Resenha: Paperboy (Pete Dexter)

sábado, 27 de julho de 2013



Título:Paperboy
Autor: Pete Dexter
Edição: 1
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581632186
Ano: 2013
Páginas: 336
Tradutor: Ivar Panazzolo Junior

Sinopse: Hillary Van Wetter foi preso pelo homicídio de um xerife sem escrúpulos e está, agora, aguardando no corredor da morte. Enquanto espera pela sentença final, Van Wetter recebe cartas da atraente Charlotte Bless, que está determinada a libertá-lo para que eles possam se casar. Bless tentará provar a inocência de Wetter conquistando o apoio de dois repórteres investigativos de um jornal de Miami: o ambicioso Yardley Acheman e o ingênuo e obsessivo Ward James.As provas contra Wetter são inconsistentes e os escritores estão confiantes de que, se conseguirem expor Wetter como vítima de uma justiça caipira e racista, sua história será aclamada no mundo jornalístico. No entanto, histórias mal contadas e fatos falsificados levarão Jack James, o irmão mais novo de Ward, a fazer uma investigação por conta própria. Uma investigação que dará conta de um mundo que se sustenta sobre mentiras e segredos torpes.
Best-seller do The New York Times, Paperboy é um romance gótico sobre a vida aparentemente sossegada das cidades do interior. Um thriller tenso até a última linha, que fala de corrupção e violência, mas que, ao mesmo tempo, promove uma lição de ética.


Finalmente consegui sentar para escrever essa resenha de Paperboy do Pete Dexter, apesar de estar de férias minha vida está quase tão corrida quanto nos dias de rotina normal. Enfim, o livro me surpreendeu, mas não de uma maneira positiva.

Jack é um rapaz que mora em uma cidadezinha no sul dos EUA, filho do dono do jornal da cidade, foi expulso da faculdade por atos de vandalismo e volta para casa começando a trabalhar em seguida como motorista de caminhão de entrega de jornais. Com a volta de seu irmão Ward, que é jornalista, e vem para a cidade acompanhado de Yardley Acheman, famoso jornalista e parceiro de Ward no Miami Times, as coisas começam a mudar. E com o aparecimento do Charlotte Bless que quer provar a qualquer custo a inocência do noivo Hilary Van Wetter, famoso criminoso condenado a cadeira elétrica por matar o xerife da cidade a história toma um rumo surpreendente. O único problema é que a frase de promoção do livro está correta e “Não existem homens íntegros.”.

Confesso que o ritmo do livro foi o que mais me incomodou, por ser um thriller eu esperava um ritmo um pouco mais tenso, porém até mais da metade da leitura a história correu de modo parado. Charlotte é uma personagem que até o momento eu não consigo classificar, pois mudou de nuances de mocinha apaixonada a uma total desequilibrada e finalmente a vítima. Jack é apático do começo ao final e apesar de ser o narrador, não dá grande contribuição em si a história, posso compará-lo a uma planta no cenário que vê tudo. A grande surpresa e meus personagens preferidos do livro sem dúvida são Ward e Yardley Acheman! Ward é homossexual, isso fica claro, porém sua relação com Yardley fica nas entrelinhas e isso é genial já que o livro se passa no final da década de 60. Já Yardley Acheman é classificado como sem caráter e ele é mesmo! É o personagem mais manipulador e sem coração e por isso ele é o destaque do livro. Até o final você fica sem saber se ele é apenas um oportunista preguiçoso ou um gênio. Outro ponto que me deixou muito impressionada no livro foi o paradoxo criado pelo autor sobre a família, enquanto os Van Wetter são um clã esquisito e selvagem que tem uma noção protecionista da família, Jack e Ward que são personagens aparentemente “civilizados” vem de um lar desfeito com um pai ausente que não tem o menor amor pelos filhos.

A capa do livro é toda em tons de rosa(?) e traz as fotos dos atores que fizeram o filme: Zac Efron, Nicole Kidman, etc. A diagramação está fantástica, folhas amarelas, fonte do tamanho ideal, margens bem cuidadas. Apesar disso Paperboy não chegou nem perto de ser um dos melhores thrillers que eu li, não ficou nem no top 10.

Para quem ficou curioso aí está o trailer do filme:




6 Comentários:

Vanessa Llona disse...

Thriller não é meu gênero favorito e a capa desse livro já me desanima, é muito estranha e feia, sei que é a capa do filme, mas não instiga a leitura, e a história não me chamou atenção também.
Bjs

Danielle CGA Souza disse...

Oi Priscila, devo confessar que nada neste livro me atraiu, mas vi uma resenha positiva e até pensei em estar enganada. Mas depois de ler sua comparação do rapaz com uma planta, hahahaha, depois de rir até chorar, percebi que eu preciso não ler este livro.
E apesar de achar o rapaz na capa "familiar" nem me dei conta que é o Zac Efron e sabia menos ainda sobre o filme.
Adorei a resenha sincera. =)

aninha disse...

já não tinha vontade de ler depois que vi o filme,agora é que não leio mesmo. o filme é chato,maçante,não tem uma única cena que empolgue e pelo visto o livro é do mesmo jeito. personagens chatos que não me despertou um pingo de empatia. a capa é triste, cadê a capa original? as editoras podiam pensar em quem não gosta dessas capas com os posters dos filmes. não que todas sejam ruins,mas essa é broxante.bom,com certeza, esse livro eu passo. bj!

Pamela Liu disse...

Não tenho muita vontade de ler esse livro, a sinopse não me atraiu e não sou muito fã de thrillers. A leitura parece ser bem monótona. Não é a melhor capa, mas também não é tão feia assim.

cristiane disse...

Eu estava com muita vontade de ler esse livro, mas a cada resenha que leio fico mais desanimada :( Mas ainda quero ler, quem saiba não tenho uma impressão diferente.

Francine Porfirio disse...

Por incrível que pareça, Paperboy é um livro que não estava em minha lista de desejados. Eu não me interessei, mas as resenhas que li diziam ser um livro que vale a pena conhecer. Essa é a primeira resenha que leio sobre este livro com menos de 4 estrelas. E, ironicamente, é a resenha que me fez querer conhecer a obra! (kkkk)

Menina, essa sua crítica:

"Yardley Acheman é classificado como sem caráter e ele é mesmo! É o personagem mais manipulador e sem coração e por isso ele é o destaque do livro. Até o final você fica sem saber se ele é apenas um oportunista preguiçoso ou um gênio."



Me fez desejar conhecer o personagem. Adoro personagens assim. Ouvi dizer que a única falha de Paperboy é denominar-se thriller quando na verdade é um drama (?). E essa capa com tons de rosa é horrível em minha opinião, kkkk.


Lerei o livro.

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