Resenha: Persépolis - Completo - Marjane Satrapi

sábado, 21 de abril de 2012

Título: Persépolis
Autor: Marjane Satrapi
Edição: 1
Editora: Companhia das Letras
ISBN: 9788535911626
Ano: 2007
Páginas: 352
Tradutor: Paulo Werneck
Preço: 46,00 

Sinopse: Marjane Satrapi tinha apenas dez anos quando se viu obrigada a usar o véu islâmico, numa sala de aula só de meninas. Nascida numa família moderna e politizada, em 1979 ela assistiu ao início da revolução que lançou o Irã nas trevas do regime xiita - apenas mais um capítulo nos muitos séculos de opressão do povo persa. Vinte e cinco anos depois, com os olhos da menina que foi e a consciência política à flor da pele da adulta em que se transformou, Marjane emocionou leitores de todo o mundo com essa autobiografia em quadrinhos, que só na França vendeu mais de 400 mil exemplares. Em Persépolis, o pop encontra o épico, o oriente toca o ocidente, o humor se infiltra no drama - e o Irã parece muito mais próximo do que poderíamos suspeitar.


Essa semana eu li Persépolis, confesso que quando esse livro chegou para mim eu pensei que fosse uma historinha para crianças por ser em quadrinhos. Engano meu. Me peguei no meio do ônibus chorando com a história de Marji.

Uma menina que aos dez anos começou a sentir o peso da repressão de um país islâmico com um regime totalitário. Nos vemos envolvidos pelo conflito da menina que vira mulher diante de nossos olhos. A menina que não entende por que tem que usar um véu, por que os pais dos amigos estão sendo presos ou desaparecendo. Conforme vai crescendo Marji vai criando sua própria forma de protesto, unhas pintadas, maquiagem, músicas americanas, algo que para nós é tão comum é para a menina que vivia no Irã dos anos 80 era algo estritamente proibido. Quando perceberam que a menina estava correndo perigo por seu espírito livre, os pais a mandam estudar na Áustria, onde ela aprende sobre o preconceito e a solidão. Confesso que essa foi a parte do livro que me levou as lágrimas. Solidão, preconceito, a dor de um coração partido, tudo leva Marji a voltar para o Irã, onde ela se reencontra não só com ela mesma, mas com sua família e finalmente se dá conta de que tudo que ela passou na Áustria  não é nada comparado ao que o povo do seu país sofreu. 

“A liberdade tinha um preço.”

É a frase que encerra essa linda história e caracteriza bem o livro. A capa nem preciso dizer que é maravilhosa e os quadrinhos me encantaram, são simples mas de extremo bom gosto.
Persépolis vai ser a grata surpresa desse ano e leva as cinco estrelas merecidamente.

Classificação:


| comente (:

KassiaCrislayne disse...

Mais um livro desconhecido para mim, mas pelo qual eu me interessei. Adoro livros que falam de eventos reais de opressão, pois nos contam a realidade desses países, e nos ensinam (ou pelo menos tentam) a não cometer os mesmos erros.

Bjs.

Postar um comentário

Ficarei muito feliz se você me der a honra de ter o seu comentário aqui no meu blog. O blog sobrevive dos seus comentários, seja legal, comente nos blogs que visita! :D