fazer a Ana aceitar ser sua namorada. mas também é mais focado no sombrio passado de Christian e em como ele tenta lidar com os "fantasmas" que insistem em aparecer para perturbar-lhe o sono. 

Podemos perceber a dimensão do trauma que o rapaz sofreu e como ele é problemático em tantos aspectos. Ana Steele também não fica muito atrás no quesito problema, a garota é uma confusão só, não sabe o que quer! Ela termina com o cara porque não gosta de apanhar, depois lá está ela pedindo uns tapinhas e pedindo pra ir ao quarto vermelho. 


Alguns novos personagens são acrescentados à trama e outros ganham um destaque maior no longa de James Foley. Apesar de vários novos personagens terem aparecido, eles não parecem ter importância nenhuma e nem fazem nada memorável, são só mais alguns aleatórios para preencher a cota dos conflitos vivenciados pelo casal principal. O que é uma pena, pois é um elenco muito bom, como Kim Basinger, que vive Elena, a pessoa que introduziu Christian ao mundo do sadomasoquismo e também Eric Johnson que vive Jack Hyde, o chefe de Ana Steele, e que se Deus quiser vai fazer alguma coisa no terceiro filme, porque parece que ele e Christian tem um passado.


Também tem muitas cenas de nudez, dessa vez mais explícita do que no primeiro. Rolam peitinhos, bundinhas e até umas bitocas na perseguida da Ana! Eita! As cenas de nudez e sexo, em sua maioria, são gratuitas e meio que um "cala a boca e vai olhar umas peitolas ali", porque em algumas cenas que algo importante ou relevante parecia que iria ser discutido e foi meio que silenciado pelo abdômen musculoso de Jamie e pelas pitombinhas que chamam de peitos da Dakota. 


Este filme é bem mais absurdo do que o primeiro. Absurdo em que sentido? No sentido de que tem situações que são forçadas demais, até para uma ficção. Ah, e não espere mistério porque realmente não tem nenhum, apesar de o diretor ter tentado jogar uns mistérios na nossa cara. Cinquenta tons mais escuros é altamente previsível.

Mesmo com todos os problemas, a adaptação me rendeu duas horas de diversão e muuuuitas risadas. Como assim? É comédia? Bom, se a intenção foi fazer o espectador rir ou não, eu não sei. Mas eu dei boas risadas com o filme. 

Em suma, o filme é bom, mas ainda não decidi se gosto mais desse ou do primeiro. Mas preciso falar de algo que me incomodou: diferente do primeiro, neste parecia que Jamie e Dakota estavam tensos demais o tempo todo e não achei que existisse química entre eles. Não acho que eles passam veracidade como casal na ficção. Tem uma cena em específico, que era pra ser dramática e só emoção, Dakota fica apática e seu choro não convence nem uma criança. A atuação de Jamie está bem melhor que no primeiro filme, achei ele mais à vontade na pele de Christian, porém Dakota parecia que estava ali à força. A atuação da bela realmente não me agradou, a carinha de songa monga dela não me comove.


Um destaque especial para a trilha sonora que está ESPETACULAR. Recomendo Cinquenta tons mais escuros como um filme de romance com uma pitadinha só de safadeza. Não espere grandes reviravoltas e uma trama muito elaborada porque certamente vai se decepcionar. Se sua intenção for ver a bundinha de Jamie Dornan, aproveita miga, porque tá demais! O filme valeu a saída de casa e eu estou até pensando em rever depois. Ha Ha Ha.

TRAILER LEGENDADO

Resenha + Sorteio: Dartana (André Vianco)

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Dartana
André Vianco
R$ 27,50 até R$ 59,50
ISBN-13: 9788568432846
ISBN-10: 8568432840
Ano: 2016 / Páginas: 784
Idioma: português 
Editora: Fábrica 231

Novo livro do escritor e roteirista André Vianco, um dos maiores nomes da literatura de fantasia nacional, Dartana apresenta um mundo retalhado entre vida e morte, fé e descrença, mitologias e mentiras. No romance, o primeiro de uma trilogia, Dartana é um planeta castigado por uma maldição da qual somente as feiticeiras escapam. Quando um novo deus da guerra surge, muitos habitantes daquele mundo sombrio marcham com ele rumo ao Combatheon, uma plataforma de guerra que representa sua única chance de se libertar da terrível maldição. Esbanjando criatividade e domínio narrativo, André Vianco constrói uma obra surpreendente em que deuses guerreiros, feiticeiras, soldados e construtores se unem para forjar um novo mundo. 

Dartana é o mais novo livro de André Vianco. Quem me conhece sabe que eu sou absolutamente fã do cara e leio tudo que ele escreve. Há alguns anos ele anunciou que estava escrevendo Dartana e desde então já ativou a minha curiosidade, pois sei que ele é super criativo. Acompanhei o autor pelas redes sociais e a cada nova postagem sobre o livro, comemorei junto. E quando finalmente ele disse que tinha acabado de escrever e que iria sair pela Rocco, foi só alegria.

Dartana é um planeta onde as pessoas vivem de maneira muito arcaica, sob total miséria. Eles vivem sob uma maldição que os impede de deter qualquer tipo de conhecimento, logo não podem evoluir. Eles simplesmente não conseguem aprender nada novo, consequentemente não conseguem ensinar nada para ninguém. As únicas pessoas que são capazes de absorver algum conhecimento, mesmo que seja bem pouco, são umas feiticeiras que vivem no Hangar. 

De vez em quando o povo de Dartana, algumas pessoas, tem uns lapsos de conhecimento. Por exemplo, se alguém consegue fazer qualquer objeto útil, no outro dia a pessoa já não se lembra de como fez, nem pode ensinar e nem sabe fazer de novo. Isso é terrível, acho que uma das piores coisas e por isso eles são um povo muito atrasado.

Mas Dartana pode se livrar da maldição. De tempos em tempos se ergue um Deus de guerra. Junto com esse Deus, várias pessoas são recrutadas para ir para essa guerra e eles tem que atravessar juntos um portão rumo ao Combatheon, que é o local onde acontece a guerra. Caso eles vençam a guerra, como prêmio eles se livram da maldição. Só que tem um porém: ninguém sabe se isso é verdade, ninguém sabe o que tem do outro lado porque ninguém jamais voltou de lá pra contar. 

Bom, vou evitar falar de personagens porque o livro não tem só um principal, tem vários e se eu for falar de um vou ter que falar de vários e aí não vou terminar essa resenha nunca mais porque esse livro tem quase 800 páginas! Só preciso dizer que não estou surpresa pelo fato de que o André Vianco foi capaz de construir uma nova mitologia, eu sempre soube do talento dele. Eu estou é extasiada com a riqueza de detalhes e cada coisa que ele escreve foi milimetricamente pensada. Eu adoro o jeito que ele escreve dizendo algumas coisas aparentemente inofensivas e lá na frente ele vai retomar o assunto e você fica com cara de bobo pensando "aaaaaaa ele falou isso, como eu não percebi?". Essa é uma das coisas mais legais na narrativa dele. Ele realmente pensou na história por todos os ângulos e não deixou furos na narrativa. Pelo menos eu não consegui encontrar nada que possa ter entrado em contradição. 

Os personagens são muito bem construídos, cada um realmente tem sua própria voz e todos tem um propósito ali, até os inimigos. Gosto da ambientação de Dartana, consigo imaginar o cenário, as feiticeiras, soldados, construtores, as batalhas etc. 

Minhas únicas ressalvas são sobre a fonte do livro, que é muito pequena, acho que pra tentar diminuir o número de páginas e o fato de a história demorar um pouco a engatar. Mas esse lance da história demorar um pouco a ganhar ritmo é compreensível, pois Dartana é só o primeiro de uma trilogia e é óbvio que o leitor precisa de adaptação, ambientação sobre tudo, uma vez que é um mundo, uma mitologia completamente inédita. Acredito que os próximos serão tiro porrada e bomba como foi esse depois de um certo número de páginas. 

A capa é a coisa mais linda do mundo, é um livro que eu compraria só pela capa. A diagramação, como já falei, me cansou um pouco, por conta da fonte que eu achei muito pequena, mas dá pra ler de boa. E a revisão está ok. Espero que o André escreva logo o outro e a Rocco publique rapidinho. Recomendo para fãs de fantasia em geral e principalmente pra quem está cansado das same old things que a gente vê sendo lançadas todos os dias. É uma história bem original e que em muitas situações facilmente conseguimos linkar e relacionar com a nossa sociedade. Os fãs do autor vão se surpreender com a riqueza da obra. Mais uma vez André mostrou que não é só sobre vampiros que ele sabe escrever. 

SORTEIO

a Rafflecopter giveaway

O resultado será publicado no Blog, Facebook, Twitter e Google+ em até 10 dias após o fim da promoção;
O vencedor tem até 72h corridas para entrar em contato por e-mail através do endereço: blogfeedyourhead@gmail.com;
O blog NÃO SE COMPROMETE a avisar o ganhador;
O Premio será postado pela editora em no máximo **60 dias uteis** após o vencedor entrar em contato com os dados de postagem.*
Perfis fake e exclusivos de promoção serão automaticamente desclassificados, bem como pessoas que não cumprirem as etapas do formulário que se inscreveram;
Válido somente em território nacional;


*Em caso de devolução do prêmio por parte dos correios para a editora por problemas com endereço/falta de alguém para receber, a Editora/blog NÃO É OBRIGADA, bem como o blog, a reenviar o prêmio. Caso a editora queira reenviar, é por responsabilidade dela. O blog se compromete a dar suporte apenas no primeiro envio.

Resenha: Não se enrola, não (Isabela Freitas) Não se apega, não #03

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Não se enrola, não
Isabela Freitas
R$ 17,90 até R$ 79,99
ISBN-13: 9788551000861
ISBN-10: 8551000861
Ano: 2016 / Páginas: 224
Idioma: português 
Editora: Intrínseca

A vida de Isabela dá uma completa reviravolta depois do sucesso de seu blog, Garota em Preto e Branco. Decidida a perseguir seus sonhos, ela abandona o curso de direito, deixa a casa dos pais, em Juiz de Fora (MG), e se muda para São Paulo tão logo conquista um emprego numa badalada revista on-line. Enquanto se adapta aos novos tempos numa quitinete no Baixo Augusta, Isabela escreve seu primeiro livro.
Seria perfeito se no apartamento em frente não morasse o envolvente Pedro Miller e os dois não se embolassem regularmente sob o mesmo lençol. Não, não é namoro. Não, não é apenas amizade. É algo muito mais enrolado, um relacionamento sem um nome definido. Um “isso”, como diz a personagem. Embora não tenha coragem de confessar seus sentimentos, Isabela sabe que está perdidamente apaixonada pelo seu melhor amigo.
Após Não se apega, não e a sequência, Não se iluda, não, Isabela Freitas mostra neste Não se enrola, não os primeiros passos de seus personagens na vida adulta, com toda a independência e as responsabilidades que ela proporciona.


desnecessário adjetivo:
que não é necessário; inútil, supérfluo, dispensável, escusado.

Bem, infelizmente é o que Não se enrola, não da autora-personagem-whatever Isabela Freitas, é. Para quem não leu os outros livros, a personagem também se chama Isabela Freitas. A história poderia ter facilmente se encerrado no anterior, mas não sei porquê cargas d'água decidiram continuar incentivando a moça a tentar tirar leite de pedra desta história. Mas senta aí, pega um copo d'água e vamos conversar.

Crítica de filme | O Chamado 3 (2017)

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

FICHA TÉCNICA
O Chamado 3
AUTOR: Ariel Souza
LANÇAMENTO: 02 de fevereiro de 2017
SINOPSE : Julia (Matilda Anna Ingrid Lutz) fica preocupada quando seu namorado, Holt (Alex Roe), começa a explorar a lenda urbana sobre um vídeo misterioso. Lenda esta que diz que quem assiste morre depois de sete dias. Ela se sacrifica para salvar seu namorado e acaba fazendo uma descoberta terrível: há um "filme dentro do filme" que ninguém nunca viu antes.
ELENCO: Matilda Lutz, Alex Roe, Vincent D'Onofrio, Johnny Galecki
DIREÇÃO: F. Javier Gutiérrez
GÊNERO: Terror
ROTEIRO: David Loucka, Jacob Aaron Estes, Akiva Goldsman
DISTRIBUIDORA: Paramount Pictures

O Chamado 3, que anteriormente seria Chamados, pois lá fora o filme tem o nome de Rings, é uma espécie de prequel (mesmo sendo 13 anos depois) da história de O Chamado, franquia de sucesso que conta a história de Samara Morgan, uma garotinha que mata depois de sete dias aqueles que veem uma estranha fita com imagens perturbadoras. 

Todo mundo certamente deve conhecer a história de Samara e de como ela foi jogada ainda com vida num poço e permaneceu viva por sete dias. Muitos anos depois de a jornalista Rachel desvendar o mistério de Samara e finalmente resgatar o cadáver da menina do poço, todos pensaram que isso finalmente daria paz ao espírito de Samara e poria fim à maldição. Porém não é bem isso que acontece. Nesta história conhecemos o passado de Samara, a história por trás da maldição da fita VHS.


Eu preciso comentar a primeira cena do filme, que se passa num avião e é completamente desnecessária, sem contar o fato de que é absurdamente ridícula e que eu achava que era uma pegadinha ou até mesmo um comercial do filme. Ela destoa totalmente do filme e não acrescenta em absolutamente nada à história. Cancela! Uma cena totalmente paspalhona que mostra Samara atacando fora de seus domínios, em pleno ar. Gente, vamos modernizar o negócio mas pera lá né?!

Completamente contemporâneo, eu diria que até demais, O Chamado 3 traz à tona novamente a maldição do vídeo mortal, só que agora não é mais numa fita VHS, e sim em um arquivo facilmente compartilhável e viral, que pode ser acessado de qualquer lugar, inclusive de um smartphone. Algo que é anexado por e-mail e pode fazer milhares de vítimas de uma só vez. Só que agora a maldição tem um plus: não basta fazer uma cópia para se livrar do espírito vingativo de Samara, a pessoa tem que mostrar pra alguém também. E é assim que Julia (Matilda Lutz) se envolve nessa história. 

A trama principal é sobre o jovem casal Julia (Matilda Lutz) e Holt (Alex Roe), onde o rapaz vai começar sua nova vida de universitário e deixa para trás a bela e devota namorada. Quando Holt para de dar notícias e Julia recebe uma estranha chamada de uma garota pelo skype de Holt, ela surta e resolve ir até a cidade onde ele estuda. Chegando lá, ela vai procurar o professor de Holt, Gabriel, que foi quem Holt disse que iria encontrar na última vez que eles se falaram. Gabriel é vivido pelo ator Johnny Galecki, o Leonard de The Big Bang Theory. Gabriel desconversa e diz que não sabe de nada, mas Julia desconfia e vai investigar. 


Sobre essas partes onde ela vai investigar, quando ela encontra Holt e como fica sabendo da maldição, as pequenas descobertas que ela vai fazendo etc, é tudo tão surreal, mas tão surreal que dá vontade de rir. Parece aqueles mistérios adolescentes daquela série Goosebumps, que é inacreditável mas que você perdoa porque é feito para crianças. Sem contar o fato de que Samara parece estar com pressa para matar Julia, a coitada sofre vários "atentados" durante todo o filme. Mas olha só, se ela e Holt morressem a qualquer momento não iriam fazer falta, são personagens dispensáveis.

Não vou contar mais nada do enredo, prometo! Bom, vamos lá. Tirando a primeira sequência do avião, o filme até estava legal e eu realmente tinha sentido que não tinha saído de casa à toa, pois estava vendo um lado da história que nunca antes tinha sido explorado. Achei interessante eles usarem a história da Samara para fins de experimento coletivo com explicações neurológicas, mas infelizmente eles só deram uma pincelada bem rápida nisso e nos deixaram a ver navios, pois realmente foi só para encher linguiça no roteiro. 

Apesar das atuações medíocres, da apatia e falta de carisma dos personagens, dos diálogos fracos, e os elementos clichês como o fantasma na beira da estrada, a igreja abandonada, etc, eu realmente estava achando OK e estava "engolindo" a história. Mas aí, eles resolvem estragar tudo e colocar um final desprezível, onde claramente você percebe que o único objetivo do filme é lucrar. 

O final claramente dá abertura para mais sequências e eu fico me perguntando pra quê. Será que a falta de inspiração em criar algo novo é tão grande a ponto de eles quererem extrair leite de pedra desta franquia que não tem mais nada para ser explorado? Eu acho que eles deveriam ter acabado o filme no momento em que o mistério é solucionado mas realmente o final acabou com o filme. Bom, se você quiser ir ver no cinema é por sua conta e risco, sugiro que vá no dia mais barato haha. Eu como fã de filmes de terror, me decepcionei muito com este filme que é de longe o pior da franquia (consegue ser pior que o segundo!). 

Até a próxima, pessoal! 

Trailer:

Resenha: Príncipe Lestat (Anne Rice) | Crônicas Vampirescas

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Príncipe Lestat
As Crônicas Vampirescas # 11
Anne Rice
R$ 37,10 até R$ 48,78
ISBN: 9788532529794
Ano: 2015 / Páginas: 528
Idioma: português 
Editora: Rocco

A autora do clássico Entrevista com o vampiro volta ao universo que a consagrou. Príncipe Lestat traz de volta o mundo belo e assustador das Crônicas Vampirescas e personagens que se tornaram eternos na imaginação e no coração dos leitores, entre eles Louis de Pointe du Lac e o eternamente jovem Armand, além de novas e sedutoras criaturas sobrenaturais. Pairando sobre todos, o desaparecido herói-andarilho, o perigoso e rebelde fora da lei – a esperança dos Mortos-Vivos – Príncipe Lestat. Neste romance inédito, ansiosamente aguardado por milhares de fãs da autora, o mundo dos vampiros está em crise; por todo o globo, eles têm sido queimados, e grandes massacres ocorrem, ordenados por uma voz misteriosa. Cabe a Lestat e seu séquito de bebedores de sangue desvendar os segredos sobre o que essa voz quer, e por quê, nesta trama ambiciosa, devastadora e luxuriante.

Príncipe Lestat pertence às Crônicas Vampirescas de Anne Rice. Você não necessariamente precisa ter lido toda a série para entender esta história. Na verdade você não precisa ter lido nenhum, mas se tiver lido A rainha dos condenados já tá de bom tamanho. 

Neste livro, Lestat volta a nos contar o que está se passando no mundo contemporâneo. Após alguns anos desde o declínio de Akasha (a Mãe de todos os vampiros), um novo inimigo surge, um ser terrível que ameaça acabar com todos os vampiros, novatos ou milenares. Uma Voz misteriosa que ninguém sabe de onde vem está ordenando o extermínio dos bebedores de sangue por todo o planeta. E Lestat terá que salvar a comunidade dos vampiros da extinção. 

Confesso que há muitos anos, há mais de dez anos, eu não lia nada da Anne Rice. Na época fiquei ávida por mais, mas infelizmente a grana tava curta e os livros tinham um preço bem salgado. Enfim, meio que acabei deixando pra lá. Quando soube que a Rocco iria lançar mais um livro das Crônicas Vampirescas e que ainda mais era sobre o Lestat fiquei louca porque amo demais! 

Em Príncipe Lestat, Anne Rice dá uma bela pincelada sobre os livros passados e nos faz relembrar de coisas e personagens que por ventura tenhamos esquecido. Mas também novos personagens são acrescentados à trama. Ela começa o livro com uma espécie de glossário, com os termos utilizados no mundo dos vampiros. Isso é interessante não só para familiarizar os novos leitores, mas para os velhos leitores também, confesso que alguns deles (vários) eu não sabia o que eram. 

Aqui a gente vai poder ter a perspectiva, conhecer um pouco (ou relembrar) o histórico, saber dos sentimentos, etc, de todos os personagens criados pela Anne, aqueles que a gente já conhece de outros livros. Nos quatro cantos do planeta, esses personagens estão aterrorizados por esse Ser maligno que planeja dizimar os vampiros da face da terra, e então vamos ver como eles estão lidando com a Voz e com as várias mortes de covis inteiros de vampiros. Aqui a gente vai descobrir também o porquê que Lestat é o Príncipe Moleque. 

Juro que eu fiquei me perguntando se teria necessidade de mais um livro, porque na minha cabeça já tava tudo ok, a história estava fechada. Mas a Anne consegue sempre surpreender, nem que seja por mal (como no caso dos livros eróticos, aff). Mas neste caso, de Príncipe Lestat, foi uma surpresa maravilhosa pois o livro não só acrescenta MUITA coisa à mitologia criada por Rice, como também ajuda a compreender muitas coisas que aconteceram e o melhor de tudo, sem cair em contradição. 

Só peço calma ao leitor, afinal as Crônicas Vampirescas não são uma história fácil, é uma trama bem completa e Príncipe Lestat também é complexo. Talvez muita gente ache que o Lestat, apesar de ser protagonista, ficou meio apagadinho do livro, eu também queria mais um pouquinho de Lestat hahaha mas quem disse que a vida é justa, não é mesmo? Talvez Anne nos presenteie com mais no futuro. #Oremos

Espero que vocês leiam porque é um livro muito muito muito bom mesmo! Com certeza não vai decepcionar os fãs em nada.