Resenha | Um romance perigoso (Flávio Carneiro)

sexta-feira, 22 de setembro de 2017


Um Romance Perigoso
Flávio Carneiro
R$ 28,10 até R$ 39,50
ISBN-13: 9788532530653
ISBN-10: 8532530656
Ano: 2017 / Páginas: 288
Idioma: português
Editora: Rocco

Depois de O campeonato e O livro roubado, Flávio Carneiro põe a dupla André e Gordo no centro de uma nova trama policial com sotaque carioca. Em Um romance perigoso, o detetive particular e o amigo, dono de um sebo na rua do Lavradio e apaixonado por literatura policial, seguem o rastro de um serial killer que está matando autores de autoajuda e deixando o mercado editorial, e toda a cidade, em polvorosa. E não se trata de um assassino qualquer, mas de um leitor dedicado do escritor norte-americano Dashiell Hammet, pois a cada crime ele deixa uma pista que faz alusão aos livros do autor. Entram em cena, então, um alfaiate e exímio conhecedor da obra do autor de O falcão maltês e outros clássicos do romance policial, um taxista dono de um motel-fazenda no interior do estado onde um dos crimes acontece e outros personagens improváveis que circulam como peças num tabuleiro de xadrez por um Rio de Janeiro ao mesmo tempo solar e noir.


Só queria dizer uma coisa: COMO EU NÃO CONHECI ESSE AUTOR ANTES?


MEU DEUS, que livro bommmm!!!

Um romance perigoso é o terceiro livro de uma série escrita por Flávio Carneiro. Os dois primeiros livros da série "O campeonato" e "O livro roubado" também são com os mesmos personagens, porém são histórias independentes, logo, você não precisa ter lido estes dois para compreender "Um romance perigoso".

Os protagonistas são o detetive particular André, e Gordo, seu assistente. Digamos que eles sejam aspirantes a detetives. Sim, embora André seja mesmo agora de fato detetive, Gordo o ajuda muito. Os dois são aficionados por literatura policial, viciados mesmo, e  foi assim que André acabou se tornando detetive, por acidente. O fato de eles serem leitores ávidos dos romances policiais faz com que eles tenham uma vantagem a mais, eles pensam fora da caixa.

Um romance perigoso começa com a morte de um autor de livros de autoajuda. O homem fora encontrado morto em seu quarto de hotel depois de uma sessão de autógrafos. De acordo com a polícia, a causa mortis foi uma injeção de estricnina, que é um veneno que faz com que a pessoa tenha convulsões. Na cena do crime foi encontrado um exemplar de "A irmãzinha", clássico policial de Raymond Chandler.

Alguns dias depois, um outro escritor também é assassinado da mesma forma, e o mesmo livro é encontrado na cena do crime. Logo conclui-se que se trata de um serial killer. Há uma recompensa de 50 mil reais para quem tiver informações sobre o assassino. É CLARO que André e Gordo vão começar a investigar, não é mesmo??? Gordo é dono de um sebo na rua do Lavradio, e no andar de cima fica o escritório de André, mas é Gordo quem está mais entusiasmado com a investigação.

Gente, como assim eu nunca tinha lido nada do Flávio? Agora eu quero TUDO.

A história é narrada pelo André e se passa no Rio de Janeiro. Se tem uma coisa que eu amei neste livro foram as descrições dos locais em que André e Gordo passavam, os bares e botecos que eles iam, suas aventuras e divagações, principalmente no Bar Brasil. Eles iam falando dos lugares e eu tentando lembrar se passei por lá, na minha última viagem ao Rio de Janeiro, que foi no começo deste mês. Adorei como ele vai falando dos locais, citando lojas e até as estações de metrô. Há quem não goste mas eu acho muito mais legal, fica tudo tão verossímil, e você não tem como não lembrar do livro se um dia passar pelo local.

Outra coisa que eu AMEI são as inúmeras referências literárias, e não só de livros policiais, mas de tudo mesmo. Eles travam altas conversas recheadas de referências à literatura e que faz aquecer o coração de qualquer leitor assíduo. De Machado de Assis a Edgar Allan Poe. De Dale Carnegie e Clarice Lispector a Borges e Chesterton.

"Acordei assustado, meio grogue ainda, sem saber direito onde estava. Tinha sonhado que eu era o Borges, em Londres, tomando cerveja num pé-sujo com o Chesterton. Poe era o garçom. Eu tentava pegar o copo, mas não acertava nunca porque era cego e o Chesterton ia tirando o copo do lugar, só de sacanagem." P. 112

A escrita do Flávio é maravilhosa, muito gostosa mesmo, super rápida, fluída e em momento nenhum cansa o leitor ou o entedia. Os dois personagens principais são muito carismáticos, bem como a namorada de André, que é uma fofa e super inteligente também! O Flávio sabe referenciar como ninguém e isso foi o que mais me encantou no livro, além dos rolês pelo Rio de Janeiro. O tom do livro é super divertido, apesar de se tratar de um romance policial, eu ri muito em várias partes e acho que todas as tiradas engraçadas foram super bem colocadas.

Recomendo demais a leitura para amantes de romances policiais, o livro é realmente uma ode ao gênero. E se você acha que não existem livros policiais nacionais bom, volte duas casas e vá ler Flávio Carneiro. Eu vou tratar de corrigir esse meu erro e buscar os outros livros dele porque já estou viciada! Corram para ler Um romance perigoso porque é maravilhoso!!!

Paper Towns #PenguinRandomHouse | John Green Read Along | Week #03

quarta-feira, 20 de setembro de 2017



Paper Towns
John Green
R$ 36,47 até R$ 42,90
ISBN-13: 9780142414934
ISBN-10: 014241493X
Ano: 2009 / Páginas: 305
Idioma: inglês
Editora: Speak

Two-time Printz Medalist John Greenas New York Times bestseller, now in paperback!
Quentin Jacobsen has spent a lifetime loving the magnificently adventurous Margo Roth Spiegelman from afar. So when she cracks open a window and climbs back into his lifeadressed like a ninja and summoning him for an ingenious campaign of revengea he follows. After their all-nighter ends, and a new day breaks, Q arrives at school to discover that Margo, always an enigma, has now become a mystery. But Q soon learns that there are cluesa and theyare for him. Urged down a disconnected path, the closer he gets, the less Q sees the girl he thought he knew.


#TurtlesAlltheWayCountDown
Dando continuidade ao nosso Read Along com os livros do John Green até chegar o novo. Esta semana falaremos de Paper Towns, que foi publicado no Brasil pela Editora Intrínseca.

Bem, Paper Towns é mais uma trama que é resultado da receita infalível - quase sempre - de John Green (digo isto porque não gostei muito de An Abundance of Katherines: Um garoto prodígio que é apaixonado por uma garota bonita e problemática, e que por meio dessa paixão, acaba aprendendo muito sobre si, a vida e a transição para a vida adulta.

Quentin Jacobsen é um desses garotos. Ele é apaixonado por sua vizinha Margo Roth Spiegelman desde que se entende por gente. Margo é um furacão: ela é a mais popular da escola, linda, enigmática e adora se aventurar pela cidade e pelas cidades. Há algum tempo eles já não são mais tão amigos, desde que ela começou a andar com pessoas de fora da vizinhança, mas uma noite ela aparece na janela de Q. e o convida para uma "noite de vingança" contra algumas pessoas da escola.

Depois de passarem a noite juntos, Q. finalmente acha que os dois voltarão a ser muito amigos e ele poderá revelar que a ama, mas no dia seguinte Margo desaparece do mapa e deixa apenas algumas pistas que só Quentin poderia entender, então o garoto começa uma obsessiva jornada em busca de Margo.

“The town was paper, but the memories were not.” 
― John Green, Paper Towns

O livro não é exatamente sobre Q., a gente nem sabe de tanta coisa assim sobre ele, é mesmo sobre a obsessão que ele tem por Margo e sua busca incansável por ela. A primeira parte do livro (ele é dividido em três) é bem divertida e super rápida de ler, bem como a parte três, mas a parte dois eu achei um pouco chatinha mas mesmo assim é melhor que o livro anterior de John Green.

Margo é uma garota egocêntrica e sem limites. Para ser sincera não decidi ainda se gosto dela ou não, mas uma coisa é certa: eu consigo compreendê-la e muitas vezes já quis ser como ela, em certas horas ainda quero.

“It is so hard to leave—until you leave. And then it is the easiest goddamned thing in the world.” 
― John Green, Paper Towns

O que eu gosto nos livros do John Green, mesmo nos livros dele que eu não gosto tanto, é que por meio de uma história divertida - ou não (mais uma vez eu citando as Katherines.) - mas sempre com uma linguagem fácil e atrativa para os jovens leitores, ele consegue transmitir uma imensidão de valores e lições. Você sempre se identifica com algum personagem dele, e ele é um dos poucos autores capazes de te fazer ficar pensando no livro muito depois de ter acabado e desejando - e imaginando - infinitas possibilidades de continuação para a história. 

Bem, esse livro não é tão bom quanto TFIOS e nem tão parado (leia-se: chato) quanto An Abundance of Katherines, digamos que ele fica com quatro estrelinhas, um meio termo. Recomendo para os fãs do autor e pessoas que querem uma leitura rápida, divertida, com tiradas e diálogos incríveis como só John Green é capaz de escrever, e o mais importante: que não seja série!

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Resenha | Marlena (Julie Buntin)



Marlena
Julie Buntin
R$ 31,70 até R$ 44,50
ISBN-13: 9788595170087
ISBN-10: 8595170088
Ano: 2017 / Páginas: 304
Idioma: português
Editora: Fábrica 231

Cat tem 15 anos e se sente sozinha e perdida ao deixar para trás o mundo que conhecia para viver numa pequena cidade no interior de Michigan. Mas sua vida se transforma quando ela conhece sua nova vizinha. Marlena é uma garota destemida, determinada e fora de controle. Logo as duas se tornam inseparáveis e passam a testar seus limites, em busca de novas experiências e, principalmente, de um sentido para a vida. Até que um desfecho inesperado põe fim a esta amizade. Quase 20 anos depois, Cat relembra aquele período de excessos e ainda luta para perdoar a amiga e a si mesma, neste romance ao mesmo tempo sensível e brutal sobre uma amizade obsessiva e sobre pessoas que, não importa o quanto se demorem, deixam marcas profundas na vida de outras.


Gente... esse livro!!!! Ainda estou impactada com esse livro, o qual eu não dava muito por ele, porém me surpreendeu e muito, positivamente! 


A história é sobre a amizade intensa de duas meninas, Cat e Marlena. Cat é uma adolescente de 15 anos que teve que se mudar para Silver Lake, uma cidadezinha do interior do estado de Michigan, após o desastroso divórcio dos pais. Cat é completamente negligenciada pela mãe, que é alcoólatra e egoísta demais para colocar a filha em primeiro lugar. Ela é uma garota tranquila e inocente, que acostumada com escola particular e programas burgueses, de repente se vê imersa em um ambiente totalmente estranho, e ela quer mudar, então a oportunidade perfeita para isso surge diante dos seus olhos em forma de amiga. 


Marlena é mais velha do que Cat dois anos, com apenas 17 anos, a garota é completamente sem limites, nível #vidalokisse mesmo. Marlena não tem mãe e mesmo com pouca idade já conheceu os lados mais obscuros da vida. No entanto é ela quem toma de conta do irmão mais novo, enquanto o pai administra um laboratório de metanfetamina em sua própria casa, que está sempre cheia de caras estranhos, e um deles a olha de formas esquisitas. Marlena é viciada em comprimidos, vários deles, e ela não mede esforços pra conseguir sustentar seu vício, se é que vocês me entendem.

As duas passam a ser vizinhas e Cat começa a admirar Marlena e seu modo de viver. A menina é completamente seduzida pela liberdade, pela atitude da vizinha, a quem passa a de certa forma cortejar, até que elas se tornam melhores amigas. Cat quer ser como Marlena. Ela quer ser Marlena. As duas se tornam então inseparáveis, mas é inseparáveis MESMO. Cat que até então era apenas uma adolescente regular, é introduzida ao caos que é a vida de Marlena e começa a experimentar tudo que a outra oferece, então, elas embarcam juntas numa viagem louca regada a muito sexo, cigarro, drogas, bebidas, etc. Essa amizade intoxicante cheia de excessos dura cerca de um ano, até que Marlena morre em circunstâncias misteriosas. (Isso não é spoiler, tá nas primeiras páginas do livro!) Anos depois, Cat já adulta tem que lidar com a perda da outra, que ainda a assombra, e com seus próprios demônios.


Esse livro é autobiográfico, conta coisas que a própria autora viveu em sua juventude. Porém, acho que muita gente consegue se identificar com os eventos aqui citados pois retrata fielmente as descobertas da adolescência e como essa questão de 'melhores amizades' pode interferir, neste caso, negativamente na vida de alguém. Marlena é aquela garota, tenho certeza que sua mãe já te disse um dia, que você não poderia andar com ela. É aquela garota que não tem mãe para orientá-la e que é muito "solta", que é má influência. Então, eu já ouvi muito isso na minha adolescência. Eu só não usei drogas e nem fiz sexo 'antes do tempo', mas cometi muitos excessos na minha adolescência por influência de uma amizade tóxica. A ligação das duas é muito forte, é uma idolatria recíproca e quase sexual. É tanta intimidade compartilhada, tantas experiências que a gente fica pensando no quão doentio isso pode ser, e é, no caso de Cat e Marlena. 

Mais ou menos vinte anos depois, Cat agora vive em Nova York, é alcoólatra e não há um dia em que Marlena não povoe seus pensamentos. Ela ainda carrega o peso da perda da amiga. As partes narradas por Cat já adulta são muito boas e nós conseguimos penetrar no emocional da personagem e entender o que ela sentia e ainda sente. Ela realmente acreditava na veracidade daquela amizade. Eu tive amizades assim e posso dizer que me arrependo de não ter ouvido minha mãe antes, eu enfrentei a minha família para brigar por uma amizade que só queria me usar, me explorar. Marlena era uma vampira emocional. 

Eu amei esse livro, acho que principalmente pela identificação que rolou. Gente, o mundo está cheio dessas pessoas, e não dá nem para culpá-las completamente. Elas são tão vítimas quanto culpadas. No caso de Marlena, a vida fez isso com ela, ela não teve muita escolha. Já Cat, acho que foi burrice mesmo, porque ela acompanhou Marlena definhar a olhos vistos, tanto é que a única coisa que ela sabia que se usasse não teria volta, ela recusou.

O livro me lembrou muito um filme dos anos 2000, Aos treze, com Nikki Reed e Evan Rachel Wood, a história era bem parecida: garota certinha começa a andar com a garota louquinha e muda completamente o comportamento fazendo as coisas mais absurdas do mundo, só que o final do filme é menos trágico. 


Recomendo demais a leitura, precisamos aprender a reconhecer quando uma amizade é saudável e quando é uma amizade destrutiva. Fica a recomendação para os jovens e para os pais dos mais jovens, para que estes não fechem os olhos para os sinais que seus filhos emitem. Prestem atenção nas pessoas com quem seus filhos andam, observem as amizades deles. Adorei! 


Resenha | O livro de sangue e sombra (Robin Wasserman)

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

O Livro de Sangue e Sombra
Uma garota. Uma noite. Séculos de segredos.
Robin Wasserman
R$ 35,05 até R$ 41,90
ISBN-13: 9788568263464
ISBN-10: 8568263461
Ano: 2017 / Páginas: 384
Idioma: português 
Editora: Fantástica Rocco

Quando tudo parecia caminhar bem, um atraso para um encontro muda a vida de Nora Kane para sempre. (spoiler a seguir: para saber, clique e selecione)Seu melhor amigo, Chris, está morto; a namorada dele, Adriane, em estado catatônico; e Max, o príncipe encantado de Nora, desaparecido. Mas o que parecia um pesadelo ruim o suficiente, fica ainda pior quando Max se torna o principal suspeito do crime. Desesperada para provar a inocência do namorado, a jovem, que trabalha num projeto de pesquisa traduzindo antigos manuscritos do latim, segue a trilha de sangue sem se importar com o destino final. E ele vai levá-la dos Estados Unidos à histórica Praga, e ao centro de um enigma que inclui uma teia obscura de sociedades secretas movidas pela ambição de encontrar a Lumen Dei, uma misteriosa máquina que contém a receita para o conhecimento supremo e para a comunhão com o divino, e que estaria enterrada num manuscrito de centenas de anos.

O livro de sangue e sombra, publicado pelo selo Fantástica Rocco, conta a história da Nora, uma adolescente que após um certo episódio teve que trocar de escola para tentar recomeçar a vida sem que as pessoas soubessem o seu segredo e não a julgassem. Então na nova escola ela conhece Chris, e qual não é a surpresa de Nora quando ela descobre que o Chris sabe o seu segredo. Ela fica ressabiada e já um pouco tensa, com medo de ele espalhar pra escola. No entanto eles se aproximam bastante e acabam tornando-se amigos. 

Como manja muito de latim, Nora se envolve em um projeto de pesquisa de seu professor de história, que consiste em traduzir documentos antigos escritos em latim, então ela resolve ajudar traduzindo umas cartas bem antigas, algo em torno de século XVI. Tudo parecia ótimo, Nora tinha amigos, Chris e sua namorada Adriane, tinha também um namorado maravilhoso, Max. Porém, um atraso para um encontro mudou a vida da garota. 

Um assassinato acontece! E como se isso já não fosse horrível o bastante, Max se torna o principal suspeito do assassinato, e está desaparecido. Nora então começa a investigar todas as pistas para tentar provar a inocência de Max, mergulhando profundamente na intrincada e misteriosa história que envolve os documentos que ela está ajudando seu professor a traduzir. Todas as pistas a levam a cidade de Praga, a capital mágica da Europa. Lá Nora vai descobrir coisas sobre sociedades secretas e sobre um artefato que contém a fórmula para o conhecimento absoluto e a comunhão com o divino. 

Esse plot não lembra nada a vocês? Porque a mim lembra sim! Parece muito com as histórias do Dan Brown! Não que isso seja ruim, não é, eu até gosto muito do Dan Brown e acho que ele sabe prender o leitor como ninguém. Robin criou uma premissa instigante, apesar de não inovadora. Achei toda a investigação eletrizante, o livro é frenético e totalmente abarrotado de informações, tantas que a gente tem que ficar atento para não deixar passar nada. Algumas partes eu tive que voltar para saber como foi que aconteceu uma determinada coisa porque lá na frente aconteceu outra que me pareceu controversa, mas se você ler com muita atenção é tranquilo. 

Gostei da Nora, apesar da inocência exacerbada dela, gostei de outros personagens também e fiquei triste com alguns acontecimentos. Recomendo a leitura pra quem gosta de histórias tipo as do Dan Brown, só que para adolescentes. Isso foi o que me fez dar apenas três estrelas, eu não imaginava que era tão juvenil haha. Mas a leitura é rápida e a narrativa da autora é gostosa, não fiquei entediada.

Talvez um ponto negativo do livro seja o fato de a autora querer abarcar o mundo com as pernas, ela simplesmente joga um monte de coisa em cima de você e por alguns momentos você fica sem saber o que fazer com tanta informação. Algumas coisas para mim, ficaram sem respostas, ou na minha ânsia para saber logo o final, deixei passar. Acontece. 

A capa é linda e o livro está muito bem diagramado. E ai, quem ja leu? Se interessou? Vem conversar comigo!!! 

Vídeo Resenha | Não conte nosso segredo (Julie Anne Peters)

sábado, 16 de setembro de 2017

Oi gente!

Saiu resenha em vídeo de Não conte nosso segredo, lançamento da Hoo Editora. É um romance LGBT a coisa mais fofa do mundo!

Vejam o vídeo, comentem e participem do sorteio!!!



Sorteio!