Resenha - A Ausência que seremos - Héctor Abad Goméz

sábado, 27 de agosto de 2011

Autor: Héctor Abad Goméz
Tradutores: Sérgio Molina e Rubia Prates Goldoni
Número de páginas: 320
Preço: 46,00

No livro A ausência que seremos Héctor Abad consegue transformar em letras, o amor mútuo que existia entre ele e seu pai Héctor Abad Goméz, sanitarista que foi brutalmente assassinado em Medellín, Colômbia, em 25 de agosto de 1987. Este livro contem uma alta dose de drama, composto por um suave deslizar entre a relação pai e filho, entre as ações que seu pai tomava, e as coisas por quais lutava. O livro basicamente é uma narração de um filho, sobre o incrível pai que tem. Mas nem por isso é um livro que deixa de comentar as misérias, assassinatos, brigas entre igreja e esquerdistas, guerrilhas. Ele também é um baque na sociedade, não só colombiana, mas sim mundial. Héctor Abad Goméz dedicava sua vida para melhorar as condições sociais dos mais necessitados, não agindo de pessoa em pessoa, aplicando injeções ou examinando um por um. Mas sim de forma geral, lutava por água encanada de qualidade, esgoto e condições mínimas para uma vida com higiene. Além de lutar de cara aberta contra as atrocidades da guerrilha e que também próprio estado cometia: Torturas, ameaças de morte, assassinatos, corrupções, mentiras...

Eu sinceramente nunca tinha lido um livro tão profundo assim. Que mostra em perfeitos detalhes, não só o lado ruim dele, mas também o quão lindo pode ser o amor. Em alguns momentos me perguntava se um homem como Héctor Abad Goméz chegou a existir, mas logo minhas dúvidas foram tiradas pela forma como seu filho e autor do livro contava em mínimos detalhes a relação com seu pai. Não que ele não tivesse mãe nem irmãs, mas seu pai era para ele um herói, um pai, um deus, um homem, tudo junto. E só pra vocês terem uma pequena ideia do que estou falando olhem este trecho:
-        Não vou mais rezar.
-        Ah, não? - repreendeu-me.
-        Não. Não quero mais ir pro Céu. Não gosto do Céu sem meu pai. Prefiro ir com ele para o Inferno.
Pra quem gosta de uma boa história real, com drama, amor, alegria, ódio, e todo esse misto de emoções que só pessoas que realmente existiram podem nos passar com perfeição, leia A ausência que seremos, além de passar isso, ele também passa muita cultura colombiana, o que nos faz ver um pouco da cultura de outros países.

Pontos positivos: A perfeição com que Héctor Abad descreve sua relação com seu pai, e também as oportunidades que ele usa para escrever um pouco mais sobre seu país, de uma forma geral. Também suas críticas ao mundo de hoje, sobre a principal doença que mais matava os homens: A violência.

Pontos negativos: Muitas vezes ficava meio perdido na ordem cronológica dos fatos, as vezes o autor começava a escrever coisas que ele certamente entendia quando e como, mas as vezes pecava em nos passar os detalhes sobre isso.                    
      

 Diego Barros.

A v a l i a ç ã o:


6 Comentários:

Marcelo Lima disse...

Fiquei com vdd de ler ! resenha maravilhosa ")

Suzy Xavier disse...

muito boa a resenha!

BabihGois disse...

Essa capa me deu uma saudade da minha infância :( Consigo até sentir o cheirinho das férias de verão, dos passeios aiaiai
"Além de lutar de cara aberta contra as atrocidades da guerrilha e que também próprio estado cometia: Torturas, ameaças de morte, assassinatos, corrupções, mentiras..." Hoje em dia são raras as pessoas assim...
Ah história parece maravilhosa e adorei a sua resenha bem sucinta ^^
Beijos
BabihGois
http://babihgois.blogspot.com

Elizandra disse...

A resenha esta ótima, parece ser uma leitura muito boa, não é muito meu tipo de leitura, mas gostaria muito de dar uma chance e ler esse livro.

MauroBailey disse...

História muito interessante.
Como se fosse um Chico Mendes urbano.
Dificil lutar pelo bem do povo, quando se vai contra todos. Contra o próprio Estado, contra as guerrilhas, e contra a igreja.
Adorei a resenha.

Jéssica Campos disse...

Hum, não me interessei muito pela história, sendo bem sincera achei que na verdade o livro deve ser meio melado e chato, mas isso é questão de gosto, ou eu posso morder a língua também se ler o livro ahuahauhaua, só lendo para ter certeza.

Bjsss
www.frozenlivros.blogspot.com

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