Resenha: No Jardim das Feras ( Eric Larson)

sábado, 23 de junho de 2012

Título: No Jardim das Feras
Autor: Eric Larson
Edição: 1
Editora: Intrínseca
Ano: 2012
Páginas: 448
Sinopse: De forma inesperada, o professor William E. Dodd, de Chicago, recebe o convite para assumir a embaixada dos Estados Unidos na Alemanha de Hitler. Sem nenhuma experiência no delicado mundo da diplomacia, mas decidido a manter uma posição neutra em relação ao novo governo, Dodd chega a Berlim na companhia de sua esposa Mattie e de seus filhos adultos: William Jr. e a esfuziante Martha. A princípio, Martha se deslumbra com a pompa, a animação da vida social e o charme dos homens do Terceiro Reich, como o primeiro chefe da Gestapo, Rudolf Diels.O deslumbramento não dura muito. No decorrer de seu primeiro ano na Alemanha, a família Dodd testemunha, com alarme, a crescente perseguição aos judeus, o cerceamento da imprensa e a implantação de novas e assustadoras leis. As preocupações do embaixador, registradas em documentos oficiais e em seu diário, porém, foram recebidas com indiferença pelo Departamento de Estado norte-americano. No jardim das feras, acompanha a perspectiva dos Dodd à medida que os fatos se desenrolam e, por meio de seus testemunhos, revela uma era de surpreendentes nuances e complexidades. Erik Larson, mestre da narrativa de não ficção, reconstitui a tensão e o ambiente cada vez mais opressivo de Berlim, ao mesmo tempo em que descreve de forma inesquecível personagens históricos como o bizarro Göring, o sinistro Goebbels e o próprio Hitler. O resultado é uma leitura arrebatadora, que ajuda a entender por que o mundo só foi se dar conta da grave ameaça representada por Hitler quando o horror da guerra era inevitável.
Essa semana eu peguei para ler No Jardim das Feras do Eric Larson que é lançamento da Intrínseca. Na realidade, faz umas duas semanas que esse livro chegou para mim e eu estava muito curiosa para lê-lo por conta da sinopse que fala sobre a Alemanha nazista.

Dodd é um professor de história que tem o sonho de concluir uma coleção de livros sobre o sul dos Estados Unidos da América, porém dando aulas ele não tem muito tempo para isso. Ele, visando conseguir um tempo maior para poder se dedicar a seu livro, utiliza-se de uma amizade com alguém próximo ao presidente Roosevelt e candidata-se a ser embaixador americano na Alemanha. Por sorte, ou não, sem ninguém que quisesse ocupar o cargo o presidente acaba por escolhe-lo. Assim, ele parte com a mulher, o filho e a filha no ano de 1933 para a Alemanha controlada por Hitler.

A filha de Dodd, Martha, é casada com um banqueiro de Nova York, que larga para seguir os pais para a Alemanha. Lá nós nos deparamos com uma mulher de muitos amantes, incluindo o chefe da Gestapo, e simpatizante do nazismo.

A trajetória desses dois personagens foi, para mim, exaustiva principalmente por que por vezes eu quis gritar com Martha por ser tão idiota e com Dodd por ser tão complacente. A impressão que eu tive é que o embaixador tinha o poder para evitar algumas atrocidades cometidas contra americanos em solo alemão, porém Dodd por vezes se preocupava mais com coisas fúteis como os gastos da embaixada com a correspondência do que em alertar os cidadãos de seu país do que realmente acontecia na Alemanha. Martha é um caso a parte e eu gritei algumas vezes de ódio dela, volátil e ingênua é assim que eu a descrevo. Durante o livro ela se envolve com vários homens ao mesmo tempo. Ela defende com unhas e dentes o nazismo, mesmo presenciando atrocidades, para ela Hitler estava fazendo uma revolução em seu país. Mesmo presenciando atrocidades Martha ainda não quer acreditar que o nazismo é cruel.

No geral, eu gostei bastante do livro já que amo história. No entanto, algumas coisas me incomodaram muito a primeira delas foi a letra que, no caso do meu exemplar, está levemente sombreada, o que dificultou minha leitura em alguns momentos, depois as mais de trinta páginas( não você não leu errado, são mais de 30) de notas ao final do livro, na minha opinião isso além de ser chato atrapalha o ritmo de leitura, pois se o leitor quer ver as notas ele precisa parar e ir até o fim do livro para localizar ou terminar de lê-lo e ler as notas a parte. Ficou muito complicado para mim que detesto parar a fluidez da minha leitura para ver uma nota em outro lugar, então fica a dica para a editora quanto à formatação das notas que podem ficar no rodapé das páginas ou no fim de cada capítulo.

Classificação:

6 Comentários:

Dana Silva disse...

Resenha do babado heim Priscila, até eu que não gosto muito de livros com coisas sobre guerras e nazismo e tals.. adorei a resenha e deu vontade de ler. Ficou muito boa essa resenha. bjos

Carolina Durães disse...

Bom dia Priscila, tudo bem? Eu adorei a sinopse, até ler o seu último parágrafo rs.... Como assim 30 páginas de notas... senhor, vou confessar que desanimei um pouco, mas coloquei ele na minha lista de desejados... quem sabe.. Parabéns pela resenha...
Beijos

Clara Beatriz disse...

Acho que a Alemanha nazista é um tema de interesse de muitas pessoas, então por isso esse livro poderia ser interessante. Mas é de ficção, ou a história realmente aconteceu?
Ao invés de colocarem as notas no final do livro deveriam ter colocado no final da página, não é?
maravilhosomundodetinta.blogspot.com.br

Rafaela disse...

Olá! Estou curiosa pra ler depois dessa sinopse, o autor abordou um fato da história bastante interessante e curioso. Xx Pri <3

Sthéfanie Paula Cachoeira Reze disse...

Nossa! parece bom ehm!
AA eu uso oculos e nao muda muito se o livro for assim, nem rola!
Blanc
modaeeu,blogspot.com

KassiaCrislayne disse...

Estou curiosa e com muita vontade de ler esse livro. Vamos ver o que acho dele.


Bjs.

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