Resenha do Filme: Tão Forte e Tão Perto

quinta-feira, 11 de abril de 2013



Tão Forte e Tão Perto



Título Original: Extremely Loud and Incredibly Close 
Diretor: Stephen Daldry
Elenco: Tom Hanks, Sandra Bullock, John Goodman, Max von Sydow, James Gandolfini, Jeffrey Wright, Thomas Horn, Adrian Martinez, Zoe Caldwell, Gina Varvaro, entre outros.
Produção: Scott Rudin
Duração: 129 min.
Ano: 2011 País: EUA
Gênero: Drama
Distribuidora: Warner Bros.
Classificação: 12 anos 





Trailer: 




Tentei pensar em cada pessoa como um número numa equação gigante. Mas não estava funcionando. Porque as pessoas não são como números. Parecem mais com letras. E elas querem tornar-se histórias. E papai dizia que histórias têm que ser compartilhadas.

Esse filme tenta seguir aquela linha de pensamento que surgiu após o atentado 11 de setembro de 2001, (para quem não sabe a queda das torres gêmeas), marco este que deu origem a diversos filmes em vários tipos e gêneros.

E quando lhe restar apenas o vazio da ausência, o silêncio dos que caminham contigo, as lágrimas da perda, o sofrimento de quem sabe que não vai ter de volta? O que se deve fazer, como reagir? Este filme conta a história de Oskar Schell (estréia de Thomas Horn), 11 anos que vivencia um dos fatos mais dolorosos da vida, como ele mesmo intitula “o pior dos dias” ao ter seu melhor amigo seu pai morto no atentado às duas torres, sua relação com o pai Thomas Schell (Tom Hanks – Anjos e Demônios) era muito intima ao ponto de ter apenas o pai como referência a tudo, com a perda do seu herói Oskar se vê entregue a depressão, ao vazio da vida, e impossibilitado de seguir sua vida e sua história com a mãe (Sandra Bullock - Miss Simpatia), pois a mesma não consegue manter uma ligação saudável com filho.

Nesse emaranhado de dor, Oskar consegue encontrar nas relíquias do pai, uma chave e um sobrenome “Black”, chave essa que desperta no garoto um instinto curioso e uma possível chance de se reconectar com pai. Achou que seria uma charada proposta pelo pai nos seus últimos dias, era comum receber essas charadas do seu herói ara aguçar sua inteligência. Oskar então decide descobrir em New York o significado que essa chave trás consigo.

Busca em seu bairro todas as pessoas que carregam esse sobrenome. Incrível a forma como ele consegue se conectar a todas as pessoas com sobrenome “Black” e visitar a cada uma, descobrir seus medos, seus traumas, suas histórias, suas dificuldades e ser acolhido, ser outra vez posto à prova da vida, a ter olhos a frente,  ganha amigos e acima de tudo experiências, histórias, vasculha o passado em seu presente e ganha uma nova perspectiva para o futuro. Percebe que essas pessoas são como letras que querem tornar-se histórias e serem compartilhadas.

Foi inspirado no best-seller de Jonathan Safran Foer e ganha a direção de Stephen Daldry, remete a uma história que marcou a vida da sociedade americana e alertou a todo o mundo, evidenciando os verdadeiros sentimentos de quem passou pela dor da perda, de quem sabe que nunca terá de volta o que lhes foi tirado, mas que ainda na dor encontra algo que os chama a continuar, a não desistir de procurar.
  

Um filme ao meu ver lindo e cheio de bons sentimentos, te faz entrar no personagem de Oskar e esperar consolá-lo, ou ao menos afagá-lo para tentar minimizar sua dor. Uma tempestade de sentimentos lhe aguardam para serem assistidos e vivenciados. 

7 Comentários:

Dana Silva disse...

Nossa, já tinha ouvido falar do filme mas nunca me empolguei em assistir. Acho que não estou num bom momento pra assistir a um filme tão intenso, mas assim que eu sair dessa fase com certeza vou buscar! Adorei a resenha! :D

Claudia Vasconcelos disse...

Esse filme é simplesmente PERFEITO!!! Já assisti mil vezes, e choro em todas!! Esse menino é fantástico! Só achei o livro meio chatinho... Mas o filme compensa!!

Alex Viana disse...

O 11 de setembro como pano de fundo é um tema muito delicado. Ainda não tinha conhecimento desse filme, mas me deixou curioso por tratar, ao mesmo tempo, desse tema delicado e de relações familiares. Acaba de entrar pra minha lista, Ricardo. Obrigado.

Ricardo Pereira disse...

Own Dana obrigado, o filme é bem forte mesmo, exigiu muito do personagem, mas que foi simplesmente excelente a performance dele. Assim que der assista mesmo, no fim verás o sorriso do Oskar.

Bianca Benitez disse...

Esse filme é lindo e tocante demais,chorei em várias partes e concordo que somos atingidos por um turbilhão de sentimentos ao assisti-lo....

resenha tão sensível quanto o filme e descreve bem o que senti.

bjsss

Bianca

http://www.apaixonadasporlivros.com.br/

Danielle Casquet disse...

wow \o/ EU QUERO VER ESSE FILME AGORA!!!
Tom e Sandra eu amo esses atores, e o filme é super emocionante!!!!
Ótima dica!


Dani Casquet livrosajaneladaimaginacao.blogspot.com

Priscila Siqueira disse...

não tinha lido tua resenha ainda *ocupada,se esconde* mas gente, tô num momento tão intenso que se eu ver algo tão tocante passo uns três dias chorando, mas está na lista com certeza!! Ficou tudo Paulo sol kkkkkkkkkk bjs

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