Resenha: Post Mortem (Patricia Cornwell)

sábado, 9 de março de 2013

Livro: Post Mortem
Autor: Patricia Cornwell
Edição: 1
Editora: Paralela
ISBN: 9788565530170
Ano: 2012
Páginas: 304
Tradutor: Celso Nogueira

Preço: R$ 34,90
Sinopse: É um homem metódico, disciplinado, desumano: mata por prazer. As pistas até ele se perdem pelas ruas. A Dra. Kay Scarpetta, médica-legista, examina as vítimas, mulheres que não podem lhe dizer nada a não ser pelos vestígios que trazem no corpo. E no corpo delas há um brilho produzido por alguma substância química. Qual? A Dra. Scarpetta precisa descobrir logo, se quiser evitar a próxima vítima. E precisa aprender a conviver com o fato de que, apesar de usar em suas autópsias os recursos mais avançados da ciência e da tecnologia, esse aparato se destina a desvendar mentes tão perturbadas quanto impenetráveis. Em outro plano, precisa lidar ainda com a hipótese de que alguém muito próximo quer destruir sua carreira e está sabotando a investigação dos crimes.


Essa semana eu li Post Mortem da Patricia Cornwell, esse é o primeiro livro da série Scarpetta (para quem não lembra eu já resenhei o 16 livro aqui no feed) que está sendo relançada pela Paralela. Esse é um livro que eu queria muito ler por que eu gostei bastante do livro que já tinha lido anteriormente da série e gostaria muito de conhecer o universo da Dra. Kay desde o início.

Nesse livro temos o ponto de vista da Dra. Kay alternado com algumas passagens do ponto de vista de Marino, um policial que é meio que parceiro dela nas investigações de uma série de assassinato de mulheres.  Nesse caso, além de lidar com pessoas de dentro do departamento que não a suportam, a Dra. Kay Scarpetta tem que lidar com a imprensa que está em cima dela, o caso dos assassinatos em série que estão lhe tirando o sono e com sua sobrinha de doze anos que está passando uma semana em sua casa e além de inteligente é uma garotinha problemática. 

Esse livro é bem melhor que o outro da série que eu li, até as últimas páginas você realmente não tem ideia de quem seja o assassino, por que ele mata as mulheres, como ele as escolhe e tal. Tudo na trama é muito bem elaborado, a autora nos dá pistas que nos deixam confusos e depois pequenas peças que compõem a trama vão aparecendo. Eu amei a personalidade da Dra. Scarpetta aqui, ela tenta se mostrar forte, tenaz e independente, mas demonstra uma certa fragilidade encoberta por sua determinação. É bem diferene de como eu me sinto em relação a Marino, por exemplo, desde o outro livro eu já não gostava muito dele e agora eu realmente bati o martelo dizendo que ele é detestável. Machista e cheio de preconceitos, ele é realmente o personagem que eu menos gosto da série, apesar de ser um policial competente eu não consigo realmente aturá-lo. A Lucy, sobrinha da médica me parece uma criança carente e cheia de problemas, ela ama a tia e quer ser como ela um dia, as duas tem uma relação meio complicada pois a médica é muito ocupada e a menina precisa sempre de atenção.

A capa de Post Mortem é MARAVILHOSA, toda roxa com fundo holográfico meio magenta e as letras em branco, preciso falar que muitas vezes eu fiquei com o livro na mão durante alguns minutos balançando para ver os brilhos holográficos hahahhaha.  A diagramação também ajuda muito na leitura com letras grandes, o que deixa a leitora aqui cega bem satisfeita.

Enfim, a série é uma ótima dica para quem curte romances policiais e/ou de mistério.

Classificação


2 Comentários:

Danielle CGA Souza disse...

Mais um de série e eu nem suspeitava. XD
Achei bem legal que vc disse o primeiro é melhor que o 16, ela é boa mesmo, pq tem autor que a tendência é começar mais ou menos e ir aprimorando, então esse é um super investimento.
Marino é competente porém intragável, ao menos ele vai ficando menos mal, né? haha
A personalidade da Kay vem bem a calhar, quantas não são as mulheres que por fora são fortes e no entanto são frágeis, vale a pena conferir. =)

Acho que assim como vc vou ficar abobalhada com a capa, pq adoro sentir as texturas e se brilham também fico mexendo de um lado a outro aproveitando a beleza. XD Feliz por não ser a única.

aninha disse...

eu não conhecia a série (shame on me) já tinha visto,mas deixei passar despercebido.Dra.Kay parece ter uma personalidade forte e ainda enfrentar problemas do dia a dia com a sobrinha Lucy e o pelo jeito,o preconceito machista de Marino. gostei,achei interessante. quantos livros tem a série?

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