Resenha: A Última Carta de Amor (Jojo Moyes)

sábado, 2 de junho de 2012

Edição: 1
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580571738
Ano: 2012
Páginas: 384
Tradutor: Adalgisa Campos da Silva
Sinopse - A última carta de amor - Jojo Moyes
Londres, 1960. Ao acordar em um hospital após um acidente de carro, Jennifer Stirling não consegue se lembrar de nada. Novamente em casa, com o marido, ela tenta sem sucesso recuperar a memória de sua antiga vida. Por mais que todos à sua volta pareçam atenciosos e amáveis, Jennifer sente que alguma coisa está faltando. É então que ela descobre uma série de cartas de amor escondidas, endereçadas a ela e assinadas apenas por “B”, e percebe que não só estava vivendo um romance fora do casamento como também parecia disposta a arriscar tudo para ficar com seu amante. Quatro décadas depois, a jornalista Ellie Haworth encontra uma dessas cartas endereçadas a Jennifer durante uma pesquisa nos arquivos do jornal em que trabalha. Obcecada pela ideia de reunir os protagonistas desse amor proibido — em parte por estar ela mesma envolvida com um homem casado —, Ellie começa a procurar por “B”, e nem desconfia que, ao fazer isso, talvez encontre uma solução para os problemas de seu próprio relacionamento. Com personagens realísticos complexos e uma trama bem-elaborada, A última carta de amor entrelaça as histórias de paixão, adultério e perda de Ellie e Jennifer. Um livro comovente e irremediavelmente romântico.

Essa resenha vai ser complicada e vai ficar imensa, mas vamos lá.

Ellie Haworth, uma jornalista bem resolvida, bem sucedida no trabalho e na vida social, mas no amor… Ellie está saindo com um homem casado há quase um ano e está muito apaixonada por ele. Ela sabe que essa relação não tem futuro mas não consegue se libertar.

Ellie precisa dA Matéria para conseguir dar um “up” na sua carreira, resolve ir até o arquivo do Jornal onde trabalha para tentar achar algo que sirva e renda uma boa história, e é lá que ela encontra uma das cartas de amor de Boot para Jennifer, e ao mesmo tempo que busca respostas para suas próprias dúvidas no relacionamento, vê nas cartas a chance de uma história perfeita para alavancar sua carreira, e então tudo começa.

Jennifer Stirling: linda, loura, inteligente e oprimida. Casada com o rico empresário Laurence Stirling, um homem que a trata como se fosse uma boneca, com a única obrigação de estar sempre impecável para ele e para a sociedade, a perfeita anfitriã inglesa. Durante um jantar, conhece o jornalista Anthony O’Hare e sua vida muda para sempre. Anthony é um homem autêntico e inteligentíssimo e acha todos os presentes no jartar um bando de riquinhos fúteis e idiotas, bêbado, vocaliza sua opinião e Jennifer acaba ouvindo, os dois começam uma troca de farpas e na tentativa de se desculpar, ele a convida para um almoço, e futuramente os dois teriam um caso amoroso.

Confesso que o início da história de Jennifer me entediou bastante, principalmente por ser um pouco confusa. A autora mescla o passado (40 anos atrás, quando Jenny conheceu Boot), depois do acidente dela (44 anos atrás quando perdeu a memória e reencontrou Boot), e presente (dias atuais). Tudo bem que depois de um tempo você já conseguia assimilar automaticamente as mudanças de tempo e ambiente. Estive a ponto de abandonar o livro, mas ao mesmo tempo que estava chato eu sabia que a história era delicada.

No ano em que tudo começou Jennifer era casada, e naquela época o divórcio era um escândalo e uma mulher casada ter um caso extraconjugal era inadmissível, seu nome e reputação eram arrastados na lama. Então os dois começam a trocar cartas de amor e Jennifer fica cada vez mais apaixonada. Quando Boot vai ser mandado para Nova York a trabalho, ele pede que ela largue o marido e vá com ele. Só que acontece um acidente enquanto ela está indo encontrá-lo e não consegue chegar. Primeiro desencontro.

Jennifer perde a memória, sabe que algo está terrivelmente errado com a sua vida. Sabe que não ama Laurence e quando encontra algumas das cartas de Boot, assinadas apenas com um “B”, começa uma busca por seu amor. Quatro anos depois, eles se reencontram em uma festa e imediatamente ela sabe quem ele é, tudo volta e os dois tem um encontro tórrido e apaixonado, porém, ele está prestes a ir para a África, a trabalho, e mais uma vez pede que ela largue o marido para ir com ele, porém agora ela tem uma filha e Laurence jamais a deixaria ir e levar a menina, mas há uma reviravolta, literalmente da noite para o dia, e quando ela decide ir embora com Boot, ela descobre que ele já foi. Segundo desencontro.

40 anos depois, Ellie acha as cartas e vai tentar descobrir o que aconteceu com os amantes desafortunados. Ela encontra Jennifer e esta conta para ela toda a sua história. Essa parte é muito emocionante, digna de arrancar lágrimas. Ellie se vê nas palavras de Boot e então o livro fica só emoção. Descobrimos como tudo realmente aconteceu com cada um deles, graças à narrativa em terceira pessoa, conhecemos como foi a vida de Boot, de Jennifer e de Ellie. Depois da página 180, que é quando inicia a Parte 2, o livro fica muito melhor e nós podemos nos deliciar com as palavras de Jojo.

O livro é delicado e reflexivo. Delicado porque trata de um assunto que é complicado até hoje: a infidelidade. Mas a história contada por Jojo Moyes foi tão bem construída, tudo tão poético que tornou um livro que tinha como foco um casal que se apaixonou no meio de uma relação adúltera, uma coisa linda e sensível, que se tratado de forma incorreta e leviana poderia ter deixado o livro vulgar. É reflexivo porque faz você pensar se é possível um amor como o de Boot e Jennifer, mesmo depois de 40 anos a chama continuar ali, viva e ardente. Mesmo depois de 40 anos, toda uma vida, os dois ainda pensarem um no outro com tanto carinho e os olhos brilharem. Se pode existir amor verdadeiro quando se trata de um caso extraconjugal, se tudo não passa apenas de carência física e emocional, pelo fato de que depois de um certo tempo o casamento esfria.

Lendo as últimas páginas do livro, na fila do banco, me peguei derramando lágrimas ao ler o reencontro de Boot e Jenny, quarenta anos depois. Que descrição linda e tocante. Me emocionei também com o que aconteceu com Ellie, que não vou contar, mas adorei. Nossa, ainda bem que eu não abandonei o livro. As últimas 204 páginas compensam as 180 primeiras. Recomendo recomendo recomendo!!!


Classificação:

11 Comentários:

Carolina Durães disse...

Bom dia!! Esse livro tem tido resenhas tão positivas que fizeram com que eu me interessasse por ele. Não vejo a hora de ler. Adorei a sua resenha.. Beijos

Dana Silva disse...

Oi Carolina, confesso que até a pagina 180 eu estava achando chatissimo, quase abandonei rsrs mas depois eu vi que teria me arrependido, se tivesse abandonado, as ultimas 204 pags valem muito a pena! beijos!

Carolina Durães disse...

Que bom que não abandonou então!! Estou super curiosa quanto a esse livro mesmo. Adoro esse gênero. Beijos

Fábrica dos Convites disse...

Um livro que promete mexer com as emoções, assim como toda carta de amor.
Bjs, Rose.

Pauliane disse...

Adorei sua resenha...

Que vontade de ler!!!!!!!! =]

Beijosss

Bruna Rodrigues disse...

a pessoa aqui agora quer ler o livro... hahaha vai ter que me emprestar...
a ultima compra acabou comigo- como a srta. bem sabe, ja que inves de mandar eu parar de comprar, incentiva a minha orgia gastadeira.

linda resenha dana.

bjs

Dana Silva disse...

oi Rose!! é sim viu... o final é emocionante e eu chorei hehe vale a pena, pelas ultimas 204 paginas ^^  bjoss

Dana Silva disse...

oi Pauliane, eu tava com o maior medo de soltar essa resenha porque eu sabia que ia ficar imensa mas eu precisava explicar o que achei do livro, vale ressaltar que a resenha original era maior hehe mas tive q cortar muita coisa pra nao ficar tãããão grande... se vc tiver oportunidade, leia! bjos!

Dana Silva disse...

eu disse, eu disse que poderia surpreender e surpreendeu! empresto sim, na boa, mas vc tem que ser guerreira pois são 180 paginas de chatisse kkkkkk mas depois vem a redenção! beijos!!

Pauliane disse...

Vou ler sim. Depois te conto o q achei!!! =]

KassiaCrislayne disse...

Ai, quero me emocionar também! Adoro a autora e estou ansiosíssima por esse livro. Coitado do meu bolso!

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