Resenha: Caixa de Pássaros (Josh Malerman)

segunda-feira, 23 de março de 2015



Título: Caixa de Pássaros
Autor: Josh Malerman
Edição: 1
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580576528
Ano: 2015
Páginas: 272


Sinopse: Caixa de Pássaros - Romance de estreia de Josh Malerman, Caixa de pássaros é um thriller psicológico tenso e aterrorizante, que explora a essência do medo. Uma história que vai deixar o leitor completamente sem fôlego mesmo depois de terminar de ler.  Basta uma olhadela para desencadear um impulso violento e incontrolável que acabará em suicídio. Ninguém é imune e ninguém sabe o que provoca essa reação nas pessoas. Cinco anos depois do surto ter começado, restaram poucos sobreviventes, entre eles Malorie e dois filhos pequenos. Ela sonha em fugir para um local onde a família possa ficar em segurança, mas a viagem que tem pela frente é assustadora: uma decisão errada e eles morrerão.


                  Caixa de Pássaros é um lançamento da editora Intrínseca, escrito pelo autor Josh Malerman. Confesso que estava muito curiosa para ler esse livro, pois vários amigos estavam lendo/leram e adoraram, disseram que era muito bom. Bem, eu não gostei tanto assim.

                            Malorie é uma mulher que vive num mundo destruído. Do nada estranhos incidentes começam ao redor do mundo, onde pessoas normais começam a enlouquecer e se ferir e se possível ferir outras pessoas, ao que parece essas pessoas viram algo que as deixaram malucas. Assim começa um pandemônio ao redor do mundo. Grávida, Malorie resolve se juntar a pessoas em uma casa/abrigo. O que eles farão para sobreviver a tudo isso?

                       A narrativa é em terceira pessoa, porém com enfoque apenas em Malorie, há alternância de tempo entre os capítulos, onde os capítulos ímpares contam o tempo atual quando Malorie deixa a casa com os dois filhos, o Menino e a Menina, ambos não tem nome o que é uma sacada genial do autor, pois eles não tem identidade, já os capítulos pares contam o passado de quando Malorie chegou na casa e os primeiros dias das manifestações e em como ela chegou no ponto dos capítulos ímpares quatro anos mais tarde.

                              É interessante pensar que em casos de epidemia global como as pessoas reagiriam, esse tipo de narrativa é ao mesmo tempo assustadora e instigante. Não é a toa que narrativas com zumbis estão em destaque. No caso de Caixa de Pássaros nós não temos certeza do que está causando tudo isso, só se sabe que as pessoas vêem criaturas e essas criaturas os fazem enlouquecer, seriam seres extraterrestres? Alucinações? Simplesmente não se sabe e esse na verdade acho que não é o enfoque do livro, na verdade o enfoque está nas relações humanas e no que as pessoas serão capazes para sobreviver.

                             Malorie é na realidade uma sobrevivente, uma mulher que faz de tudo para sobreviver e mais tarde para proteger os filhos, ela os treina, com certo requinte de crueldade até, para que eles sobrevivam naquele mundo e mais tarde para que eles possam ser os guias para fora da casa. O mundo lá fora não é mais seguro, eles não sabem o que os espera ou se irão sobreviver, porém ela se agarra a lembrança de pessoas boas que conheceu na casa e na esperança de seu amigo, Tom.  

                            O único ponto que me decepcionou no livro é que as primeiras cem páginas continuam com o mesmo loop de sentimentos, não há avanços, parece que você continua a ver os mesmos dramas de novo e de novo. Confesso também que as pessoas me falaram tanto que esse livro era mega assustador que eu comecei a ler de madrugada pensando que não ia conseguir dormir de jeito nenhum e não senti nada além de certa ansiedade para saber o desenrolar dos fatos. Não fiquei agoniada, só ansiosa por que queria mesmo saber para onde Malorie estava indo e o que tinha acontecido com os amigos dela da casa.

                                 Enfim, fala sério se a capa realmente não dá medinho? Muito bem feita, tanto as cores como a fonte. A diagramação está maravilhosa. Enfim, recomendo sim é um bom livro de suspense, é só ir sem muitas expectativas que dá certo. 

2 Comentários:

aninha disse...

muito interessante o que o autor fez. capítulos pares o passado da personagem, os ímpares, a atual situação dela e dos filhos que não tem nome (!) achei bem instigador! não sou tão chegada em leituras com esse tom distópico, mas em tempos de ebola, super bactéria e essas coisas, Deus me livre, mas é quase inevitável não se perguntar, e se? o_O a capa é maravilhosa, o toque certo de suspense. já é desejado com certeza ;)

Glabelle Maria disse...

Tenho uma queda por distopias, que tratam de um futuro meio "assustador"....eu aqui já fiquei um pouco ansiosa, por não saber se o problema enfrentado no livro é alguma 'coisa sobrenatural' ou qualquer outra coisa...

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