Resenha: A Menina Mais Fria de Coldtown (Holly Black)

quarta-feira, 17 de setembro de 2014



Título: A  Menina Mais Fria de Coldtown
Autor: Holly Black
Edição: 1
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581634036
Ano: 2014
Páginas: 384

Sinopse: No mundo de Tana existem cidades rodeadas por muros são as Coldtowns. Nelas, monstros que vivem no isolamento e seres humanos ocupam o mesmo espaço, em um decadente e sangrento embate entre predadores e presas. Depois que você ultrapassa os portões de uma Coldtown, nunca mais consegue sair. Em uma manhã, depois de uma festa banal, Tana acorda rodeada por cadáveres. Os outros sobreviventes do massacre são o seu insuportavelmente doce ex-namorado que foi infectado e que, portanto, representa uma ameaça e um rapaz misterioso que carrega um segredo terrível. Atormentada e determinada, Tana entra em uma corrida contra o relógio para salvar o seu pequeno grupo com o único recurso que ela conhece: atravessando o coração perverso e luxuoso da própria Coldtown. A Menina Mais Fria de Coldtown, da aclamada Holly Black, é uma história única sobre fúria e vingança, culpa e horror, amor e ódio.


            A menina mais fria de Coldtwon foi escrito pela Holly Black e publicado aqui no Brasil pela Editora Novo Conceito. Confesso que me interessei pelo livro por conta do marketing enorme que a editora fez em cima dele.

            Tana vive em um mundo diferente, há mais ou menos dez anos seres que não passavam de ficção se tornaram reais. Há mais ou menos dez anos os vampiros disseminaram um surto de uma doença que foi chamada de Resfriado e que leva humanos a se transformarem em vampiros. Aos seis anos ela viu a mãe contrair a doença, aos seis anos ela foi mordida pela mãe desesperada por sangue. Apesar disso, Tana não virou uma vampira, hoje ela leva uma vida parcialmente normal com o pai e a irmã mais nova. Quando ela acorda, depois de uma festa, em uma banheira e descobre que todos os amigos estão mortos, exceto Aidan que foi mordido por um vampiro e está acorrentado a cama ao lado de Gavriel um vampiro misterioso e sedutor. Ela fará de tudo para salvá-los e leva-los até Coldtown, uma cidade em quarentena onde os infectados e os vampiros são mantidos.

            A narrativa desse livro é alternada entre terceira e primeira pessoa, sendo a primeira predominante com foco em Tana e Gavriel. Gostei bastante dessa escolha da autora, pois me fez ver a história hora distante, hora mais próxima, como se em horas estivesse assistindo-a na televisão e outras vezes lendo passagens de diários ou blogs.

            Gosto da personalidade de Tana, ela gosta do perigo, embora tenha uma certa responsabilidade nas coisas que faz. Também gostei bastante do modo como a autora desenvolveu a personalidade de Gavriel, sabe aquele louco que é um gênio? Ele é mais ou menos assim, falando passagens desconexas, com piadas internas e outras coisas que só ele entende. A atração entre os dois acaba por ser palpável e isso também é muito bem construído durante a narrativa.

            Agora vamos ao problema, mais uma vez o livro não tem final. NÃO.TEM.FINAL. Eu fico tão irritada quando isso acontece que dá vontade de sair xingando até a sexta geração da autora. Sério, quando eu terminei a última frase pensei: ”nossa o próximo livro vai ser massa, por que ela vai poder desenvolver isso, isso e isso”, ok, quando chego em casa e abro o skoob não tem o nome da série, fui pesquisar no google e achei uma entrevista da Holly Black dizendo que não tem planos de escrever uma sequência agora e que talvez, no futuro, em algum momento volte a escrever sobre coldtown. Gente, qual o problema com esses autores? Meu amor, se eu quisesse imaginar um final eu escreveria meu próprio livro!  Enfim, deixo aqui meu desabafo e em forma de protesto esse livro ganhou sim uma nota baixa.

            A capa do livro é interessante, gosto desse contraste entre a pele branca e o azul (que é minha cor favorita). A diagramação tem detalhes de respingos de sangue nas páginas que eu achei bem legal. Enfim, tá aí se você tem paciência para imaginar finais de livros, esse é uma boa pedida.

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Tamiris Leitão disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

"Meu amor, se eu quisesse imaginar um final eu escreveria meu próprio livro!"

kkkkkkkkkkkkkkkkk


Juro, eu ri muito com isso. É simplesmente insuportável quando isso acontece. Muito insuportável mesmo. Mas de qualquer maneira, ele parece ser um livro bom, tranquilo. Pena que o final tenha sido insatisfatório. Se bem que... é , você entendeu.
Fico com o pé um pouco atrás por se tratar de novo sobre vampiros, eu meio que tenho medo sobre a obra.

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