Resenha: As Virgens Suicídas (Jeffrey Eugenides)

sábado, 4 de maio de 2013





Livro: As Virgens Suicidas
Autor: Jeffrey Eugenides
Edição: 1
Editora: Companhia das Letras
ISBN: 9788535922196
Ano: 2013
Páginas: 232
Tradutor: Daniel Pellizzari

Preço: R$ 39,50
Sinopse: O cenário é o de um típico subúrbio americano dos anos 70. Mas são as forças de Eros e Thanatos que atuam em As virgens suicidas, envolvendo o leitor numa história original, narrada por uma espécie de coro semelhante ao das tragédias gregas.
Durante uma festa em sua casa, Cecilia Lisbon, uma garota de 13 anos se joga de uma janela do segundo andar sobre a cerca de ferro. Como uma maldição, num período de um ano, todas as cinco irmãs Lisbon cometem suicídio. Comprimidos, enforcamento, todas as formas são válidas para que, uma a uma, Lux (14), Bonnie (15), Mary (16) e Therese (17) encontrem seu caminho para a morte.
A tragédia marca tanto a rotina da vida local que uma investigação é levada a cabo pelos garotos da vizinhança. Passados 20 anos, eles reúnem um mórbido acervo de evidências, que vão desde entrevistas com parentes até diários e boletins de química. Mas os detetives amadores, determinados a descobrir qual a razão daquelas mortes, lutam para achar as peças deste quebra-cabeça que é a alma feminina.


Essa semana foi a vez da leitura de As Virgens Suicidas, escrito por Jeffrey Eugenides   e publicado em nova edição pela editora Companhia das Letras. Eu sinceramente não sabia muito o que esperar quando pedi para ler esse livro, na verdade eu pedi mais por ter um filme da Sofia Copolla baseado na história,  mas ao chegar uma amiga já foi surtando no meu instagram dizendo como o livro era muito bom!

Em um bairro de um subúrbio de classe média alta uma garota de apenas treze anos se joga da janela do segundo andar e morre.  Essa garota era Cecilia Lisbon, a caçula de cinco irmãs, deixou um grande buraco com sua inexplicável morte. Não havia indícios do por que de uma garota tão jovem querer dar fim a própria vida, a partir daí as coisas começaram a ficar realmente estranhas, pois aos olhos dos vizinhos toda a família Lisbon começa a morrer aos poucos o que culmina com o suicídio das outras quatro irmãs de Cecília, Lux, Bonnie, Mary e Therese.

“Atos como esse – simples, humanos, escrupulosos, compreensivos – deveriam dar sentido a vida.”  Pág:59 
O livro todo é narrado em terceira pessoa, que não se identifica, mas que sabemos que é um ou mais de um dos meninos que moravam na vizinhança, que se reuniram após vários anos das mortes das meninas e tentam achar um motivo que os leve ao verdadeiro motivo para as meninas terem tirado a própria vida.  Eles reúnem depoimentos de vizinhos, professores, colegas de escola e psicólogos que se juntam as próprias memórias que eles guardam junto com objetos que coletaram das meninas durante a vida delas ou após sua morte.

O interessante desse livro é que o tempo todo você sente que o que levou as meninas a se matarem foi a repressão que as meninas sofriam da mãe e o que é genial na narrativa é que essa conclusão o leitor cega sem que o próprio narrador possa afirmar isso. Em nenhum momento os ou o garoto que narra a investigação suspeita ou até mesmo afirma que a mãe tenha a culpa por reprimir as meninas e sua sexualidade latente ou mesmo por trancafiá-las após o baile, mas para mim como leitora fica mais do que claro que a única escapatória das meninas foi morte diante da vida medíocre que lhes era imposta.

“No fim não nos importava quantos anos elas tinham ou que fossem meninas, mas apenas que as amamos e que elas não nos ouviram chamar (…)”  pág: 231

          A capa do livro é linda, bem feminina em tons de verde e marrom, com pés bem femininos. As folhas amarelas facilitaram muito minha leitura (minha enxaqueca agradece).



4 Comentários:

Danielle CGA Souza disse...

Oi Priscila,
Com esse título eu também não visualizei bem o que seria. Mas gostei de saber que não é um dramalhão e sim um livro com investigação, mesmo que não oficial e despreparada.
Que bizarro as irmãs se matarem uma a uma, e se viviam dentro de casa o motivo estava lá.
Achei lindo esse último quote que vc escolheu.
Adorei a dica e a capa também. =)

Mariana Diaz disse...

Tive o prazer de ler esse livro essa semana também. Simplesmente adorei... Também resolvi ler por conta de ser um filme da Sofia. A capa realmente é bonita mas bastante morbida... os pés estão no ar como se a menina da foto estive enforcada. o_O
Em todo caso, ela escolheu belos sapatos para morrer isso eu tenho q admitir.

Dalila Souza disse...

Eu tenho a versão de bolso mais ainda não li.
Quando vi que ganharia uma nova edição e que a capa era maravilhosa, fiquei com mais vontade de ler.
Lembro de ver o filme quando era adolescente e fiquei BEM impressionada (tipo, de não conseguir dormir, sabe?!). Tenho um pouco de medo de ler o livro e ficar do mesmo jeito e entrar em ressaca literária...


Adorei a resenha!
Beijoca!
=*

aninha disse...

quando eu vi o filme,eu lembro que olhava pra minha irmã e ficava "WTF??!!" rsrs tipo,eu fiquei em choque como elas enxergaram na morte,principalmente a mais nova,que começou isso,a única saída. suicídio é um tema que mexe com o coração,com a cabeça das pessoas,mas pelo menos no filme, esse ato foi "humanizado" se eu posso chamar assim.se aparecer a oportunidade,vou ler o livro com certeza. =)

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