Resenha do Filme: Não Me Abandone Jamais

segunda-feira, 20 de maio de 2013


Não Me Abandone Jamais

Título Original: Never Let Me Go
Ano: 2011
Diretor: Mark Romanek
Elenco: Carey Mullgan; Keira Knightley; Andrew Garfield; Charlotte Rampling e outros
Gênero: Drama; Romance
Nacionalidade: Reino Unido; EUA







“Faz duas semanas que o perdi...
Eu venho aqui e imagino que este é o lugar onde tudo que perdi desde a minha infância foi depositado...”

Trailer: 



Dor. É o sentimento que Kathy H (Carey Mullgan – Wall Street, o Dinheiro nunca dorme) transmite durante sua narração do filme originado do livro de mesmo nome, a dor do futuro fadado, da vida sem sentido, do rumo que a situação impõe sobre os clones de Hailsham, um internato inglês que carrega consigo um história moribunda, educar crianças clones, com a finalidade de doações de órgãos, crianças geneticamente modificadas, com uma única intenção repor os órgãos daqueles aos quais são cópias.
Baseado no livro de Kazuro Ishiguro – Never let me go.
Não Me Abandone Jamais, vai retratar a vida de três crianças Kathy h (Carey Mullgan); Ruth (Keira Knightley – Piratas do Caribe) e Tommy (Andrew Garfield – O Espetacular Homem Aranha), que são umas dessas crianças clones que nem desconfiam da sua terrível realidade, onde o diretor não abrindo mão de um romance, decide envolver os três em um triangulo amoroso, onde Kathy é apaixonada por Tommy desde criança, mas o mesmo decide por ficar com Ruth.
Quando finalmente descobrem o destino que os aguarda, descobrem também duas possibilidades de se manterem vivos por mais alguns anos, adiando suas doações: Trabalhando como “cuidadores”, que cuidam daqueles que já são doadores. Ou expondo uma paixão genuína e verdadeira, mas como se são clones, pessoas sem alma e sem sentimentos?

Nesta constante, Kathy com seu amor por Tommy que escolhe Ruth decide ser cuidadora e vê os dois melhores amigos sendo conduzidos um a um, seção após seção, cirurgia após cirurgia, a uma morte lenta e dolorosa.

Uma reflexão sobre o valor que a vida tem sobre aqueles que estão fadados ao fim, um filme mórbido, mas muito intenso atrás de descobrir a alma dos amantes mesmo quando o fim está próximo, o desejo de nunca deixar de lado aqueles a quem amamos, ou aqueles que seguiram os anos ao nosso lado.

Mark Romanek, o diretor. Reflete na vida dos personagens a dor da perda, o sentimento de amizade, o sorriso de pessoas que em meio ao caos ainda conseguem dedicar momentos ao prazer, ao divertimento e a saborear uma porção de linguiça, ovos e fritas acompanhado de refrigerante enquanto vêem a morte se aproximar lentamente, diante de suas vidas sem sentido, ou com sentido incomum a das demais pessoas que lhe acompanham... 


Um filme de dor, tristeza, sorrisos inocentes e... Amor