Resenha: Adeus, por enquanto (Laurie Frankel)

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Adeus, por enquanto
Edição: 1
Editora: Paralela
ISBN: 9788565530224
Ano: 2013
Páginas: 320
Tradutor: Maria Alice Stock
R$: 34,90

Sinopse - Adeus, por enquanto - E se o amor continuasse além da vida? - Laurie Frankel 

A talentosa autora de Atlas do amor inova em seu segundo romance, no qual conta a história do jovem casal que estendeu seu amor para além dos limites da vida. Não é milagre e nem magia, é pura ciência da computação. Graças ao software que Sam Elling, um divertido programador do MIT, desenvolve, torna-se possível conversar com projeções perfeitas de pessoas queridas que morreram. Assim, ele ajuda sua namorada a superar a perda recente da avó, mas não esperava que um dia fosse precisar se tornar usuário de seu próprio programa...



Confesso que não sei como começar essa resenha. E já vou avisando: ela vai ficar enorme.
Logo que li a sinopse de Adeus, por enquanto, da Laurie Frankel, fiquei encantada e curiosa para saber como a autora iria contar essa história. Infelizmente se eu falar muito do enredo vou acabar com toda a graça do livro.

Sam Elling é um gênio da computação, ele trabalha para uma empresa de encontros virtuais, aqueles sites de encontro tipo par perfeito, sabem? Pois é. O chefe de Sam coloca a equipe contra a parede para que eles desenvolvam algo para melhorar os lucros da empresa e Sam tem uma ideia brilhante: Ele cria um algoritmo capaz de encontrar a sua alma gêmea com apenas alguns cliques! E o melhor de tudo: o programa não erra jamais! O que o programa faz é coletar todos os dados do usuário (tudo que ele possui em seu computador, incluindo emails, chats em vídeo, facebook, sites que visita, etc.), procurar outro usuário que tenha um gosto parecido e paft! junta os dois e voilá, você encontrou sua alma gêmea! E para provar a eficiência do algoritmo, Sam testa nele mesmo e assim conhece Meredith, uma garota que trabalha na mesma empresa que ele, e como prometido pelo programa: eles se apaixonam imediatamente e a química entre o casal é fantástica.

Porém, o programa funciona bem demais e ao invés de dar lucros para a empresa, dá prejuízo, pois depois que encontram suas almas gêmeas, os usuários desaparecem do site! E Sam foi demitido. E para completar, Meredith está arrasada pois a avó dela, Livvie, falece inesperadamente. Para tentar amenizar a dor da namorada, Sam tem uma outra ideia brilhante: cria um algoritmo capaz de projetar uma conversa entre o usuário e o seu EQF (ente querido falecido), ou seja, ele coleta todas as informações possíveis sobre Livvie, tudo que está no computador dela (incluindo seus emails e conversas por vídeo) roda no algoritmo que cria uma projeção, é como se fosse a pessoa realmente, e ela é capaz de conversar com o parente vivo como faria se de fato estivesse viva. Mas a projeção só falará sobre conversas e assuntos que ja tenha falado em vida, pois ela não aprende, ela só repete o que já foi dito. Meredith entra em choque mas em seguida vislumbra uma oportunidade de ter ainda sua amada avó por perto e acha que outras pessoas poderiam usufruir da tecnologia. E assim nasce o RePose. E então diversas coisas acontecem. Já revelei algumas coisas mas acreditem, não tem nada aí que já não tenha na sinopse!

Bem, nas primeiras duas partes do livro (ele é dividido em três) eu gostei da história, mas quem me acompanha pelo twitter viu minha aflição com esse livro. Eu estava gostando mas não via a hora que acabasse pois estava começando a ficar previsível e repetitivo. Mas repito, eu estava gostando, apenas estava achando a leitura cansativa e demorada, talvez por conta da diagramação, mas isso falarei um pouco mais tarde. O que acontece é que quando chegou na terceira parte do livro as coisas finalmente começaram a acontecer e aí sim a leitura fluiu como a água de um rio que desemboca numa cachoeira, rápida e deliciosamente. E verteram lágrimas dos meus olhos a 3 por 4! A autora desenvolveu tão bem a personalidade dos personagens, principalmente de Sam, que é impossível o leitor não se colocar na pele dele. E é impossível não se identificar com ele ou com alguns de seus usuários. Chorei muito lendo as ultimas cem páginas do livro. Chorei até embaçarem os meus olhos, ficar cansada e doer meu peito. Chorei porque desejei ardentemente poder falar com minha avó falecida, dizer pra ela mais uma vez que a amava, conversar com ela enquanto ela ainda sabia quem eu era. Nossa, para mim, seria perfeito. Mas ao mesmo tempo eu não sei se seria tão bom assim e é aqui onde eu parabenizo a Laurel pela sua suave crítica à nossa atual sociedade.
“Todo mundo passa mais tempo no Facebook do que com pessoas, mais tempo clicando em perfis do que saindo, mais tempo jogando tênis no videogame do que tênis de verdade, e tocando guitarra no videogame do que guitarra de verdade. As redes sociais não são tão sociais assim. Na verdade, é isolamento. Na verdade, é ficar sozinho. Então ao menos eu não sou assim, certo? Ao menos eu tenho você."
Isso é uma grande verdade. Passamos muito mais tempo online do que interagindo com as pessoas à nossa volta. A maior parte das pessoas que chega numa balada tem que registrar virtualmente que lá está. A maioria das pessoas não sai mais ou se diverte pelo simples prazer que isso proporciona, mas sim pelo fato de ser "in", de mostrar ao mundo que são badaladas, que saem e se divertem, mas o real pensamento é que se não registrar que está lá, é a mesma coisa que nem ter ido. Isso não é mentira. Pode observar as mesas de bares, boates, restaurantes e cafés. Cada um com seu smartphone na mão fazendo seu "check-in".

Voltando à ideia de Sam, ao mesmo tempo que parece ser perfeita, também tem seu lado negativo. Já pensou se todo mundo pulasse a etapa do luto? Não se desapegasse das lembranças do seu ente querido, não seguisse em frente? E assim, não dariam paz à alma do falecido. Eu penso dessa forma. E você leitor? Acha que o algoritmo de Sam traria mais malefícios do que benefícios à sociedade, se de fato existisse? Deixe sua opinião nos comentários.

A capa brasileira é muito bonitinha, bem parecida com a Inglesa. Só não gostei muito da diagramação, achei as letras muito pequenas e o espaçamento curto, eu lia 40 páginas e ficava cansada, tendo a sensação de que havia lido por horas. Não posso falar da tradução porque não li o original mas sendo pela companhia das Letras (Paralela) eu tenho certeza de que está ótima. Separei algumas outras capas do livro pra vocês, quais vocês acham mais bonitas? Eu gostei da 1ª versão da capa americana, muito fofa e não é reveladora. Comentem!

alemãamericana 2013americana
                 Alemã                            2ª Americana                        1ª Americana

britanicaespanholaarabe
                 Britânica                           Espanhola                          Árabe

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              Romena                                 Tcheca

E já que estamos falando de relacionamentos virtuais, almas gêmeas encontradas online, a dica de hoje é a rede social Badoo , onde você encontra uma infinidade de maneiras de manter contato com pessoas do Brasil e do mundo através do chat online principalmente para solteiro e muitas outras maneiras de se relacionar e encontrar aquele amigo de infância ou aquele parente distante, faça agora mesmo a experiência."