Resenha: Primeiro Amor (James Patterson e Emily Raymond)

sábado, 21 de junho de 2014



Título: Primeiro Amor
Autor:James Patterson e Emily Raymond
Edição: 1
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581633909
Ano: 2014
Páginas: 240
Tradutor: Elaine Cristina Albino de Oliveira

Sinopse: Axi Moore é uma garota certinha, estudiosa, bem comportada e boa filha. Mas o que ela mais quer é fugir de tudo isso e deixar para trás as lembranças tristes de um lar despedaçado. A única pessoa em quem ela pode confiar é seu melhor amigo, Robinson. Ele é também o grande amor de sua vida, só que ainda não sabe disso. Quando Axi convida Robinson para fazer uma viagem pelo país, está quebrando as regras pela primeira vez. Uma jornada que parecia prometer apenas diversão e cumplicidade aos poucos transforma a vida dos dois jovens para sempre. De aventureiros, eles se tornam fugitivos. De amigos, se tornam namorados. Cada um deles, em silêncio, sabe que sua primeira viagem pode ser também a última, e Axi precisa aceitar que de certas coisas, como do destino, não há como fugir. Comovente e baseado na própria vida do autor, este livro mostra que, por mais puro e inocente que seja, o primeiro amor pode mudar o resto de nossas vidas.



Primeiro Amor foi escrito pelo James Patterson e pela Emily Raymond e publicado aqui no Brasil pela editora Novo Conceito. Antes de tudo quero dizer: NÃO ME ODEIEM! Fui boazinha e dei até duas estrelas para esse livro, e olha ele só levou duas estrelas por causa do meu esforço em valorizar a metade do livro que presta.


Axi é a típica garota certinha que vive no interior dos Estados Unidos, tira boas notas, lê muito, nunca faz nada fora do comum e principalmente, parece ter um futuro promissor. O mesmo não pode se dizer de seu melhor amigo Robinson que é o típico bad boy com papo fácil e sorriso amigável, ele largou a escola e vive a vida como se cada dia fosse o último. Axi resolve então recriar a história de um dos seus livros preferidos On The Road de Jack Kerouac, no qual o protagonista viaja de carona pelos Estados Unidos com seu melhor amigo e assim ela convida Robinson para viver essa aventura, eles partem da cidade natal dela em busca de aventura na estrada. Porém nem sempre as coisas saem como nós queremos.

Quando eu iniciei esse livro eu pensei “Cara, esse vai virar um dos meus queridinhos! Olha a referência que ela usou? Jack Kerouac! Meu Deus, On The Road!” Para quem não sabe On The Road é o meu clássico americano favorito. Até aí tudo bem, iniciamos a jornada, personagens legais, eles são apaixonados, mas não querem se declarar com medo de perder a amizade, eles são super fofos juntos, mas mesmo assim cheio de inseguranças típicas da idade. Até aí vai tudo maravilhoso, um daqueles livros que te fazem suspirar, fofo, sensível, uma história sobre liberdade, sobre amigos que se tornam mais do que isso, sobre escolhas, sobre ser pessoas melhores! Tudo lindo! E se o livro tivesse acabado por aí ele estaria aqui com cinco estrelas e todos os corações que eu pudesse colocar, até por que quem não ama uma boa história de amor? Daí chega o meio do livro e tudo muda, juro que eu pensei “Valha, corre, acho que peguei o livro errado pra ler!” e olhei a capa, mas não era isso mesmo no meio do livro e do nada, sem nenhum indício que nos levasse a crer nisso, ficamos sabendo que eles tiveram câncer! Alguma semelhança com alguma outra história? Não? Ok, prossigamos! Até aí você pensa “Ah tudo bem, eles se conheceram no hospital e agora sobreviveram a isso e olha que lindo eles se apaixonaram!” Gente, eu faço tudo para não soltar spoiler nas minhas resenhas, mas dessa vez é necessário para que vocês entendam meu ponto de vista: um deles descobre que o câncer voltou!

Agora vamos analisar a trama, dois jovens de dezesseis anos viajando pelo país apaixonados, amigos, que tem medo de dizer que se amam, e aí do nada eles agora são sobreviventes do câncer e um deles tem uma recaída! Se as histórias no meio da trama se conectassem ainda sustento a teoria de que sim, eu teria amado o livro, mas não foi isso que aconteceu. Parecem duas histórias diferentes, dois personagens diferentes e no final tudo foi por nada! Um deles morre (mais spoiler, desculpem) e o outro volta para casa e para a mesma vida de antes. Moral da história: Não se apaixone, pois seu(sua) melhor amigo (a) pode ter câncer e morrer e no final você vai ficar chorando na varanda! Me esforcei, não rolou.

 A capa até que é legal, é fofa, faz você pensar “oh que lindo, eles vão ser felizes para sempre” Ledo engano! A diagramação tem muitos corações e o pacote completo para uma leitura que poderia ter sido agradável. Enfim, desculpem os fãs do autor, mas não foi dessa vez que James Patterson me conquistou.