Resenha: Cadê você, Bernadette? (Maria Semple)

terça-feira, 29 de outubro de 2013


Título: Cadê você, Bernadette?
Autor: Maria Semple
Edição: 1
Editora: Companhia das Letras
ISBN: 9788535922936
Ano: 2013
Páginas: 376
Tradutor: André Czarnobai

Sinopse:Bernadette Fox é notável. Aos olhos de seu marido, guru tecnológico da Microsoft e rock star do mundo nerd, ela se torna mais maníaca a cada dia; para as demais mães da Galer Street, escola liberal frequentada pela elite de Seattle, ela só causa desgosto; os especialistas em design ainda a consideram uma gênia da arquitetura sustentável, e Bee, sua filha de quinze anos, acha que tem a melhor mãe do mundo. Até que Bernadette desaparece do mapa. Tudo começa quando Bee mostra seu boletim (impecável) e reivindica a prometida recompensa: uma viagem de família à Antártida. Mas Bernadette tem tal ojeriza a Seattle - e às pessoas em geral - que evita ao máximo sair de casa, e contratou uma assistente virtual na Índia para realizar suas tarefas mais básicas. Uma viagem ao extremo sul do planeta é uma perspectiva um tanto problemática. Para encontrar sua mãe, Bee compila e-mails, documentos oficiais e correspondências secretas, buscando entender quem é essa mulher que ela acreditava conhecer tão bem e o motivo de seu desaparecimento. Maria Semple revela, em seu segundo romance, a influência de grandes escritores contemporâneos como Jonathan Franzen e Jeffrey Eugenides, ao mesmo tempo que se afirma como uma voz original, marcada pelo melhor humor das séries de TV norte-americanas. Sem sentimentalismos, mas com muita empatia, Cadê você, Bernadette? trata do amor incondicional de uma filha por sua mãe imperfeita.


            Um dos lançamentos da editora Companhia das Letras é o livro de Maria Semple, intitulado Cadê você, Bernadette?   Eu solicitei por conta da opinião de uma amiga e não me arrependo, pois realmente esse livro me surpreendeu.


            Bernadette Fox é acima de tudo uma mãe, ela tem seus problemas, claro, odeia a cidade onde mora, despreza as mães da escola onde a filha estuda e tem uma assistente indiana com quem só se comunica pela internet. Casada com um gênio da Microsoft, Bernadette largou sua promissora carreira como arquiteta, após um incidente com uma de suas casas. Anos depois toda essa energia criativa a está deixando maluca e quando ela some de repente depois do marido começar a ter um caso com a secretária e tentar interna-la em um manicômio, cabe a Bee sua filha não desistir de encontra-la mesmo que tudo indique que Bernadette Fox está morta.

            Esse livro foi uma grata surpresa, por dois motivos: 1) eu não esperava que a história fosse me arrancar boas risadas e 2) eu não tinha ideia que iria me emocionar tanto com um livro que tinha tudo para ser uma comédia. Bernadette é uma mãe dedicada, que luta todos os dias para fazer o melhor por sua filha, ela abdicou de tudo para cuidar de Bee que nasceu com uma doença no coração e logo que nasceu teve que ser submetida a algumas cirurgias. E Bee é igualmente dedicada a mãe, elas praticamente passam o dia sozinhas, já que Elgie, pai de Bee e marido de Bernadette, passa a maioria de seus dias na Microsoft. Quando Bernadette some, nós podemos ler sua história através de uma série de documentos, e-mails, bilhetes, trocados entre ela, amigos, sua assistente na índia, sua vizinha. Além dele nós temos e-mails da amante de Elgie, e a vizinha de Bernadette, de Elgie e sua amante e vários outros relatos reunidos por Bee para tentar achar a mãe. Foi exatamente isso que me deixou emocionada, essa ligação que existe entre mãe e filha, essa ligação que eu tenho com minha mãe, que ela tinha com minha avó e que a maioria de nós temos com nossas progenitoras. Mesmo depois que todos desistiram de achar Bernadette, Bee não conseguiu, ela chorou, acusou, odiou o pai por fazer a mãe sofrer, por ser tão omisso, e nunca jamais cogitou a possibilidade da mãe ter morrido, pois segundo ela, a mãe nunca a deixaria sozinha e essa é uma convicção tão forte e tão linda que me arrancou lágrimas.

            A capa do livro é tão lindinha né? Toda em tons de azul e amarelo, e a moça do desenho da capa é a Bernadette e não a filha. A diagramação dessa editora nunca deixa a desejar e dessa vez não seria diferente, letra no tamanho ideal, margens bem cuidadas, folhas amarelas, tudo para deixar o leitor confortável durante essa viagem. Fica aí a dica, leiam com suas mães ou suas filhas, é um bom livro para se ler em família.

8 Comentários:

Ana Deborah disse...

Gostei! Bem interessante a história :)

Gabriela Costa disse...

Parece ser um livro tão legal. Adoro essa capa, a sinopse sempre me chamou a atenção e sua resenha fechou o pacote: preciso comprar logo! haha

Nardonio Alves disse...

Gostei desse livro. Me parece que a trama é muito bem equilibrada. Tem seus momentos divertidos e seus momentos mais dramáticos. E o melhor, tudo no momento certo. Em relação a capa, também achei bem legal. A editora mandou bem nesse quesito.
Espero ter a oportunidade de ler em breve.

@_Dom_Dom

aninha disse...

jurava que esse livro era um chic lit. nunca pensei que esse livro fosse assim tão forte. é muita coisa com Bernadette, e realmente a relação de mãe e filha tocante, cheia de confiança. me pareceu um livro certeiro, com as doses certas de humor, drama, até um suspense. a capa é um charme, tenho certeza que vou adorar lê-lo =)

Mariana Diaz disse...

A historia parece ser interessante e tem tudo para funcionar bem e ser engraçada.
O formato de apresentar a historia por meio de cartas, e-mails e talz é meio novo pra mim (não sei se iria estranhar), mas não custa nada tentar.
Se alguma amiga tiver acho q pediria emprestado sim. ;)

Rossana Moraes disse...

Esse é um daqueles livros que estou com vontade l de ler já faz um bom tempo! Eu fiquei bastante entusiasmada pela história que tem no livro, mas acho que por ela eu não gostei da capa ser em desenho já que gosto de imaginar personagens reais.

Inês Gabriela A. disse...

Esse livro me dá uma vontade intensa de realizar a leitura. Primeiro porque a capa é linda, segundo porque de clichê a história não tem nada e terceiro por causa da sua resenha. Um livro que te fez favoritar e arrancou lágrimas não podia me deixar indiferente, quero muiiitíssimo ler!

karolyne kazakeviche disse...

Capa linda demais mesmo =)
Parece ser uma leitura bem suave, leve. Gostei da sinopse e a proposta do livro, e ao ver sua resenha, realmente vale a pena conferir esta obra e quem sabe entra nos meus favoritos também =)

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