Resenha: A Casa (Danielle Steel)

segunda-feira, 19 de agosto de 2013



Título: A Casa
Autor: Danielle Steel
Edição: 1
Editora: Record
ISBN: 9788501096364
Ano: 2013
Páginas: 336

Sinopse: A advogada Sarah Parker tem uma vida profissional bem-sucedida e muito intensa, porém no campo pessoal vive sem grandes emoções. Sua rotina se resume ao trabalho e aos encontros de final de semana com o namorado Phil. No entanto, após receber uma inesperada herança de um cliente cujo testamento ajudou a preparar, tudo pode mudar. A mansão onde ele morava atrai de forma incompreensível e, nela, Sarah vislumbra algo maravilhoso. Danielle Steel captura com brilhantismo a corajosa escolha de uma mulher ao se entregar a um sonho e a tudo que pode receber em troca.
      
A Casa é um romance da Danielle Steel e foi publicado recentemente pela Editora Record. Quando chegaram as opções de parceria esse foi um livro que me chamou atenção de primeira por ser um livro de uma autora que eu gosto bastante, o que eu não esperava era que esse livro fosse me tocar tanto.



Sarah é uma advogada viciada em trabalho e que tem um namorado egocêntrico e egoísta que só a vê durante os finais de semana. Sua infância foi conturbada, cresceu num lar com um pai alcoólatra  e uma mãe que fazia de tudo para sustentar a família e suprir a ausência do pai, isso deixou marcas em Sarah que a levaram a ser uma mulher cheia de cicatrizes emocionais. Após a morte de um de seus clientes que era quase um pai para ela, a advogada descobre que a casa onde ele morava foi construída pelo seu bisavô como presente para sua bisavó Lili que abandonou o marido e os dois filhos durante a depressão de 29 para casar-se com um marquês francês. Sarah então decide comprar a enorme mansão e restaurá-la, contando com a ajuda do arquiteto Jeff Parker que leva uma vida amorosa tão conturbada quanto à dela. O que a própria moça não esperava era que essa reforma não se limitaria apenas a casa.   
        
Sarah é uma personagem cheia de medos e que se limita a aceitar tudo que lhe é dado pelo namorado, Phill, pois tem medo da solidão. Phill a despreza durante toda a semana e durante os fins de semana puxa a corda para manipulá-la a seu prazer. Depois de tomar a decisão de comprar e reformar a casa, começa uma reforma na vida de Sarah também, me parece que a cada martelada, a cada pincelada que a casa leva a mulher também se reforma um pouco. A transformação na vida dela ocorre quando finalmente descobre que merece mais do que um arranjo de fim de semana e que ficar sozinha não é assim tão assustador. A cada olha passada Sarah descobre que é igualmente bom dividir a vida com outra pessoa, que merece ser feliz e que não deve se contentar com pouco ou perder tempo entrando em relacionamentos com caras não disponíveis emocionalmente. A relação dela com Phill não tem um final nada bonito, o cara é um canalha e a verdade é que está cheio de Phills no mundo real, assim como está cheio de Jeffs, que são caras extremamente legais que estão casados ou namorando com megeras. Mas a lição que mais mexeu comigo e que na verdade é mais ou menos o que eu quero deixar para vocês é: para dividir é necessário que você esteja completo. Então antes de dividir a sua vida com alguém, sinta-se completo, ame-se, sinta-se confortável com vocês mesmo.

"Ela pertencera a cada um deles, fora deles, e, no final, fora dela mesma. Era como um lindo pássaro, que podia ser amado e admirado mas nunca engaiolado." (pág.254) 
A capa do livro é linda, toda em tons de roxo com o desenho de uma chave, o que nos remete a entrada ou saída. Já a diagramação está simples, não tendo detalhes ou desenhos, a fonte está em bom tamanho e apesar das folhas serem brancas eu não senti muita diferença.  Esse é um daqueles livros que deixam que você descubra um pouco mais sobre você mesmo, eu com certeza não sou a mesma Priscila que achava que era antes de lê-lo.