Resenha: Óculos, Aparelho e Rock N' Roll (Meg Haston)

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Edição: 1
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580572247
Ano: 2012
Páginas: 304
Tradutor: Juliana Romeiro

Sinopse - Óculos, Aparelho e Rock’n'roll: Super-rigorosa e cheia de estilo, Kacey Simon dita as tendências na escola Marquette. Ela anda com as garotas mais bonitas e populares e tem seu próprio programa de TV no canal do colégio, dando conselhos e explicando para seus colegas a verdade nua e crua - quer eles queiram ouvir, quer não.
Mas então uma infecção ocular e uma visita ao dentista deixam Kacey com óculos fundo de garrafa, a boca cheia de metal e... a língua prefa. Rejeitada pelos amigos populares, ela despenca da pirâmide social de forma tão dramática que fica difícil enxergar o topo, mesmo com aquelas duas lentes de aumento no rosto.
Sem ter mais a quem recorrer, Kacey começa a andar com uma vizinha nerd e um garoto que leva a vida num ritmo próprio - na verdade, no ritmo do baterista de sua banda. Ele a quer como sua vocalista, mas ela está decidida a recuperar seu trono. Será que Kacey vai alcançar o topo novamente? Ou vai descobrir que chegar ao fundo do poço meio que é... o máximo? Nesse divertidíssimo romance, Meg Haston conta a história de uma garota malvada que, com um bom par de óculos, passa a enxergar melhor não só as coisas, mas também a vida.

Kacey Simon é aquele tipo de garota americana, aquela que é a mais popular na escola, super descolada, formadora de opinião, àquela que todos copiam - e temem. Kacey apresenta o programa "Simon Falando" na TV M, que é a TV da escola em que estuda: a Marquette. No programa, Kacey responde cartas de leitores e lhes dá conselhos de todos os tipos, mas os conselhos de Simon são bem, digamos, ácidos. 

Tudo está indo perfeitamente bem para ela: é apresentadora do jornal, popular na escola, tem as três melhores amigas e ainda é a estrela do musical da escola, ao lado de Quinn Wilder! O que mais Kacey poderia desejar? Mas então, logo depois de colocar um par de lentes violetas, uma estranha ardência toma conta de seus belos olhos verdes e a srta. Simon vai ao oftalmologista para trocar as lentes, só que não é bem isso o que acontece.

"É inacreditável como algumas pessoas podem ser tão superficiais. Quem se importava com festas de aniversário com tantas coisas horríveis e trágicas acontecendo no mundo? Desastres inomináveis, devastações atingindo milhões de vítimas impotentes ao redor do mundo? Furacões. Inundações. Terremotos. Óculos." Pág. 53

E a decadência da vida social de Kacey não para por aí! Após sofrer um pequeno acidente na festa de sua melhor amiga Molly, ela terá que usar aparelho ortodôntico e fica com a língua prefa

Bem, o livro é bem juvenil e até bobinho. Apesar de eu amar livros juvenis e até infantis, "Óculos, aparelho e rock n' roll" não foi uma leitura espetacular, em minha opinião. Foi um leitura boa, mediana. Uma das coisas que me incomodou foi o fato de que as atitudes dessas crianças definitivamente não são atitudes de meninas e meninos de 12, 13 anos. Não mesmo. Eu lia e imaginava que os personagens desse livro tivessem 16 anos no mínimo. 

A Kacey é muito chata, insuportável MESMO durante mais da metade do livro, o que me fazia rezar para que ou o livro melhorasse ou acabasse logo. Tive vontade de entrar na história e estapeá-la de tão sem noção que essa menina era. 

Lógico que o livro passa boas mensagens, isso é incontestável. Fala que não importa a aparência das pessoas, mas sim quem elas são de verdade. Que devemos olhar bem para quem são nossos verdadeiros amigos e apoiá-los sempre, pois no momento em que mais precisarmos são eles que irão nos apoiar. Que não importa o que você fala, e sim COMO você fala e que você pode falar a verdade para alguém sem precisar machucá-lo de fato. Tudo depende do seu jeito de falar. 

A leitura melhora depois da página 160. Quando Kacey começa a ser humilhada e excluída, começa a perceber como ela mesma agia antes e finalmente resolve rever seus conceitos de sinceridade e amizade. Os melhores personagens em minha opinião são Zander e Paige, que quase roubaram a cena. Adorei esses dois. As referências musicais também são muito legais! Vão de Jimi Hendrix, Led Zeppelin, Pink Floyd até Fleetwood Mac, que eu ADORO! 

"Naquele momento, o trem fez a curva, seus faróis brancos tão inclementes e duros quanto eu tinha sido com meus colegas. Na luz forte, eu me vi como realmente era. Não era uma jornalista honesta e implacável, mas uma menina cruel que falava tudo o que pensava. E que por isso tinha magoado todo mundo com quem um dia havia se importado." Pág. 275

O trabalho de capa, diagramação e revisão do livro estão impecáveis e confesso que dá gosto pegar um livro para ler sem ter que se preocupar com erros o tempo todo, a Intrínseca está de parabéns pelo cuidado que tem com seus livros. O livro é recomendado principalmente para adolescentes, e para quem quer uma leitura despretensiosa e leve, para passar o tempo. 

Classificação:

8 Comentários:

Sabrina Castro disse...

Ain, eu não simpatizei. Sei lá, me esforço muito para ler livros com personagens mais novos... A história tem que ser muuuuuito boa para me prender. Prefiro personagens de 17 pra lá... =P

Loreena disse...

Esse livro foi feito pra >>>>mim<<<< adolescentes, que legal. A arte da capa tá muito linda mesmo, a Intrínseca realmente caprichou! Dana, com relação aos personagens agirem de maneira mais adulta é normal, eu mesma sou assim kkkkkkkkk Gostei da sua resenha e apesar do livro ser fraquinho, ele continua na minha lista de desejados *0*
Beijos :*

Ana Claudia Oliveira Vasconcel disse...

A história parece ser legal, talvez irei ler

Dana Silva disse...

Pois é Lorena, hoje em dia as crianças estão muito precoces! Nossa, eu com 12/13 anos eu era muito criança! Não pensava como esses pirralhos de hoje em dia... plmdds... nem sonhava em beijar com 13 anos e hoje em dia essa pivetada so pensa nisso! Meldels!

Dana Silva disse...

Eu ate gosto sabe Sabrina, mas eu gosto quando as atitudes condizem com a idade! Crianças de 13 anos agindo como adultos não funciona pra mim! Sabe aquele livro diario de uma garota nada popular? é super infantilzinho mas é fofo demaissssss!! Adoro!

Sabrina Castro disse...

kkkkkkkk... pois é. QUando condiz é bom, mas os autores têm mania de colocar situações muuuuuito adultas para certas personagens. =/

Carolina Durães disse...

Bom dia Dana, tudo bem? Esse livro é da minha lista de talvez... ainda não sei se vou ler ou não rs... a capa é realmente linda, e fico feliz que está impecável, mas não me decidi ainda.
Amei a resenha.
Beijos

mytchelli disse...

Dana, quero ler esse livro CERTEZA!!!
A história parece com algo que eu já vivi...
Adorei sua resenha!!
bjinhos

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