Resenha: Amada Imortal (Cate Tiernan)

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Edição: 1
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501092656
Ano: 2012
Páginas: 280
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Sinopse: Primeiro livro de bem-sucedida trilogia, mistura fantasia sobre imortais a uma história moderna de jovem em busca de si mesma e de redenção. Questões de identidade e moralidade aparecem na trama, protagonizada pela imortal Nastasya. Nascida em 1551, acostumada a beber e sair para baladas cada vez mais loucas, ela perdeu o rumo. Suas conexões com outros imortais, interessados apenas em suas habilidades mágicas, a fazem partir em busca de um propósito. E o encontra em uma espécie de clínica de reabilitação para os de sua espécie, onde conhece um pouco mais sobre o próprio passado e cria importantes laços para o futuro.
Amada Imortal conta a história de Nastasya, uma imortal de mais de 400 anos que decidiu passar a sua eternidade “caindo na gandaia”. A vida dela é como a vida de uma adolescente “porra louca”, só de baladas, bebedeiras e muita diversão. Em uma dessas, ela está com seu amigo imortal Innocencio e o vê quebrar a coluna de um motorista de táxi por pura diversão, e ele não pareceu se arrepender, pelo contrário, ainda tirou onda depois. Nasty na hora não fez nada e foi lá curtir sua noite, mas no outro dia, ao acordar com uma ressaca daquelas e um peso horrível na consciência, começou a se questionar sobre as atitudes de Incy, seu melhor amigo por séculos, e decidiu rever seus conceitos de diversão. A protagonista então deixa Londres e parte para os Estados Unidos em busca de ajuda. Ela vai procurar River, uma imortal que há muito tempo conheceu, para saber se a oferta ainda está de pé. River decide ajudá-la mas viver em River’s Edge não vai ser nada fácil, ainda mais quando se tem alguém como Reyn por perto, e ele não parece ter gostado nada da mudança dela para a fazenda.

Confesso que estava com medo de mais um YA com temática sobrenatural, eu pensava que ia ser mais do mesmo. Bom, é mais do mesmo, mas não como estamos habituados a ver em cada novo YA Sobrenatural que sai.

Acredito que em seus 400 e tantos anos, Nastasya passou por muitas coisas e é por isso que eu acho que ela não gosta de falar do seu passado. Viver para sempre pode parecer à primeira vista bem legal não é? Poder fazer tudo que quer, sem se preocupar com o tempo. Mas também pode não ser tão bom assim, imagina não poder ter um relacionamento de verdade com alguém que você ama (caso ele seja humano) pois ele vai envelhecer e morrer e você não passará dos “18 anos” nunca. Frustrante, não é? 

Em River’s Edge, Nasty vai aprender mais sobre seu passado e aprender a ser melhor como pessoa. Ela é uma personagem bem marcante e é impossível não simpatizar com ela e seus conflitos. Tem alguns flashbacks no livro e eu realmente gostei muito disso, saber um pouco mais sobre as outras “vidas” dela. Pois de tempos em tempos ela tem que se mudar para outros lugares para que não seja descoberta, então ela tem uma quantidade incontável de identidades falsas. Essa parte sim deve ser divertida, em ser imortal.

E é claro que como todo bom YA, tem que ter um romance, não é? Mas o bom é que o romance aqui não ficou em primeiro plano, pelo menos neste primeiro livro. Nasty tem uma personalidade marcante e é dotada de um sarcasmo e um bom humor sensacional. Reyn é um caso à parte (respira, respira, respira). Sério, que homem é aquele??? Ele só é descrito com um “Viking God”, então daí da para sentir o drama, não é mesmo?

A capa é muito linda e tem uma textura que eu adoro. Revisão e diagramação estão impecáveis. É realmente um alívio pegar um livro e não precisar ficar a todo momento se preocupando com os erros que poderemos encontrar. Recomendo sim a leitura desta série e já estou esperando ansiosamente pela continuação!

Classificação:





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