[ESPECIAL] 30 de Setembro: Dia do Tradutor

terça-feira, 30 de setembro de 2014



Olá leitores!

Pouca gente sabe mas hoje é o dia do tradutor. Esse profissional tão especial que está presente em nossas vidas o tempo todo, uma vez que somos leitores compulsivos, e não lemos apenas livros nacionais. Se não fosse o tradutor as pessoas que não falam/não leem em outro idioma jamais poderiam apreciar tantas obras que estão por aí. Ser tradutor é uma profissão linda e super importante, mas infelizmente ainda não tão valorizada como merece. 

Para comemorar este dia, nós do Feed your Head, resolvemos homenagear esses profissionais tão especiais. Realizamos uma entrevista com dois tradutores profissionais, que atualmente realizam algumas das traduções da Editora Novo Conceito, que traduziram obras como: Se eu ficar (Gayle Forman), Desafio (C.J. Redwine), Simplesmente acontece e O Presente (Cecelia Ahern) e muitas outras.


Convidamos os tradutores Amanda Moura e Ivar Júnior para uma entrevista. Vamos conhecer um pouco mais sobre esse trabalho tão legal?! Fiz algumas perguntas a eles e agora vamos conhecer suas respostas!

Amanda Moura:
Tradutora literária, preparadora e revisora de originais (português e inglês). Estudante de Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem, com interesse em especial pela Análise do Discurso. Praticante de ioga, apaixonada por bicicleta e viciada em sorvete. 






Ivar Junior:
Tradutor desde 2007, com experiência nas áreas literária e técnica, e também como intérprete. Além disso, fui o responsável por traduzir best-sellers que fizeram sucesso no mercado nacional, presentes nas listas de livros mais vendidos das revistas Veja, Época e no site Publishnews.







1- Qual a sua formação acadêmica? Em que momento você decidiu tornar-se um(a) tradutor(a)? Vale a pena obter certificação como tradutor? 

Amanda Moura: Sou formada em Letras – Tradutor e Intérprete (Português/Inglês). É curioso porque quando optei pela graduação, não imaginava que poderia me tornar tradutora literária um dia, embora sempre tenha considerado o trabalho com literatura um universo fascinante. Trabalhei em áreas diversas antes de começar a traduzir, mas, certo dia, um ex-aluno que trabalhava em editora me perguntou se eu gostaria de traduzir e eu respondi sem titubear: Claro! De lá para cá, não parei mais. Amo o que faço. Costumo dizer que me sinto privilegiada por fazer o que eu amo e ainda ser remunerada por isso! (rs). Sobre a certificação, acho muito importante, sim, mas desde que seja algo que de fato acrescente e que tenha qualidade. Eu tive a sorte de estudar numa ótima universidade, a Unibero, e contei com professores muito qualificados como Jiro Takahashi, Alzira Allegro, Ana Elvira Gebara, entre outros, e com conhecimento de mercado. Isso agregou muito, sem dúvida.

Ivar Júnior: Bom, eu sempre gostei de leitura, desde que era criança — o tipo do garoto que preferia ficar entretido com um livro ou revista em quadrinhos em vez de sair para jogar bola com a molecada da rua. Mais tarde, estudei e me formei em Propaganda e Marketing, com especialização em design gráfico e branding. Entretanto, por morar no interior do estado de SP e longe dos grandes centros, sempre achei difícil encontrar uma colocação profissional nessa área. Trabalhei como professor de inglês em algumas escolas durante 10 anos, e posso dizer que muito do que aprendi sobre a parte técnica da língua veio desse período, em especial quando eu trabalhava como professor de cursos preparatórios. Quem é professor sabe que esse é um trabalho bem desgastante, e eu me vi em um ponto em que estava me sentindo estagnado profissionalmente. Recebi o convite de uma colega que tinha uma empresa especializada em traduções na área de saúde e resolvi arriscar. E algum tempo depois, por intermédio de uma outra amiga, passei para a área literária. Comecei como revisor e depois de uns cinco trabalhos nessa função, fiz a minha primeira tradução. Embora eu não seja formado em Letras (e admire quem é, pois levei dez anos para aprender “na unha” o que o pessoal das Letras aprende em três) e o meu trabalho esteja voltado para a literatura comercial e de entretenimento, eu procuro encarar os livros que traduzo como produtos, e daí vem a influência dos anos estudando Marketing. O livro tem que ser agradável para o consumidor e adequado ao público-alvo.
Sobre certificações: Qualquer certificação vai dar credibilidade e respaldo ao trabalho de um tradutor, especialmente em mercados bem específicos ou onde isso é uma necessidade (caso dos tradutores juramentados, por exemplo). Entretanto, é preciso levar em conta a necessidade do cliente, pois nem todo texto exige que o profissional seja certificado. 

2- Qual o primeiro livro que você traduziu? Qual foi a sensação de tocar pela primeira vez um livro que você traduziu? 

Amanda Moura: Foi Budismo na mesa do bar da editora Universo dos Livros. O primeiro contato com o livro impresso foi incrível. E esse contato sempre é. Muitas vezes, no dia a dia mesmo, entre uma consulta a um dicionário, uma pesquisa, ou algo assim, você para, vai à estante, pega o livro, abre e lê uma página qualquer. Então, para e reflete: fui como uma ponte entre o autor e o leitor. É gratificante.

Ivar Júnior: O primeiro que eu traduzi foi Supersentido, de Bruce M. Hood, que foi publicado em 2009. Claro, a sensação de botar minhas mãos “cheias de dedos” no meu primeiro trabalho que ganhou forma física foi de realização, tanto pessoal quanto profissional. E foi quando finalmente caiu a minha ficha: eu havia definitivamente trocado de carreira.

3- Qual a principal dificuldade enfrentada na hora de traduzir um livro? 

Amanda Moura: Trazer algumas “situações” culturais do original para o contexto do leitor brasileiro. Às vezes, é difícil encontrar um termo que remeta o leitor ao contexto do original. Além disso, há a preocupação de fazer com que as pessoas tenham o contato com a outra cultura, então, me vejo, quase sempre, como um equilibrista caminhando numa corda. O segredo é encontrar o equilíbrio entre as duas pontas (autor e leitor), para não cair.

Ivar Júnior: Eu diria que é se ater ao cronograma e aos prazos estabelecidos, pois qualquer atraso na entrega da tradução compromete toda a cadeia produtiva do livro — é preciso reprogramar os prazos da preparação, revisão, diagramação, etc. Além disso, quando um livro utiliza muitas palavras de um vocabulário específico ou que não existem em português (exemplo: termos náuticos, partes e peças de navios como em Vida e Morte de Charlie St. Cloud e O Presente, ou nomes de plantas específicas de climas frios, como as várias espécies de coníferas), o tradutor precisa estudar o assunto e procurar formas de aproximar o texto do público alvo, mas sempre tomando certos cuidados. Costumo dizer que é preciso adaptar a obra, mas não se pode adulterar a obra.

4- Qual a sua tradução que mais recebeu elogios? E qual a que você mais gostou de fazer?

Ivar Júnior: Considero que as minhas traduções mais elogiadas pelo público são aquelas que chegaram às listas dos livros mais vendidos de publicações como Veja, Época e também o site Publishnews. Algumas das obras que chegaram a figurar nessas listas foram Um Amor Para Recordar, A Escolha, Um Porto Seguro, Para Sempre, entre outros. Na parte técnica, as minhas traduções que receberam mais elogios da equipe editorial foram Um Conto do Destino, O Menino dos Fantoches de Varsóvia e Um Mundo Brilhante. E, até o momento, o livro que mais gostei de fazer foi o Ruínas do Tempo, que tem uma narrativa não-linear muito parecida com a dinâmica do filme Pulp Fiction (embora sem tanto sangue e tiros) :)


5- Você acredita que, para ser um bom tradutor, é necessário morar no exterior? 

Amanda Moura: Não. O bom tradutor tem, entre outras coisas, excelente conhecimento da língua de chegada. É claro que a vivência no exterior agrega muito para a experiência dele como um todo, mas não é algo mandatório.

Ivar Júnior: Não necessariamente. Ajuda, mas não é essencial. O importante é conhecer bem as línguas com as quais se vai trabalhar, em particular a língua-alvo. 

6- Ivar, vi em seu site que você faz traduções literárias apenas do Inglês para o Português. Já pensou em fazer o inverso? Traduzir livros nacionais para o Inglês? Algum autor já te propôs isso?


Ivar Júnior: Minha experiência em fazer traduções para o inglês (na verdade, versões) veio do tempo que trabalhei com textos da área acadêmica. Em 2013 eu verti o livro de uma ex-colega de trabalho para o inglês, mas também era na área acadêmica. A proposta de fazer isso com literatura comercial é interessante e seria uma experiência nova, mas eu creio que seria necessário começar com um projeto menos ambicioso, talvez. E seria preciso ter uma preparação e revisão bem cuidadosas, de modo que o texto não dê a impressão óbvia de que foi traduzido.

7- Existem algumas expressões que traduzidas perdem todo o sentido original, existe alguma técnica que vocês utilizam pra poder substituí-las para que chegue o mais próximo possível do original? Ironias e ditados, por exemplo, alguns não existem equivalentes no português, então como resolve esse impasse?

Amanda Moura: O tradutor sempre se empenha em aproximar a tradução o máximo possível do sentido do original. A técnica é pesquisar e pensar (muito, às vezes! rs). Aliás, o trabalho do tradutor consiste em pesquisa na maior parte do tempo. Não sei se podemos falar em equivalência de tradução.  Traduzir está além de transpor o texto de uma língua para a outra, e mais do que traduzir palavras e expressões, me preocupo em entender o efeito de sentido que o autor quer transmitir para o leitor.

Ivar Júnior: Primeiro é necessário ver se existe algo equivalente em português. Caso não haja (coisa que acontece com frequência na legendagem de filmes de comédia, e também em alguns livros), procuro tentar manter o contexto, mesmo que alguma coisa acabe se perdendo. É preciso ver também o quanto aquela expressão ou ditado é relevante para o texto; algumas passagens podem ser adaptadas ou até mesmo suprimidas com certa facilidade. Caso contrário, o trabalho do tradutor para encontrar algo equivalente é redobrado.  

8- O lado bom de trabalhar em casa é que você faz o seu horário, certo? Como você gerencia seu horário de trabalho? Qual a sua produtividade diária? 

Amanda Moura: Numa cidade como São Paulo (onde resido), trabalhar em casa é, sem dúvida, um privilégio. Já tive de atravessar a cidade inteira quando trabalhei em outras áreas e por aqui, como em muitas cidades, isso não é uma tarefa nada fácil. Hoje eu faço meus horários, mas não é nada simples transformar “o lar” também em “escritório”, especialmente no começo. Leva um tempo para você se adaptar, mas logo se organiza e faz os seus horários como se estivesse num escritório externo. 

Ivar Júnior: Fazer o próprio horário é algo que parece muito legal à primeira vista para quem vê de fora, mas é necessário bastante disciplina para cumprir com os horários que o profissional estabelece. No meu caso, eu estabeleço uma quantidade diária de páginas a traduzir — que pode variar de 13 a 20, dependendo do original. Deixo tudo registrado em uma planilha do Excel que serve também como uma espécie de agenda. Por exemplo, se tenho uma consulta médica ou algum outro compromisso, eu diminuo proporcionalmente a cota de páginas a ser traduzida naquele dia, e acrescento uma anotação com o compromisso na planilha. E procuro sempre trabalhar com uma previsão que comporta alguns dias “sem trabalho”, para o caso de algum imprevisto ou emergência. 

9- Para quem não sabe, existem alguns programas que muitos dos tradutores profissionais utilizam para ajudar em suas traduções, são as chamadas ferramentas CAT (computer-aided translation tools). Quanto às ferramentas CAT, você as utiliza? Qual a melhor? 

Ivar Júnior:Atualmente não utilizo as ferramentas CAT, embora tenha tido algum contato com o Trados Studio durante um período curto em que prestei serviços para uma empresa de tradução e localização de jogos eletrônicos. Aprender a trabalhar com CATs é algo que está na minha lista de estudos; pelo que andei conversando com alguns colegas, aparentemente o MemoQ seria uma opção funcional e economicamente viável. Mas, enquanto isso não acontece, as traduções são feitas “na raça” mesmo, usando o meu fiel Word 2007. 

10- Sobre o texto original, ou texto-fonte. Como avaliar o texto-fonte para fazer um orçamento? Há um tipo de texto que você cobra mais caro pela dificuldade? Ou você não avalia a dificuldade do texto?

Ivar Júnior:O orçamento de um texto comum geralmente é elaborado de acordo com um valor-base por lauda. No caso de ficção, por exemplo, não costuma haver muita variação em termos de conteúdo (embora às vezes haja a taxa de urgência). Textos com um orçamento diferenciado são aqueles com conteúdo muito específico ou que demandam bastante pesquisa — por exemplo, um texto sobre robótica ou física quântica, no meu caso. Pode acontecer também de eu me julgar inapto para trabalhar com um determinado texto; quando isso acontece, explico para o cliente que não tenho condições de aceitar o projeto e, se eu conhecer alguém que tenha competência suficiente, passo o contato desse outro tradutor. 

11- Imagine a seguinte situação: você pega para ler um livro que você traduziu e notou que alguma coisa foi mudada. Na verdade são erros de revisão, mas que dão a entender que o erro foi seu. Como você reagiria se isso acontecesse? Você acredita que uma má revisão compromete a tradução? Trocando em miúdos, queima seu filme?

Amanda Moura: Até hoje, não li um livro sequer que não contenha pelo menos um erro (seja ortográfico, gramatical etc.). Todos os livros são revisados inúmeras vezes antes de irem para as prateleiras das livrarias, mas, mesmo assim, um erro aqui e acolá sempre passa. A verdade é que um erro, num livro, nunca é de uma pessoa só e não acho que isso “queima o filme”, desde que o profissional perceba o erro que cometeu e fique mais atento para tentar evitá-lo. Maus profissionais (seja tradutor, preparador, revisor) sempre podem comprometer a qualidade de um trabalho, mas isso não ocorre apenas na área editorial, e sim, em qualquer área. Creio que o importante é não deixar de se aperfeiçoar nunca, se aprimorar sempre e aprender com os próprios erros.

12- Ivar, você também é intérprete, certo?  Você já passou por alguma situação constrangedora durante um trabalho como intérprete? Por exemplo, a pessoa falou alguma coisa desagradável que você teve que traduzir?   

Ivar Júnior: Nesses últimos anos tenho focado mais na área de tradução, então os trabalhos como intérprete deram uma rareada. Felizmente (ou infelizmente?) ainda não apareceu nenhuma situação constrangedora com a qual eu tivesse que lidar.

13- Você acha que o profissional de tradução é valorizado aqui no Brasil? Que dica você dá para quem está querendo se tornar um tradutor profissional? Por onde e, como começar?

Amanda Moura: Trabalho com tradução literária e vejo que a demanda é cada vez maior. Somos valorizados, sim, talvez ainda não da maneira como deveríamos, mas já percorremos uma boa parte do percurso. Para quem quer entrar na área, é muito importante que tenha bons conhecimentos tanto da língua fonte como da língua de chegada (especialmente desta última, como mencionei), que esteja antenado com a tendência do mercado e que participe sempre de encontros, palestras, bate-papos com pessoas da área. Não existe uma rota muito clara do caminho, cada um traça o seu de um modo, mas posso recomendar algo pela minha própria experiência: Se você quer, busque. Ligue, mande e-mail, conheça os livros da editora para a qual você quer trabalhar, se qualifique, se familiarize com as ferramentas da área, busque livros sobre o assunto, leia os fóruns, participe de encontros relacionados à área e não desista. Você é o único responsável por essa busca. Tente uma, duas, três vezes, sem bancar o inconveniente, mas não pare.

Ivar Júnior: Eu acho que o tradutor é uma figura ainda relativamente desconhecida do público em geral. Muitas pessoas com quem eu converso ficam abismadas/admiradas quando eu respondo qual é a minha profissão, como se fosse algo que está muito distante do cotidiano ou das profissões mais comuns. A questão da valorização profissional pelo cliente, entretanto, já é diferente; há muitos clientes idôneos que respeitam o trabalho do tradutor e pagam um valor justo por ele; entretanto, há outros clientes (e acho que todo tradutor já teve que enfrentar isso pelo menos uma vez na carreira) que oferecem uma remuneração muito baixa por lauda, ou mesmo aqueles que encomendam um trabalho e não pagam depois. Por sorte, a maioria dos meus clientes (particularmente as editoras para as quais trabalho ou já trabalhei) se encontra no primeiro grupo. Para quem está querendo se tornar um tradutor: o primeiro passo é ter um bom domínio sobre a língua-alvo. Acho interessante trabalhar também em outras funções relacionadas ao texto, como a revisão, ou com a tradução de textos mais curtos (postagens de blog, pequenos contos, etc) e ir aumentando o nível de complexidade aos poucos. E ter sempre as ferramentas de apoio à mão, sejam dicionários, guias de referência, as ferramentas CAT que já mencionamos e uma conexão estável com a internet para acessar os sites — em especial, no caso daqueles termos mais cabeludos ou gírias muito específicas, acessar alguns fóruns de tradutores pode ser uma mão na roda para desatar aqueles nós mais complicados. 

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E aí, gostaram da entrevista? Nós adoramos fazê-la! Espero que tenha respondido algumas dúvidas de vocês assim como responderam as minhas. Nós, do Feed your Head, agradecemos aos tradutores por disponibilizarem um pouquinho do seu tempo para responder a esta entrevista e gostaríamos de parabenizá-los pelo seu dia! 

Feliz dia do "depende do contexto". :D 


4 Comentários:

Ivar P. Junior disse...

Oi, Dana :) Muito obrigado pela oportunidade! Espero que os leitores consigam conhecer um pouco mais sobre a carreira do tradutor. E parabéns pelo trabalho no blog, que continua excelente!


Abraços,


Ivar -- http://www.ivar.net.br

Amanda Moura disse...

Jordana, obrigada pelo convite. Foi um prazer! A homenagem ficou linda. Parabéns pelo blog e obrigada mais uma vez por reconhecer e valorizar o nosso trabalho. Até a próxima! ;)

Tamires disse...

Muito bacana a iniciativa de consultar profissionais experientes na área de tradução e questioná-los a respeito do trabalho. Por vezes temos a impressão de que traduzir é algo simples, contudo não há nada mais artesanal e complexo que o trabalho com texto, algo que exige preparo e jogo de cintura.

aninha disse...

adorei a entrevista! uma ótima oportunidade pra conhecer melhor o trabalho, pensa que é só "passar o texto" pra outro idioma? não mesmo! todo um cuidado pra que nada fiquei sem sentido, muito bom mesmo!

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