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16 de janeiro: Feliz dia do Intrínsecos!

Feliz dia do intrínsecos!! 🎉💓

Oi gentes! Ontem dia 16 de janeiro foi o dia do Intrínsecos. Infelizmente eu estava no hospital o dia inteiro e não consegui postar, mas já tô chegando aqui com duas novidades fresquinhas pra vocês! Vamos lá?! 



Para comemorar esse dia tão especial para nós, temos algumas novidades para contar:

Vai sair livro novo da C.J. Tudor!!! 📚

C. J. Tudor, autora de O Homem de Giz e O que aconteceu com Annie está voltando com o livro As outras pessoas. Na trama, acompanhamos a intensa e dolorosa saga de Gabe em busca de sua filha Izzy, uma garotinha de cinco anos que é misteriosamente levada por um carro velho e enferrujado. Cruzando dia e noite a estrada em que a viu pela última vez, Gabe segue com esperança de reencontrar a filha perdida. Contudo, ele não é o único a percorrer aquele caminho todos os dias. Fran e sua filha Alice também estão lá. Mas não estão procurando ninguém. Estão fugindo. Porque Fran sabe o que aconteceu com a filha de Gabe. E também sabe o que pode acontecer se ela e Alice forem pegas.
Sinistro, né? 
O livro será lançado no dia 16 de março!


 Leia um trecho de Stranger Things: Cidades nas trevas! 🌃


Outro sucesso que chegará em breve às livrarias é Stranger Things: Cidade nas trevas, o segundo livro oficial da série. A história explora o passado de um dos nossos personagens favoritos, o policial Jim Hopper, que conta para Eleven um dos casos mais misteriosos e perturbadores de sua carreira.

Quer saber mais sobre o livro? 

Leia um trecho exclusivo aqui.


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Resenha | Enfim, capivaras (Luisa Geisler)


Enfim, capivaras
Luisa Geisler
R$ 30,95
ISBN-13: 9788555340857
ISBN-10: 8555340853
Ano: 2019 / Páginas: 173
Idioma: português
Editora: Seguinte

Em seu primeiro livro para o público jovem adulto, a premiada autora Luisa Geisler narra uma aventura inusitada de cinco jovens em busca de uma capivara perdida.
A cidade no interior de Minas Gerais para onde Vanessa se mudou é o tipo de lugar onde anunciam os horários do cinema e os obituários com o mesmo carro de som. Nada de muito interessante acontece por lá, a não ser para Binho, que, segundo ele mesmo, tem várias namoradas e conhece um monte de cantores sertanejos famosos.
A verdade é que Binho é um mentiroso contumaz e agora passou dos limites: inventou que tem uma capivara de estimação. Cansados das histórias cada vez mais mirabolantes do garoto, Vanessa se junta aos amigos ― Léo, Nick e Zé Luís ― para desmascará-lo. E eles estão decididos a ir até as últimas consequências.
Narrado durante as doze horas de uma noite regada a álcool, salgadinhos, segredos e romances mal resolvidos, Enfim, capivaras explora, através de diferentes pontos de vista, os relacionamentos entre um grupo de adolescentes em busca de uma capivara ― ou muito mais do que isso.

A narrativa de Enfim, capivaras é bem interessante. Os capítulos são númerados em ordem decrescente e autora aproveita os números para montar uma lista. O tema das listas são diversificados e já nos faz conhecer um pouco do personagem e o que ele pensa.
O livro conta a história de 5 jovens (que não se consideram tão amigos assim, mas eles só tem uns aos outros) em busca de uma capivara. Os capítulos vão se alternando entre o ponto de vista de Vanessa, Zé Luis, Léo e Nick.

"Porque se você mora na Chapada do Pytuna, precisa tomar a iniciativa e criar a aventura."

Não temos capítulo do Dênis, porque ele é o motivo de tudo isso. Afinal, ele ganhou mesmo uma capivara? É verdade que ela fugiu? Dênis é um mentiroso compulsivo, ele conta as histórias mais mirabolantes e estão todos cansados disso. Zé Luis, principalmente, porque ele acredita que se provarem que Dênis está mentindo a respeito da capivara, vai conseguir fazer com que a garota que ele gosta, acredite que o que o Dênis espalhou sobre ele é mentira.

O livro nos mostra as 12 horas que o grupo fica junto em busca da capivara. Antes de pegar a estrada, eles passam no mercado para se abastacerem de bebidas e besteiras para comer. Ah, vale ressaltar que eles tem apenas 16 anos, mas Leo é membro de uma família importante da cidade e por isso é cheio de privilégios, como dirigir sem a preocupação de ser punido. Ele também é o único que tem celular, e no ano que a história se passa, o celular mais moderno é o V3. Uma boa aventura precisa de um contratempo, não é mesmo? E nesse caso o carro quebra no meio de uma estrada onde não passa ninguém, e dessa forma eles são obrigados a passarem a noite juntos, e assim eles vão andando pela mata.

"Zé Luis tinha uma dívida, a mãe sempre dizia."

Zé Luis é filho da empregada da casa da família do Leo. Eles cresceram juntos, teve seus estudos pagos e Zé Luis sempre ficou com o que não servia mais pro Leo. 

Vanessa, ou Nessinha como é chamada por todos, está apenas há 3 meses morando na cidade. Ela morava com seus pais em Porto Alegre, mas após o divórcio e seu pai não querer a sua guarda, ela se muda com a mãe para a casa da vó. Ela ainda não se sente em casa, nunca se sentiu na verdade, mas um dos meninos faz com que ela se sinta próximo disso.

"E, para poder ser Nick, Nick precisa esconder Nick. Ela acha quase irônico que seu apelido, vindo de “Nicole”, seja a mesma palavra para definir nomes de usuário. “Nicknames”. Nick precisa ser um avatar de si mesma, com nome falso e tudo. E precisa esconder isso — todo esse “isso”."

Acho que de todos os personagens apresentados, Nick é a que poderia ter sido melhor explorada, por ainda não saber quem ela é, por se vestir diferente, gostar de hentai, ter dúvidas da sua orientação sexual, sofrer abuso verbal do pai e ser a única assim em uma cidadezinha do interior.

A ideia geral do livro é boa, é um livro curto e é possível ler em apenas um dia, talvez por isso mesmo faltou profundidade em todos os aspectos. Através das listas é que temos um vislumbre maior do que cada um pensa e sente, mas não passa disso. Terminei a leitura pensando o que a autora queria passar com essa história. Vi vários adolescentes fazendo coisas idiotas, até aí nenhuma novidade neh...rs. Só que eu esperava que pelo menos algo de mais profundo surgisse, que talvez, depois de passar por essa experiência, eles realmente virassem amigos, se sentissem abertos a falar sobre seus medos, seus sonhos, se sentissem acolhidos. Que fosse apresentado soluções para alguns dos poucos conflitos gerados, mas nada disso acontece. O que ainda tem um início é o romance que começa com pequenos gestos. O livro acabou e eu fiquei com aquela sensação de pra que eu li tudo isso mesmo? Vi algumas resenhas positivas sobre Enfim, capivaras, mas para mim não funcionou.

por Renata Kerolin Lima

Resenha | Reinações de Narizinho (Monteiro Lobato)

Reinações de Narizinho
Monteiro Lobato
R$ 51,89
ISBN-13: 9788574068329
ISBN-10: 8574068322
Ano: 2019 / Páginas: 248
Idioma: português
Editora: Companhia das Letrinhas

Reinações de Narizinho é o primeiro de uma série de livros que abriria as porteiras do Sítio do Picapau Amarelo para os pequenos leitores do Brasil. Com seu universo único e encantador, as aventuras que Narizinho, Pedrinho, Emília e tantos outros personagens vivem nos arredores do Sítio e no Reino das Águas Claras marcaram a história da literatura brasileira e consagraram Monteiro Lobato como o grande nome de nossa literatura infantojuvenil.
Esta nova edição de luxo, organizada por Marisa Lajolo, vem acompanhada por um texto introdutório que explica o contexto cultural da época de publicação do livro e debate as questões polêmicas relacionadas à obra de Monteiro Lobato. Traz também notas de rodapé em formato de diálogo entre as personagens, que explicam o vocabulário e os costumes do Brasil da década de 1920, além de ilustrações que reinterpretam a turma do Sítio.

Quem não conhece Narizinho, Pedrinho, Emília, Visconti, Tia Nastácia etc, não é mesmo? Acho que 10 entre 10 crianças conhece essa turminha. Eu, quando criança, amava as histórias do Sítio do Picapau Amarelo. 

Quando a Companhia lançou esta edição de luxo de Reinações de Narizinho, a obra mais clássica de Monteiro Lobato, eu quis ler imediatamente para ver como a obra foi adaptada aos novos tempos. E olha... está a coisa mais linda do mundo. 



As histórias a gente já conhece, são as que já vimos nos livros, na TV, etc. Mas o diferencial fica por conta do texto inicial, em que a organizadora Marisa Lajolo, a maior especialista do Brasil na obra de Monteiro Lobato, explica os costumes da época, como o fato de a maioria das crianças não frequentarem escolas, principalmente as meninas, cujo costume era que elas aprendessem as tarefas domésticas, aprendessem como se tornarem boas mães, boas esposas. 

Explica também o contexto cultural da época em que o livro foi publicado pela primeira vez. Todo mundo lembra como a tia Nastácia era chamada, né? Negra beiçuda, macaca, negra de estimação, entre outros termos super racistas. Também explica o significado e uso de algumas expressões que eram usadas na década de 1920, e reiterando que esse termo não deve ser usado, etc. Achei muito legal isso.  

Nas notas de rodapé encontramos uma conversa com o leitor, onde os personagens explicam o significado de algumas expressões que não são mais utilizadas hoje em dia. Está mesmo muito legal!


 As ilustrações estão lindas, com cores vivas e traços modernos, a ilustradora é uma artista premiada, chamada Lole. Eu não conhecia o trabalho dela mas já virei fã, ela manda muito bem. Recomendo demais a obra, para todas as idades, e as crianças, os pais não precisam se preocupar pois a edição foi muito bem cuidada.