Resenha: Stieg Larsson: A Verdadeira História Do Criador Da Trilogia Millennium (Jan-Erik Petterson)

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013



Título original: STIEG
Autor: Jan-Erik Petterson
Tradução: Maria Luiza Newlands

Páginas: 296
Preço: R$ 39,50

Sinopse: 

Antes de publicar a trilogia que se tornaria um sucesso estrondoso e venderia mais de 60 milhões de cópias no mundo inteiro, Stieg Larsson (1954-2004) foi um dos maiores ativistas políticos de seu país. 
Seu colega, o jornalista e editor Jan-Erik Pettersson, remonta nesta biografia a intensa história de engajamento do escritor e como ela moldou sua vida e sua obra. 
Larsson começou seu envolvimento político muito jovem, participando das manifestações contra a Guerra do Vietnã nos anos 1960 e visitando países africanos em conflito, como a Eritreia, nos anos 70. Como jornalista, combateu a extrema direita e defendeu os direitos das mulheres e de minorias. O jornalista e sua mulher, Eva Gabrielsson, viveram anos sob a ameaça de morte por parte dos grupos criminosos neofascistas que proliferaram na Suécia. 
A preocupação com as questões sociais foi fundamental para dar corpo à trilogia Millennium e criar a notável figura de Lisbeth Salander - que encarna, junto com o jornalista Mikael Blomkvist, os ideais de luta contra as injustiças. 
Pettersson conta que Larsson falava abertamente dos romances que o deixariam milionário e iriam lhe garantir uma aposentadoria confortável. A triste ironia, porém, foi ele ter morrido subitamente, jovem demais (aos cinquenta anos, de ataque cardíaco) antes que pudesse ver seus livros publicados.

 O jornalista e editor Jan-Erik Pettersson escreveu um livro sobre o criador da famosa Trilogia Millennium que realmente merece ser lido. 


Como sou fã de Stieg Larson e de sua célebre personagem Lisbeth Salander, nada mais justo que ler sobre um escritor brilhante que nos deixou tão cedo. E realmente valeu a pena! Além de brilhante e apaixonado por mulheres, este homem foi um jornalista ativista admirável contra o neonazismo, o machismo e o racismo. 
E o que mais me agradou foi que o autor descreve assuntos importantes à sua maneira que casa com os propósitos de vida de Stieg além de trazer muitas informações históricas e literárias sobre a Suécia; então, não temos de nenhuma forma, aquele tipo de livro biográfico tradicional e sim um texto rico, interessante e cheio de informações sobre os conflitos – principalmente neonazistas – na sociedade sueca. 

Se antes eu era fã do escritor, agora sou fã do homem por trás da obra, alguém sensível que soube exatamente escrever os assuntos que dominavam o seu cotidiano unindo seu genuíno interesse pelo nazismo e sua luta contra os resquícios na sociedade (daí o respaldo arraigado e bem contextualizado do assunto na Trilogia Millennium); ele foi alguém de espírito livre, humano, que gostava de viajar, que queria contribuir para uma sociedade melhor e que lutava por aquilo que acreditava e em prol daqueles que não tinham voz. Ele fazia a diferença num mundo onde a maioria das pessoas só se preocupa com o seu umbigo, ele olhava pelos demais. 

Eu realmente AMEI o livro e só tenho a lamentar que não haja mais alguém tão inteligente e politizado escrevendo sobre os dramas sociais de forma direta, crua e brilhante. 

RECOMENDADÍSSIMO! 

Hasta La vista! 

5 Comentários:

Rapha - Doce Encanto disse...

Oi Suzana ^^

Tenho mto curiosidade em ler a trilogia Millenium, mas ainda nao tive oportunidade..
mas mesmo sem ter lido, pela sua resenha me tornei fã de Stieg.. ele teve que ter mta coragem pra escrever contra o neonazismo, hein?

Beijos

aninha disse...

Larsson realmente foi um homem admirável.conhecia um pouco sobre a vida dele pesquisando,mas fiquei curiosa em ver mais de perto como esse cara de mente aberta e ideais convictos vivia. uma pena mesmo ele não ter vivido pra ver qão incríveis seus livros se tornaram.

Carolina Durães disse...

Oi Dana, tudo bem?
Apesar de ser fã da trilogia Millenium, admito que não conhecia nada sobre a vida do autor.
Parabéns pela resenha!
Beijos

Suzana Rodrigues A Pandora disse...

Oi Rapha! Ele foi muito perseguido por sua coragem. Os grupos neonazistas não gostaram nada da trilogia e passaram a persegui-lo. Mas isso não diminuiu em nada a força e a coragem dele. Bjos,

Suzana Rodrigues A Pandora disse...

Sem dúvida alguma! Sou fã de carteirinha da trilogia!!!

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