Resenha: O Teorema Katherine (John Green)

segunda-feira, 29 de abril de 2013


Edição: 1
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580573152
Ano: 2013
Páginas: 304
Tradutor: Renata Pettengill
Sinopse - O Teorema Katherine - John Green

Após seu mais recente e traumático pé na bunda - o décimo nono de sua ainda jovem vida, todos perpetrados por namoradas de nome Katherine - Colin Singleton resolve cair na estrada. Dirigindo o Rabecão de Satã, com seu caderninho de anotações no bolso e o melhor amigo no carona, o ex-criança prodígio, viciado em anagramas e PhD em levar o fora, descobre sua verdadeira missão: elaborar e comprovar o Teorema Fundamental da Previsibilidade das Katherines, que tornará possível antever, através da linguagem universal da matemática, o desfecho de qualquer relacionamento antes mesmo que as duas pessoas se conheçam. 
Uma descoberta que vai entrar para a história, vai vingar séculos de injusta vantagem entre Terminantes e Terminados e, enfim, elevará Colin Singleton diretamente ao distinto posto de gênio da humanidade. Também, é claro, vai ajudá-lo a reconquistar sua garota. Ou, pelo menos, é isso o que ele espera.


Bem, é um pouco complicado falar sobre um livro tão comentado e tão cultuado, como todos os livros de John Green. Do autor, eu li A Culpa é das estrelas e O Teorema Katherine. Bem, para ser bem sincera eu estou me sentindo estranha pois eu não concordo com a opinião de TODO MUNDO no tocante a este livro. Quero deixar bem claro que eu não o livro, mas ele não mudou a minha vida e nem chegou perto das expectativas que eu tinha dele. 

O Teorema Katherine conta a história de Colin Singleton, um garoto prodígio, que tem 20 anos e já teve 19 namoradas, todas chamadas Katherine, exatamente assim, com a mesma grafia. E todas terminaram com ele. Quando a K-19 (Katherine nº 19) termina com Colin, o garoto fica arrasado, querendo morrer e sem entender o porquê da menina ter terminado com ele. Mas eu a entendo, aliás, as entendo. Todas as Katherines. Colin é um CHATO. Carente, egocêntrico e extremamente Chato. Nossa, insuportável. 


"- Eu te amo tanto... e só quero que você me ame do mesmo jeito que eu te amo - ele disse, o mais baixo que conseguiu.

- Você não precisa de uma namorada, Colin. Você precisa de um robô que não diga nada além de 'eu te amo'." Pág. 55

Mas até aí tudo bem, ele tem um único-melhor-amigo, Hassan, que na minha opinião é o melhor personagem. Hassan ajuda Colin com a sua depressão-pós-término-com-a-K-19, levando-o a uma viagem de carro, sem rumo, no Rabecão de Satã, nome do carro de Colin. Quando os dois decidem  parar numa cidadezinha chamada Gutshot, no Tenessee, para visitar o túmulo do Arquiduque Franz Ferdinand (Francisco Ferdinando), eles conhecem uma garçonete chamada Lindsey Lee Wells e Colin tem seu tão esperado "Momento Eureca", ele vai desenvolver um Teorema matemático que funcionará para todos os relacionamentos, a ponto de saber quem será o "ser terminante" e o "ser terminado" e quanto aproximadamente o relacionamento irá durar. Mas para isso ele terá que aplicar o teorema a todos os seus 19 relacionamentos mal sucedidos. 

Hassan é incrível, só ele mesmo pra falar para o Colin quando as coisas que ele diz não são interessantes hahaha.

"— Olhe só… — disse Hassan. — Hoje é meu nono dia numa escola, em toda a minha vida, e mesmo assim já consegui, de alguma forma, perceber o que você pode e o que não pode falar. E você não pode falar nada a respeito de seu esfíncter.
— É uma parte do olho — Colin disse, na defensiva. — Eu estava sendo inteligente.
— Aqui, cara. Você precisa levar em conta sua plateia. Isso teria feito o maior sucesso num congresso de oftalmologia, mas, na aula de Matemática, todo mundo só ficou tentando imaginar como diabos você conseguiu enfiar um cílio lá.
E foi aí que os dois ficaram amigos." Pág. 34

 Bem, por quê eu não achei o livro sensacional? Pelo Colin. O personagem é extremamente carente e fica a todo custo querendo fazer algo que marque sua passagem pela terra, ele quer fazer algo especial para que seja lembrado. Ele tem medo de rejeição, de abandono, por isso é tão carente. Bem, eu acho que não gostei mais do livro porque eu simplesmente não suporto gente carente, gente que fica se fazendo de coitada, de vítima. Não suporto. 

A edição da Intrínseca está linda, a capa é encantadora e ele foi confeccionado no mesmo formato de A Culpa é das estrelas, o que eu achei bem legal para os fãs do autor que irão colecionar os livros. As notas de rodapé são um show à parte, muito engraçadas e divertem bastante o leitor. A narrativa de John Green é fácil e fluída, o enredo é original, a premissa muito boa. Recomendo para os fãs do autor e quem não se incomoda com a chatisse de alguns personagens. 

5 Comentários:

Camila Rocha disse...

Dana, confesso que fiquei em dúvida em ler esse livro, pois referente ao livro A Culpa é das Estrelas eu amei. achei muito fofo. Um romance singelo, que me fez suspirar e lógico ficar triste (não aquela tristeza que o Nicholas Sparks nos causa, sabe que nos pega de surpresa) mas sim uma tristeza previsivel. Vou colocar O Teorema de Katherine na lista de leituras, mas como ebook, pois se gostar compro pra por na estante rsrsrsrs

Carissa Vieira disse...

Tenho vontade de ler, mas não estou desesperada. Acredito que vá gostar, mas não acredito que vá amar a história.


Beijos,
Carissa
www.carissavieira.com

Danielle CGA Souza disse...

Oi Dana, gosto de ver opiniões diferentes sobre o mesmo livro, adorei ter esse vislumbre do Colin, eu tenho vontade de ler, mas já não ia com a "cara" dele, pela esquisitisse de só namorar meninas com o mesmo nome. Doido de pedra. Eu adorei o último quote, muito engraçado, e o amigo dele realmente deve roubar a cena.

Luiza Silva disse...

Queria ler mais pra ver como o John se saiu investindo em uma história que possuía justamente um "teorema" uma fórmula que fosse bem sucedida. Acho que não deu pra entender, mas enfim kkkkkkk Mal posso esperar pra ler! :)

Dalila Souza disse...

Ainda bem! Ufa!
Fiquei me sentindo mal por não ter gostado tanto desse livro quanto gostei do A Culpa é das Estrelas.
Ri em muitos momentos e continuo impressionada com a inteligência do John Green (que fica evidente nas histórias), mas esse livro não me conquistou. Aliás, 'Quem é Você, Alasca?' também não me fisgou. To na esperança que o Will Grayson, Will Grayson (que tem participação dele) seja melhor...




Beijoca!

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