Resenha: Um Perfeito Cavalheiro (Julia Quinn) Os Bridgertons - Livro #03

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015



Título: Um Perfeito Cavalheiro
Autor: Julia Quinn
Edição: 1
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580412383
Ano: 2014
Páginas: 304
Tradutor: Cássia Zanon




Sinopse: Sophie sempre quis ir a um evento da sociedade londrina. Mas esse é um sonho impossível. Apesar de ser filha de um conde, é fruto de uma relação ilegítima e foi relegada ao papel de criada pela madrasta assim que o pai morreu. Uma noite, ela consegue entrar às escondidas no baile de máscaras de Lady Bridgerton. Lá, conhce o charmoso Benedict, filho da anfitriã, e se sente parte da realeza. No mesmo instante, uma faísca se acende entre eles. Infelizmente, o encantamento tem hora para acabar. À meia-noite, Sophie tem que sair correndo da festa e não revela sua identidade a Benedict. No dia seguinte, enquanto ele procura sua dama misteriosa por toda a cidade, Sophie é expulsa de casa pela madrasta e precisa deixar Londres. O destino faz com que os dois só se reencontrem três anos depois, Benedict a salva das garras de um bêbado violento, mas, para decepção de Sophie, não a reconhece nos trajes de criada. No entanto, logo se apaixona por ela de novo. Como é inaceitável que um homem de sua posição se case com uma serviçal, ele lhe propõe que seja sua amante, o que para Sophie é inconcebível. Agora os dois precisarão lutar contra o que sentem um pelo outro ou reconsiderar as próprias crenças para terem a chance de viver um amor de conto de fadas. Nesta deliciosa releitura de Cinderela, Julia Quinn comprova mais uma vez seu talento como escritora romântica. 



                         Um Perfeito Cavalheiro é o terceiro livro da série Os Bridgertons, escrita pela Julia Quinn e publicado no Brasil pela Editora Arqueiro. Esse eu também comprei e estava na estante há meses, quem acompanha sabe que nas últimas férias, em julho, eu estava viciada em romances históricos e acabei comprando/trocando/pedindo todo tipo de livro de romance histórico, as férias acabaram e o tempo foi junto e não deu para ler tudo, acabei retornando agora com a maratona Julia Quinn.


                           Sophie é uma bastarda, filha de um conde ela era protegida dele até sua morte, o pai dela era casado com Aramita, que tinha duas filhas Posy e Rosamund, que eram más com a moça. Quando o pai de Sophie morreu ela ficou sob a guarda da madrasta má  e vira sua camareira, sofrendo maus tratos durante anos. Benedict é o segundo filho dos Bridgertons, durante a vida inteira ele sempre foi o segundo ou o Bridgerton. Sua mãe está em uma missão de casar todos os filhos e Benedict é o próximo da lista. A família dá um baile de máscaras e Sophie vai disfarçada ter sua noite de princesa e Benedict se encanta com ela, quando bate meia-noite porém a moça o deixa e vai embora, desaparecendo da vida dele. Dois anos depois ela está trabalhando na casa de uma família quando em uma festa o filho deles, Philip, tenta estuprá-la com mais dois amigos, quando Benedict aparece e a salva, porém não a reconhece como a moça misteriosa, O que acontece depois disso? Bem digamos que ele não é bem o príncipe que ela pensava.

                            Primeiro de tudo: 



                      Qualquer semelhança é real, até a metade do livro eu pensei "acho que estou lendo cinderela" mas depois as coisas mudam e tomam um rumo diferente ok?

                            A narrativa continua em terceira pessoa, com enfoque nos personagens principais, gosto bastante desse tipo de narrativa por que cobre todos os pontos cegos de narração sem deixar pontos cegos e nem deixar o leitor "condicionado" ao ponto de vista de um só narrador.

                             Passando um pouco para falar sobre os personagens, Benedict até o momento foi o mocinho da Julia Quinn que eu menos gostei, ele parece ser um homem honrado, mas não é. Ele pede a moça para ser sua amante, agora me digam se a mãe dessa pessoa criou ele para ter uma amante? Me digam se um homem de honra deveria ter uma amante? E o pior quando a moça recusa, ele insiste. Isso me decepcionou muito, pois Sophie jpa tinha realmente sofrido muito e deveria ter um pouco de felicidade, deveria ser tratada com honra, pois apesar de ser pobre ela é uma moça de respeito. Que tipo de homem salva uma moça de ser estuprada para torná-la sua amante? Enfim, fiquei  chateada. A personalidade de Sophie é muito honrada e determinada, ela está convencida de que pode perder tudo, mas que jamais deixará seus filhos passarem a mesma coisa que passou e Benedict não entende isso. 

                             Enfim, a capa segue os mesmos padrões das anteriores, a modelo creio que represente Sophie. A diagramação continua ótima. Enfim, apesar dos pesares é um livro bom e eu gosto bastante da escrita da Julia, então.

4 Comentários:

Ingrid Sodré disse...

Antes de ver sua observação sobre a semelhança, pensei "Oi, que isso? Cinderela?" Mas daí percebi que não fui a única a achar isso. Eu sinto vontade de ler essa série, adoro as capas e seria minha primeira experiência com romances históricos. Pois é, nunca li nenhum. ): Sinto curiosidade a respeito da escrita da Quinn, tenho a impressão que seja fluída, daqueles livros que não dá pra largar.

aninha disse...

da série, até agora esse foi o que menos simpatizei. gostei claro, ñ tem como não gostar de um livro da Julia Quinn, mas foi isso que pensei, um Bridgerton não foi educado para ter uma amante. num geral a história funcionou, esse toque "cinderela" foi uma graça, lmbra muito a história <3

Nardonio Alves disse...

Foi imediato quando comecei a ler essa resenha e vi um "Q" de "Cinderela". Fiquei pensa,do: Acho que conheço essa trama". kkkkk

Nossa! Total decepção com esse protagonista masculino do livro. Por mais que ele se arrependesse, acho que a Sophie não deveria terminar com ele. No mais, também me amarro em narrativas com mais de um narrador.

@_Dom_Dom

Gabriela Az disse...

Quinn Quinn, haha ela ama escrever história em terceira pessoa, e sempre tenho medo de ler e achar cansativo, mas como gosto de livros com boa diagramação, então eu leio sem ter medo, haha. Mas bem observado, o livro no começo está parecendo muito com a Cinderela, muito mesmo. E também não gostei do personagem Benedict, concordo que um homem honrado não deva ter uma amante.

Já li tantas resenhas da Quinn, que sério preciso dar uma chance a escritora.



Bjs, Pri.

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