Resenha: A Redoma (Felipe Benichio)

quarta-feira, 12 de novembro de 2014



Título: A Redoma
Autor: Felipe Benichio
Edição: 1
Editora: Talentos da Literatura Brasileira
ISBN: 9788542801095
Ano: 2014
Páginas: 376

Sinopse: Gerações após o colapso da Terra, a humanidade vaga pelo espaço em busca de um novo lar. E, quando finalmente encontra o planeta Vetter, se depara com uma população inteligente, passando a enfrentar o dilema decorrente de sua pretensa superioridade: seria legítimo dizimar a população do planeta encontrado em nome da preservação da própria espécie? Em um cenário inóspito, guerras e conflitos interpessoais se descortinam do ponto de vista da equipe responsável pela exploração do lado escuro de Vetter, e também da perspectiva de 7814, um vetteriano desajustado, exilado pouco antes da invasão. Dinâmico e envolvente, A Redoma contrapõe o instinto de preservação às inquietações morais que afligem o espírito humano e nos apresenta uma tentativa de quebra da “redoma” que construímos em torno de nós mesmos e que, em muitos momentos, nos impede de enxergar o outro.

A Redoma é um nacional escrito pelo Felipe Benichio e publicado pelo selo Talentos da Literatura Brasileira da editora Novo Século. Antes de iniciar a resenha espero que vocês mantenham em mente que eu sou muito mais rigorosa com livros nacionais por conta da minha formação clássica, por favor não esqueçam isso ao longo da resenha ok?

Após a Terra ser destruída os seres humanos foram forçados a passar centenas de anos no espaço em naves. Após encontrar um planeta com condições de ser uma nova casa para os seres humanos, o “governo” começa a se organizar para a colonização. No planeta Vetter habita uma civilização, os vetterianos são um povo pacífico que se comunica por telepatia e vive em harmonia, temos representando esse povo 7814, um nativo que foi expulso por pensar fora da coletividade antes da invasão humana.Quando o povo aterrissa na única cidade de Vetter quebram a redoma que mantinha a civilização e dizimam o povo.

A narrativa é alternada entre vários personagens e toda em terceira pessoa, gosto da parte dos humanos, mas fiquei extremamente confusa com as partes em que narram a vida de 7814 e de outros vetterianos, pois a alternância de utilização pronominal feminino e masculino me deixaram meio louca, ok os vetterianos são assexuados, mas nesse caso, EU, como estudante de Letras recomendaria uma utilização masculina e pronto, essa alternância deixa o leitor confuso.

O livro tem algumas reflexões bem legais, como a compaixão, sobrevivência, a capacidade do ser humano de autodestruição, egoísmo, amor ao próximo, violência, são muitos assuntos de natureza extremamente humana que são abordados de forma até bonita. Acho que o autor poderia ter utilizado de forma melhor o diário achado pelos tripulantes da nave que salvam 7814, na verdade acho que ele teria feito total diferença ao longo do livro, pois poderia mostrar aspectos da humanidade que já vinham sendo praticados antes mesmo da destruição da Terra.

Gosto das características bem humanas dadas aos personagens, fraquezas, medos, fanfarrices, etc. foram bem trabalhadas ao longo da narrativa e bem exploradas pelo autor, mostrou seu ponto ao descrever a essência dos sentimentos humanos. Só tenho uma ressalva que é o romance que ocorre no final do livro, que me pareceu no começo meio que forçado, mas que depois de um tempo deu até para acostumar.

A capa é bem significativa para a narrativa, gosto dela como conjunto da obra. A diagramação está bem legal, gosto da ideia de ter notas de rodapé explicando aspectos das sociedades e alguns possíveis furos de narrativa. Enfim, é uma ficção recomendo que vocês leiam e depois voltem para conversar sobre.

2 Comentários:

Fábrica dos Convites disse...

Oi Priscila, não conhecia ainda este livro. Vou procurar por mais informações dele, mas acho que vou ler sim.
Bjs, Rose.

aninha disse...

assim, não sei se o leria de agora, achei o livro um pouco confuso, como dizer, não senti carisma na história sabe =/ gostei de ver que algumas características humanas como vc citou, aparecerem nos personagens, o que foi uma coisa legal a se fazer. também concordo, acredito que se o autor tivesse explorado mais esse diário que aparece na história, acho que daria boas situações. a capa é legal, tem a ver com o livro. é isso, se aparecer oportunidade eu leio com certeza, mas não de imediato =)

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