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Resenha | Corações Quebrados (Sofia Silva) Quebrados #02

Corações Quebrados
Quebrados # 2
Sofia Silva
R$ 34,30 até R$ 39,90
ISBN-13: 9788558890786
ISBN-10: 8558890781
Ano: 2018 / Páginas: 344
Idioma: português 
Editora: Editora Valentina

Com mais de um milhão de leituras no Wattpad, chegará às livrarias brasileiras o segundo volume da Série QUEBRADOS.
CORAÇÕES QUEBRADOS aborda a depressão, o luto e a deficiência física.
Entre as dores da perda e a incapacidade de seguir em frente, Emília vive os seus dias numa clínica. Está estagnada. É nesse inferno pessoal que ela conhecerá Diogo, alguém que também foi vitimado por uma tragédia.
Será que é possível dois corações quebrados encontrarem a felicidade?
Numa sociedade onde a nossa aparência continua a valer mais do que a essência, é difícil continuar a jornada da vida quando tudo nos é arrancado.
Passamos os dias a olhar a capa das pessoas. Julgamos sem compreender que nunca conheceremos totalmente uma história sem ler cada página. Sem compreender o seu início, meio e fim.
Duas pessoas fisicamente distantes.
Dois corações quebrados pela vida.
Dois sotaques que se misturam entre a dor, o riso e o amor.
Por isso, olhem sim a capa de cada pessoa, mas virem a página.


Corações quebrados é o segundo volume da série Quebrados, mas as histórias são independentes, não sendo necessário ler o primeiro livro, Sorrisos Quebrados, antes desse. O que as histórias tem em comum é a superação dos personagens e a Clínica onde eles fazem tratamento. Alguns personagens do primeiro livro aparecem ou são mencionados nesse, mas nada que atrapalhe a leitura. O prólogo, assim como o primeiro livro, é forte e dá pra ter uma ideia do que a personagem principal vai ter que superar. 

Emília mora no Brasil e Diogo em Portugal, ambos estão fazendo tratamento psicológico mas em diferentes níveis e por causa disso acabam se conhecendo. O contato é feito através de mensagens e eu sempre gosto quando tem isso nos livros e nesse o diferencial foi o português do Brasil e o português de Portugal. Foi bem legal ver as diferenças entre as línguas, bem como o interesse deles de aprender palavras novas e como certas palavras tem significados diferentes. A princípio há uma relutância por parte de Emília que não quer conversar com um desconhecido, não vê sentido nisso. Aliás, Emília não tem vontade de fazer nada, o acidente tirou tudo o que fazia Emília feliz e ela acredita que nada mais poderá faze-la sorrir, mas tudo muda com a chegada de Diogo na sua vida.

Diogo também sentiu o que Emília sente, por isso a entende tão bem e tem como missão fazer com que ela volte a querer viver e ser feliz. Os diálogos vão evoluindo e ficando cada vez mais pessoais. Um encontro de almas.

 (...) questiono-lhe como é possível alguém que não conhecemos ter tamanho impacto na nossa vida, a ponto de mudá-la em semanas e com poucas conversas.

Mas nem tudo é fácil nesse relacionamento, enquanto Diogo aprende a lidar com suas perdas, Emília ainda sente dificuldade de se abrir completamente com Diogo. Acredita que ele nunca vai aceita-la completamente por conta das marcas externas que o acidente deixou e assim decide cortar o laço entre eles.

Para quem gosta daqueles romances regados a muita declaração de amor, essa história é uma boa pedida. Diogo é um amor, compreende o processo por qual Emília está passando e permanece acreditando no amor deles. Ele é um poeta, então temos muitos poemas ao longo da história. Apesar de querer ser o seu porto seguro e protege-la, também entende que ela precisa voar sozinha e para dividir a vida com ele, ela precisa estar completa.

(...) por mais controle que tenhamos sobre nós, não podemos controlar a vida ou mesmo as decisões dos outros. O máximo que podemos fazer é aceitar que a nossa existência não depende unicamente da forma como agimos, mas das ações que nos rodeiam.

Paralela a história dos dois, também temos a introdução de dois irmãos, Liefde e Cauê, que vivem na Clínica e passaram por muita coisa até chegar lá. Acredito que devemos ter um livro só pro Cauê porque ele tem um destaque nesse livro e nos deixa curiosos para saber como ele vai seguir com a vida e conseguir lidar com os fantasmas do passado.

Temos aqui também um pouco mais da história de Rafaela, dona da Clínica, e Leandro, já mencionados no primeiro livro e responsáveis por Emília e Diogo se conhecerem.
A edição da Valentina está belíssima, a capa um encanto e eu adorei o toque dos pássaros no canto superior de todas as páginas. Ao folhear o livro parece que eles estão voando, o que se encaixa perfeitamente com o desejo de que Emília voe e o final com essa referência foi muito lindo.

(...) é difícil encontrares no outro o reflexo de quem tu és. Não precisa ser alguém com os mesmos gostos, sonhos ou desejos, mas sim aquela pessoa que vê em ti aquilo que nunca reparaste que faltava.

Por Renata Kerolin

Resenha | Sem você não é verão (Jenny Han) Trilogia Verão #02

Sem você não é verão
Trilogia Verão # 2
Jenny Han
R$ 29,53 até R$ 39,99
ISBN-13: 9788551004463
ISBN-10: 8551004468
Ano: 2019 / Páginas: 240
Idioma: português
Editora: Intrínseca
A vida de Isabel Conklin é marcada pelas férias de verão. As outras estações do ano são como um intervalo, dias que passam lentamente enquanto ela espera que o sol lhe traga de volta o que mais ama: o mar, descanso, diversão e, principalmente, Conrad e Jeremiah Fisher. Os garotos da família Fisher sempre estiveram ao lado de Belly em suas aventuras. Conrad é ousado, sombrio, inteligente. Já Jeremiah, é confiável, engraçado, espontâneo. Mesmo sendo tão diferentes, os três constroem uma amizade que parece inabalável. Apenas parece... Tudo muda quando, em uma dessas férias, Conrad demonstra sentir algo por ela. O problema é que Jeremiah faz o mesmo. À medida que os anos passam, Belly sabe que precisará escolher entre os dois e encarar o inevitável: ela vai partir o coração de um deles. Na trilogia Verão, acompanhamos Belly dos 15 aos 24 anos. Em meio a descobertas e mudanças, ela se apaixona, se envolve em um triângulo amoroso, entra na universidade e descobre que amadurecer também significa tomar decisões difíceis. Primeiros romances jovens de Jenny Han, os três livros são agora relançados pela Intrínseca, com novas capas e traduções inéditas.


Ah gente, essa trilogia é tudo de bom. Tá, eu rasgo seda mesmo pros livros da Jenny Han porque eu A-M-O livros sobre verão e ainda mais livros adolescentes sobre verão. *_*
Para ler a resenha de O Verão que mudou minha vida clique AQUI.

Sem você não é verão começa um verão depois do último de Belly em Cousins, aquele em que ela fez dezesseis anos. Belly e Conrad tiveram uma briga e terminaram (namoro?). A menina está arrasada, bem como Conrad, Jeremiah e Laurel. Quem leu o primeiro livro sabe da doença de Susannah e que ela não a venceu. Cada um dos personagens está lidando com o luto de uma maneira diferente e totalmente verossímil. Belly não vê a hora de o verão, sua estação do ano preferida, acabar logo. Laurel está apática, não se importando com nada, nem com os filhos. Conrad está cada vez mais distante, fechado e parece querer desistir de tudo, o único que parece estar lidando relativamente bem, é Jeremiah, embora ele sofra muito com a perda da mãe. A maneira como Conrad e Laurel agem face ao luto é revoltante, mas completamente justificável.

Belly não quer voltar a Cousins Beach e Taylor, sua melhor amiga, está se esforçando para fazer com que a menina reaja. Então Jeremiah aparece dizendo que Conrad desapareceu e, para encontrá-lo, precisa da ajuda de Belly, que mente para sua mãe e viaja para Cousins a fim de convencer Conrad a voltar para a faculdade e fazer as provas finais.

Esse segundo volume da trilogia Verão está muito mais maduro, com conflitos totalmente plausíveis e com um começo bem intenso. Achei o início bem deprê mesmo, pois como é contado pela perspectiva de Belly, principalmente, alternando com o POV* de Jeremiah, nós conseguimos nos conectar aos personagens e até nos colocar no lugar deles. Chorei bastante em várias cenas.

Conrad está um pé-no-saco, mas um pé-no-saco-fofo-de-doer! Sério, ele age totalmente impulsivamente, fala coisas pra magoar a todos e não quer saber de nada, não quer ajuda, não quer apoio. Adorei a forma como Jenny desenvolveu os irmãos, tão diferentes e tão iguais. Jeremiah é a razão e Conrad é a emoção. Amo o jeito de ser dele, amo quando ele se arrepende das coisas que diz e pede desculpas. Belly está muito mais mulher e aprendendo a lidar com o luto e com os sentimentos em relação aos irmãos, em seu coração, que antes só havia espaço para Conrad, agora está com uma rachadura e aos poucos Jeremiah foi entrando e agora a menina está balançada. Mas ela só pode ficar com um dos dois e alguém vai ficar de coração partido.

Eu realmente me apaixonei pela trilogia do verão. A autora conduz a história com tanta maestria e sensibilidade que não tem como não se identificar ou se colocar no lugar das personagens e imaginar como seria estar na pele deles, vivendo tudo aquilo.

Bem, eu poderia escrever páginas e mais páginas sobre a história, mas não dá, isso precisa ser apenas uma resenha, risos. O que posso dizer é que vocês devem sim ler essa série, ela se tornou uma das minhas queridinhas.

"Foi quando eu finalmente entendi. Finalmente compreendi. Não era a ideia que contava. Era a prática, a demonstração efetiva de algo. A intenção por trás de tudo não era suficiente. Não para mim. Não mais. Não era suficiente saber que lá no fundo ele me amava. Você tem que de fato dizer, mostrar que se importa. E ele simplesmente não ligava. Não o suficiente."

*POV - Point of View (Ponto de vista)

Cemitério Maldito ganha novos trailer e cartaz



Baseado na obra de Stephen King, longa estreia em 4 de abril

CEMITÉRIO MALDITO (Pet Sematary), dirigido por Kevin Kölsch e Dennis Widmyer, acaba de ganhar trailer e cartaz inéditos. Com estreia marcada para 4 de abril, o filme da Paramount Pictures é baseado no livro de Stephen King.

O longa conta a história do Dr. Louis Creed (Jason Clarke), que, depois de mudar com sua esposa Rachel (Amy Seimetz) e seus dois filhos pequenos de Boston para a área rural do Maine, descobre um misterioso cemitério escondido dentro do bosque próximo à nova casa da família. Quando uma tragédia acontece, Louis pede ajuda ao seu estranho vizinho Jud Crandall (John Lithgow), dando início a uma reação em cadeia perigosa que liberta um mal imprevisível com consequências horripilantes. 

- Toda nossa intenção com o filme é fazer com que as pessoas pensem. Fazer um filme que irá assustar os adolescentes porque é sobrenatural e tem personagens clássicos como Pascow e Zelda. Mas também algo que assustará os pais, devido ao que acontece no filme. Cemitério Maldito realmente sempre funcionou nestes dois níveis. É um filme bastante maduro e psicológico. Ele é sobre a emoção humana tanto quando sobre os sustos e o terror –diz Kölsch.

Para o produtor Lorenzo di Bonaventura, que já supervisionou mais de 80 adaptações de livros para cinema, incluindo outra obra de King, o trabalho do autor vai além do terror.

“A razão de estar fazendo um filme baseado no livro de Stephen King é porque ele é sobre algo que não é terror, que é a ligação emocional entre um adulto e seu filho. Aquela dúvida sobre ‘até onde você iria para ver seu filho novamente?’ ou ‘até onde você iria para proteger seu filho?’. Foi por isso que Stephen King escreveu ‘O Cemitério’ e não o entregou para seu editor durante três anos. Porque ele estava assombrado com o livro. E eu ainda acho o livro profundamente assustador nos dias de hoje. Ele é primordial”.