Resenha: A Livraria 24 horas do Mr. Penumbra (Robin Sloan)

quarta-feira, 25 de setembro de 2013


A Livraria 24 horas do Mr. Penumbra
Edição: 1
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581630236
Ano: 2013
Páginas: 288
Tradutor: Edmundo Barreiros 
Sinopse: A recessão econômica obriga Clay Jannon, um web-designer desempregado, a aceitar trabalho em uma livraria 24 horas. A livraria do Mr. Penumbra — um homenzinho estranho com cara de gnomo. Tão singular quanto seu proprietário é a livraria onde só um pequeno grupo de clientes aparece. E sempre que aparece é para se enfurnar, junto do proprietário, nos cantos mais obscuros da loja, e apreciar um misterioso conjunto de livros a que Clay Jannon foi proibido de ler. Mas Jannon é curioso…


A princípio, ao ver o título do livro e a sinopse, me empolguei. Imaginava que seria O livro - sou apaixonada por uma boa livraria e bons livros. Como estava errada.


Clay Jannon, protagonista da trama, nos conta seu cotidiano antes e depois de ser empregado na Livraria 24 horas do Mr. Penumbra, um lugar frequentado por um grupo "peculiar" de clientes, que não alugam livros comuns ou bestsellers, apenas grossos e empoeirados volumes escritos em algum tipo de língua indecifrável. Em uma tentativa de livrar-se do tédio, tão comum quando se tem pouco movimento na loja, Clay resolve montar a Livraria em seu Macbook e catalogar os livros. Qual não é a sua surpresa quando ele percebe que os clientes alugam os livros seguindo uma ordem, atravessando a livraria em diferentes caminhos, formando uma espécie de "padrão". Ele acaba conhecendo Kat, uma programadora do Google, e ela o ajuda a decodificar um dos livros que Penumbra proibiu Clay de ler. E é aí que a história começa.

Apesar da premissa mediana - um cara desempregado acha emprego em uma livraria "não convencional" -, o livro tem bons momentos. Se você é um webdesigner, ou simplesmente alguém que entende de códigos corriqueiros da internet, vai gostar de pelo menos parte do livro, graças às quase incessantes referências a criptografia, sites, Google, e etc (o autor, Robin Sloan, antes de escrever, era envolvido com mídias sociais). Há também o  elemento do mistério: descobrimos lentamente (BEM lentamente) a explicação dos hábitos dos clientes e o que aparentemente é a razão para tudo isso - uma sociedade chamada "Festina Lente". O romance de Clay e Kat não é nem de longe "romântico" (perdão pelo pleonasmo). Acho que a definição melhor seria a de uma parceria.

O  livro é cheio de reflexões sobre como o reino da livrarias está menor do que antes graças às novas tecnologias, que permitem que baixemos livros a qualquer momento, até mesmo de graça.

Recomendo a leitura para os amantes de códigos, mistérios e, claro, livros. Boa leitura!


8 Comentários:

Cris Aragão disse...

Eu ainda tenho tanta vontade de ler esse livro apesar de já ter lido outra resenha negativa sobre ele; em parte o meu facínio é por causa do título bizarro, esse tipo de detalhe sempre me atrai.

Jéssica Antunes disse...

Achei a capa e o kit da novo conceito muito legal e interessantíssimo, quero ler ainda, e fiquei mais curiosa depois da resenha ;)

Mah Barbosa disse...

Nossa! Fiquei decepcionada lendo sua resenha Luiza, pois é exatamente o que ainda penso desse livro. Tanto o título quanto a capa e sinopse chamaram muito minha atenção, mas agora fiquei triste e confesso que minha empolgação diminuiu um pouco.
Mesmo assim gostei da resenha, e irei ler esse livro, mas sem tantas expectativas quanto estava.

Nardonio Alves disse...

Eu também desde que li o título desse livro, me interessei instantaneamente. A premissa é bem legal, e esse debate livros físicos x livros digitais, podem garantir belas reflexões. Uma pena que o desenrolar da narrativa não tenha sido em um ritmo mais acelerado.

@_Dom_Dom

Rossana Moraes disse...

Eu tenho esse livro em minha estante para ler, só não o li ainda porque tenho outros na frente. Ei estou curiosa com esse livro mais porque eu gosto de códigos. Acho que vou gostar de lê-lo.

aninha disse...

logo quando vi o lançamento desse livro, não fiquei tão ansiosa por ele
como pensei que ficaria. achei a sinopse fraquinha, não me despertou
empatia. a capa é legal e condiz com o que livro propõe mas vou
deixar pra conhecer o Mr. Penumbra depois. rs

Ro Angarten disse...

Esse livro despertou meu interesse desde que vi o título. Quando li a sinopse e vi a capa fiquei com mais vontade de ler. Putz, eu queria o emprego do Clay, kkkkk Esse está na minha lista de aquisições, estou doida para lê-lo.

ana paula santos moreira santo disse...

A capa esta linda, a história não sei, mas vale a pena ler para indicar para minha galera.

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