#Resenha 13 - Eu Mato (Giorgio Faletti)

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Na obra 'Eu Mato', um agente do FBI e um detetive enfrentam um serial killer em Montecarlo, no glamoroso Principado de Mônaco. Trata-se do caso mais angustiante de suas carreiras - capturar o assassino que anuncia seus próximos alvos por meio de enigmas propostos em telefonemas para um programa de rádio, conduzido por um apresentador carismático. Para confundir a polícia, músicas são utilizadas como pistas dos crimes, cujas doses de barbárie e astúcia abatem e desnorteiam policiais, investigadores e psiquiatras. Os assassinatos, caracterizados pela frase 'Eu mato' escrita com sangue, são marcados por uma violência que não poupa nem mesmo a pele das vítimas.

Me interessei por este livro somente por duas coisas: A capa e o título.
Não tinha lido resenhas, sinopse e nem nada acerca deste Thriller. Peguei emprestado de uma amiga e até demorei para começar a lê-lo e sinceramente não sei porque demorei tanto. O livro é incrível. Acho que sou suspeita para falar porque sou grande fã do gênero. A trama prende o leitor desde as primeiras páginas.
O cenário: Principado de Mônaco, palco das grandes corridas de Formula 1. Um lugar onde predomina a riqueza e tranqüilidade e os crimes que acontecem são tão sem importância que não merecem publicidade.

A história: Um serial killer cruel e extremamente inteligente que dá pistas de suas próximas vitimas por meio de um programa na radio local, através de musicas. O perfil psicológico do assassino, que se auto-intitula: Um e Nenhum ou Ninguém, é uma incógnita tanto para a polícia quanto para os psiquiatras. Ele diz que mata por que não tem escolha e suas vitimas tem sempre as mesmas características: Famosos de diversas áreas, por volta dos 30 anos e fisicamente atraentes. Ele mata as vitimas e arranca a pele do rosto de maneira cirúrgica e leva como lembrança, e sua assinatura é uma frase escrita com o sangue das vitimas: Eu Mato...
“-Até nisso nós somos iguais. A única coisa que nos diferencia é que, quando acaba de falar com elas, você tem a possibilidade de se sentir cansado. Pode ir para casa e desligar a mente e todas as suas doenças. Eu não. Eu não consigo dormir de noite, porque meu sofrimento nunca acaba.
 

-E nessas noites, o que faz para se livrar do seu sofrimento?
 

-Eu mato...”

Pontos positivos do livro: O autor soube montar a trama de maneira que aos poucos tudo foi se encaixando e que na minha visão não dava pra saber de cara quem era o assassino.

Faletti descreve certas passagens, principalmente as cenas em que o assassino mata suas vitimas, de forma poética e às vezes eu ficava receosa de que pudesse estragar a narração.

As historias paralelas são muito importantes para o entendimento da historia principal. Todos os personagens são de algum modo importantes, mesmo aqueles que aparecem muito pouco.

O que me fez gostar também foi o fato de que o autor descreveu o serial killer como sendo tão louco, frio e brilhante e ele deixava isso tão claro em muitas passagens do livro que todo mundo tinha medo dele, inclusive os policiais que estavam à sua caça e eu mesma me peguei pensando se existiria alguém capaz de tamanha atrocidade.

Pontos negativos do livro: Letra e espaçamento entre as linhas muito pequenos deixam o leitor cansado em vários momentos.

O livro como um todo é muito bom, porém o final deixou a desejar. O desfecho deu-se de maneira extremamente simples e o assassino depois de tudo que fez se entregou muito facilmente.

Eu recomendo esse livro principalmente para aqueles que como eu, são fãs do estilo. E como dizia meu querido autor de ‘O colecionador de ossos, Jeffery Deaver:
“Na minha terra pessoas como Faletti são chamadas de lendas vivas.”

Vale ressaltar que o livro terá adaptação para o cinema prevista para 2011. Vamos aguardar, tende a ser um filmaço!

Título: Eu Mato
Autor: Giorgio Faletti
Editora: Intrinseca
Páginas: 536
Onde comprar: Submarino | Cultura

Avaliação: