Resenha: Amaldiçoado (Joe Hill)

sexta-feira, 13 de março de 2015



E hoje é Sexta-Feira 13!!! Nada melhor que uma resenha sinistra para celebrar este dia aqui no Feed your Head! Vamos lá de Joe Hill?


Então, leitores, aproveitem a sexta-feira 13 e cuidado com o Jason que ele deve estar com saudade de umas decapitações.  HaHaHaHa


Titulo Original: Horns
ISBN: 9788580413595
Ano: 2015
Páginas: 320
Editora: Arqueiro
R$ 17,94 até R$ 26,91

Ignatius Perrish sempre foi um homem bom. Tinha uma família unida e privilegiada, um irmão que era seu grande companheiro, um amigo inseparável e, muito cedo, conheceu Merrin, o amor de sua vida. Até que uma tragédia põe fim a toda essa felicidade: Merrin é estuprada e morta e ele passa a ser o principal suspeito. Embora não haja evidências que o incriminem, também não há nada que prove sua inocência. Todos na cidade acreditam que ele é um monstro. Um ano depois, Ig acorda de uma bebedeira com uma dor de cabeça infernal e chifres crescendo em suas têmporas. Além disso, descobre algo assustador: ao vê-lo, as pessoas não reagem com espanto e horror, como seria de esperar. Em vez disso, entram numa espécie de transe e revelam seus pecados mais inconfessáveis. Um médico, o padre, seus pais e até sua querida avó, ninguém está imune a Ig. E todos estão contra ele. Porém, a mais dolorosa das confissões é a de seu irmão, que sempre soube quem era o assassino de Merrin, mas não podia contar a verdade. Até agora. Sozinho, sem ter aonde ir ou a quem recorrer, Ig vai descobrir que, quando as pessoas que você ama lhe viram as costas e sua vida se torna um inferno, ser o diabo não é tão mau assim. Joe Hill, autor de A estrada da noite e Nosferatu, já foi aclamado como um dos principais novos nomes da ficção fantástica. Em Amaldiçoado, o sobrenatural é pano de fundo para uma história de amor e tragédia, de traição e vingança. Um livro envolvente, emocionante e cheio de suspense que nos leva a refletir: em matéria de maldade, quem é pior, o homem ou o diabo?

Fala galera! Hoje eu trago pra vocês a resenha de um livro que se tornou um dos meus favoritos dentre os lidos em 2014 e que, recentemente, chegou às telonas. Falo de Amaldiçoado, livro de terror/suspense escrito por Joe Hill (Nosferatu) que, para quem não faz ideia de quem seja esse escritor, ele é filho de ninguém mais ninguém menos que o rei do terror Stephen King. Mas muito se engana quem acha que o sucesso de Hill passa por esse fato: na verdade, o autor preferiu “esconder” o sobrenome de seu pai famoso como uma provação de que ele seria bom por seu talento e não pela fama.


Publicado originalmente no Brasil como O Pacto, Amaldiçoado conta a curiosa história de Ignatius Perrish, um jovem de classe alta com problemas respiratórios e que vivia a vida como qualquer garoto rico de pequena cidade dos Estados Unidos. Porém ainda criança Ig conheceu, em uma das idas de sua família à igreja, uma bela menininha de cabelos vermelhos. Merrin era um amor de pessoa, muito bem quista por todos e, assim, inicia um romance infantil com Ig que cresce a medida que eles vão se tornando adultos.

E assim vai a infância de Ig: ao lado de Merrin, seu irmão Terry e Lee, seu melhor amigo, ele segue fazendo coisas normais de criança como explodir coisas (!!!) ou quase morrer afogado, sendo salvo por seu amigo Lee. Mas com o passar do tempo, os sentimentos dele para com Merrin crescem mais e mais...

Certo dia Ig, após uma bebedeira, acorda em seu carro acompanhado de uma ressaca e de uma pedra. Nessa pedra, assim como em suas roupas, há muito sangue, que faz com que ele se assuste e vá descobrir do que se trata. Não demora muito para que ele descubra de quem é o sangue: de sua amada Merrin. Além disso, Ig passa a ser acusado de estupra-la e, em seguida, esmagar sua cabeça. É nesse ponto que a vida desse jovem simples desanda, e tudo o que passa a acontecer vem como uma verdadeira torrente de má sorte e desespero.

Com sua namorada morta – a quem ele iria pedir em casamento – e com a desconfiança do público de que ele é o verdadeiro assassino de Merrin (lembrem-se, ela era muito querida na cidade, logo, Ig passou a ser bastante odiado), Ig se entrega de vez a bebedeiras. Tudo se agrava ainda mais quando o laboratório onde as evidências do caso estavam sendo periciados acaba sendo destruído em um grande incêndio, fazendo com que as pessoas da cidade acabem ligando os pais influentes de Ig com um possível ato criminoso de queima de arquivo.

Mas nada está tão ruim que não possa piorar. Um ano depois do assassinato, durante uma de suas bebedeiras, Ig adentra uma floresta e vai ao lugar onde Merrin fora encontrada. Lá ele encontra algumas imagens de Nossa Senhora e de Jesus, deixadas por pessoas que amavam a jovem de cabelos vermelhos, como um memorial em sua homenagem. Indignado com toda a situação e alterado pelo álcool, Ig urina nas imagens, antes de destruí-las...

Nesse período Ig está vivendo com Glenna, uma garota com quem ele conviveu na infância. Ig acorda, no dia seguinte à destruição das imagens, na cama de Glenna com uma forte dor de cabeça. Indo ao espelho, ele nota a presença de duas protuberâncias em sua cabeça! Assustado, ele pergunta para Glenna o que ela achava que fosse aquilo, mas, em resposta, a jovem loira diz que seu maior desejo era comer uma caixa de donnuts! Ainda, que ela havia transado, noite passada, com Lee!

Com o avançar do livro, compreendemos as reais funções daquilo que seriam dois chifres que sairiam da cabeça de Ig, e isso não é nada agradável para ele – e que fica ao cargo do leitor em descobrir do que se trata ;) ! Usando as habilidades concedidas pelos chifres, Ig parte em busca de descobrir a origem deles e o que realmente aconteceu com Merrin, quem a assassinou e por que o fez.

Já aviso: fortes emoções conduzem essa história. Primeiro de tudo, esse livro possui o vilão que mais tive ódio até hoje. Você realmente se apaixona pela Merrin, e quando você descobre quem a matou e principalmente por que, é impossível não ficar com raiva. O irmão de Ig, Terry, também tem uma participação bastante grande, e ele é o tipo de personagem que você odeia, não por ele ser mal constituído – na verdade, todos os personagens são muito bem criados e possuem personalidades únicas e é um dos pontos altos do livro - mas mais por suas características mesmo. Lee também é um personagem muito bom e que possui muito carisma.

Se você assistiu ao filme, leia o livro. O filme é muuuuuuuuito ruim! A história, pelo menos em traços centrais, é a mesma do filme, mas tem algumas coisas diferentes. Não recomendo o filme a ninguém na verdade... xD~

Enfim, Amaldiçoado é um livro muito bom, e que vale muito a pena de ser lido. A narrativa dele é bastante sinuosa: enquanto em algumas partes lemos acontecimentos do presente de Ig, o capítulo seguinte, ou mesmo em algum momento desse presente capítulo, pode ser um flashback. O passado ainda é bastante (me permitam o paradoxo) presente na vida dos personagens, e isso foi um bom artifício encontrado por Hill para dar ênfase ao drama enfrentado.

Grande abraço e até a próxima!!!!!

Resenha por Fabricio Machado

10 Comentários:

aninha disse...

não é um gênero que eu curta muito, porém, o livro todo parece ser muito interessante, o autor (que deve com certeza ter puxado o talento do pai)
equilibrou a história com esse terror e mistério. o que me deixou curiosa foi como diabos (sem trocadilhos) esses chifres
nasceram logo no cara que me parece não é o culpado (!?) talvez não o leria de imediato mas com certeza se aparecer oportunidade eu leio sim.

Glabelle Maria disse...

Adorei a resenha, despertou meu interesse. O filho do Stephen parece ter o mesmo dom do pai.

RUDYNALVA SOARES disse...

Fabricio!
Gosto demais do gênero e pelo visto o DNA King está presente, mesmo que o filho tente não usá-lo...
Segredos, mistérios, fantasia, ficção, tudo misturado na medida certa e ainda mais com personagens bem construídos, não tem como não ler.
Quer dizer que o filme não é bom? Uma pena!!

Semaninha repleta de amor e paz!

Cheirinhos

Rudy

http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

Samantha M disse...

Olá!

Estou lendo esse livro e já espero que ele entre para os favoritos do ano. rs

Fabricio Machado disse...

Olá Samantha!
E ai, o que achou do livro? O próximo dele que pretendo ler dele é Nosferatu, dizem que é bem legal tbm.
Bjo!

Fabricio Machado disse...

Olá, Rudynalva!
Sim, acredito que Joe Hill tenha o talento do pai. Há partes no livro em que você nota alguns toques da influência do Stephen King, mas nada que o descaracterize. Aliá, tem um livro - intitulado A Tribo - que é escrito por ambos! Já pensou como deve ser legal?


É, o filme é bem ruinzinho, mas é opinião pessoal, assiste e depois me diz o que achou!


Bjo!

Fabricio Machado disse...

Opa, Gabrielle!!! Bacana, acompanhe sempre o Feed! Bjo!

Fabricio Machado disse...

Hey Aninha! Lê sim, é um livro legal! Ah e nos mande seu parecer sobre ele!
Bjo!

Samantha M disse...

Oi, Fabricio!

Então, ainda estou lendo... Peguei esse livro logo na minha semana de prova da faculdade e o tempo está bem reduzido, mas pretendo terminá-lo por esses dias, mas até o momento estou emanando coraçõezinhos.

Eu li o Nosferatus e, bem... uau! Esse livro me passou uma sensação tão gostosa com o clima natalino e ao mesmo tempo tão assombrosa por causa da terra do natal. Ui Ele me passou beeem mais frio na espinha do que o Amaldiçoado (até o momento).

Agora, pra mim, tá faltando o Estrada da Noite... Você já leu?

Nardonio Alves disse...

Tenho esse livro aqui em casa, mas com o nome de "O Pacto" mesmo. Ainda não cheguei a ler, mas está na minha listinha de próximas leituras. Em relação ao autor, acho super massa quando os filhos tentar caminhar com suas próprias pernas. E, pelo que vi, é impossível não achar que o talento vem de família. A única pena é que o filme não foi tão bom assim, né?!?!

@_Dom_Dom

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