Resenha: Willow (Julia Hoban)

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014



Título: Willow
Autor: Julia Hoban
Edição: 1
Editora: LeYa
ISBN: 9788544100813
Ano: 2014
Páginas: 352
Tradutor: Regina Cazzamatta 


SinopseSete meses atrás, em uma noite chuvosa de março, os pais de Willow acabaram bebendo muito durante o jantar e pediram a ela que guiasse o carro até em casa. Por uma fatalidade, Willow perdeu o controle do veículo e seus pais morreram no acidente. Consumida pela culpa, Willow deixa para trás sua casa, amigos e escola e, enquanto tenta retomar a relação de afeto e companheirismo com o irmão mais velho, secretamente bloqueia a dor da perda cortando a si mesma. Mas quando Willow encontra Guy, um rapaz tão sensível e complexo quanto ela, mudanças intensas começam a acontecer, virando seu mundo de cabeça para baixo. Contado de modo cativante e doce, Willow é um romance inesquecível sobre a luta de uma jovem para lidar com a tragédia familiar e com o medo de se deixar viver uma linda história de amor e cumplicidade. 


Willow foi escrito pela Julia Hoban e publicado no Brasil pela Editora Leya, esse foi o primeiro livro que eu li dessa autora e confesso que fiquei um pouquinho decepcionada com o final e por isso esse livro não levou as cinco estrelas.


Willow perdeu os pais num acidente de carro sete meses atrás, hoje ela mora com o irmão mais velho, a esposa dele e sua pequena filha de apenas seis meses, Isabelle. Atualmente ela está passando por muitas coisas e a solução que encontrou para superar os sentimentos é: se cortar. Ela anda com lâminas na mochila, na biblioteca e por onde ela vai, até o dia que encontra Guy, um cara da escola e que vê através da fachada que ela construiu para si mesma e através dele finalmente Willow poderá encontrar um outro caminho para lidar com a dor.

Nossa narradora é Willow, apesar da narrativa ser feita em terceira pessoa o que causa um efeito de distanciamento mínimo necessário, pois o assunto abordado é muito forte, creio que a autora quis dar uma espécie de leveza a narrativa, entrar na cabeça de Willow por completo poderia de algum modo subverter a narrativa não sei se vocês me entenderam, porém nesse caso Willow não é uma narradora totalmente confiável e esse distanciamento traz certa veracidade a narrativa.

O enredo é extremamente emocional e profundo e a autora trata disso de uma maneira bastante leve. Eu gosto do modo como a relação entre Guy e Willow é construída, eles passam de desconhecidos a amigos e depois disso os sentimentos entre eles progridem e não fica uma coisa forçada, muito pelo contrário o amor de Guy, a bondade e o desespero dele desperta em Willow e em nós leitores um sentimento de proteção que antes não havia na narrativa, nos pegamos de repente pensando “ah, mas agora ela ao menos tem o Guy com quem ela pode conversar depois de ter essa vontade de se cortar, quem sabe agora ela possa desabafar?” Não sei se vocês terão essa mesma impressão que eu, porém o fato de ela se cortar me pareceu algo tão solitário, como se ela não pudesse dividir esse mundo de sofrimento e culpa que ela guarda com mais ninguém e de repente mesmo sem ela querer ele está lá, sempre pronto a escutar mesmo que Willow o assuste com tamanha intensidade Guy sempre está lá, mesmo contra a vontade dele.

Bem, o que me incomodou um pouco nesse livro foi o final acho que ele poderia ter sido melhor fechado, já falei para vocês que eu gosto de narrativas fechadas, não gosto de imaginar finais ou de ainda ter perguntas sem respostas, se for assim eu escreveria meu próprio livro e não leria o dos outros e esse final ficou meio que em aberto.

Eu gosto dessa capa, por que amo azul, porém acho que a capa americana além de mais bonita é mais significativa com a história. Gostei da diagramação do e-book, não sei o do livro físico pois ainda não o vi por aí. Enfim, acho que é uma história que vale a pena ser lida apesar das minhas ressalvas com o final.

6 Comentários:

Jéssica Polato disse...

Oi Pri,
Já tinha visto a capa desse livro diversas vezes, mas sabe quando não chama atenção? A sua resenha foi a primeira que eu li e adorei. Gosto de histórias dramáticas e que, querendo, ou não nos passa uma lição.
Porém, sou como você não gosto de finais que deixam a critério do leitor, que deixa perguntas e coisas do tipo. Poxa, se a gente leu o livro todo, merecemos um final digno, mão é mesmo?


Gostei mesmo do livro que estou pensando em dar um chance à ele.


beijos

aninha disse...

exatamente isso Pri! esse livro é muito tocante, chega a ser tenso! dá uma agonia, uma vontade de cuidar da Willow </3 pra mim, ela se cortar era como se ela pudesse se encontrar com aquela que ela foi um dia e puni-la, castigá-la. Guy é único, mesmo com medo, assustado sempre tá ali disposto a ajudar e isso evolui num sentimento lindo de companheirismo. e pra um livro tão intenso, eu também esperava um final limpo e fechado =/ me decepcionou pq queria terminar o livro com a sensação de que tudo bem, acabou. se não fosse isso, tinha sido um dos meus favoritos certeza. a capa nacional é infinitamente melhor que a original que é só uma modelo na capa. gostei do tom de azul, do vidro quebrado, ficou legal =) amei a resenha moça! bj!

Fábrica dos Convites disse...

A capa eu não gostei, e não lembro se já vi a americana. O enredo eu gostei e quando soube dele na Bienal fiquei bem interessada.
Bjs, Rose

mirian kelly disse...

Super dramática essa historia, que triste perder os pais.

Nathalia Simião disse...

Também sou assim Pri, gosto de finais bem fechados quando é um livro único. Ficar imaginando possíveis finais não me deixa satisfeita. O livro aborda um tema forte e parece ser interessante, mas já fico com o pé atrás nessa coisa do final.

drielymeira disse...

Uma pena que o final não tenha sido lá tanta coisa. Já tinha visto a capa desse livro, mas não sabia do que se tratava. Fiquei curiosa, a história parece ser bem bacana.

Postar um comentário

Ficarei muito feliz se você me der a honra de ter o seu comentário aqui no meu blog. O blog sobrevive dos seus comentários, seja legal, comente nos blogs que visita! :D