Resenha: O Diário de Anne Frank (Anne Frank)

sexta-feira, 6 de março de 2015



Título: O Diário de Anne Frank
Autor: Anne Frank
Edição: 1
Editora: Record
ISBN: 8501044458
Ano: 2015
Páginas: 352




Sinopse: O diário de Anne Frank - A edição brochura de O diário de Anne Frank está de roupa nova.  O depoimento da pequena Anne Frank, morta pelos nazistas após passar anos escondida no sótão de uma casa em Amsterdã, ainda hoje emociona leitores no mundo inteiro. Seu diário narra os sentimentos, os medos e as pequenas alegrias de uma menina judia que, como sua família, lutou em vão para sobreviver ao Holocausto.  Lançado em 1947, O diário de Anne Frank tornou-se um dos livros mais lidos do mundo. O relato tocante e impressionante das atrocidades e dos horrores cometidos contra os judeus faz deste livro um precioso documento e uma das obras mais importantes do século XX.



                           O Diário de Anne Frank é um dos "documentos" históricos mais importantes do século XX e essa edição feita pela Editora Record chega com 30% há mais da história dessa garotinha tão importante.



                               Anne Frank tinha apenas doze anos quando teve de se esconder dos nazistas, por toda a Europa homens, mulheres e crianças judias estavam recebendo convocações para irem até espécies de guetos onde iriam dali não muito tempo depois para campos de trabalho forçados, enquanto o resto do mundo tentava lutar contra os horrores nazistas. Anne, seu pai, sua mãe e sua irmã parecem ter se precavido para caso as coisas ficassem realmente feias e começaram a estocar comida, roupas e outras coisas em um esconderijo na empresa onde o pai trabalhava e é para lá que eles vão com uma família de conhecidos e um amigo quando as coisas começam a ficar feias.

                                 Por se tratar de um diário, a narrativa é toda em primeira pessoa e sim, por se tratar de uma adolescente vamos ter um relato no começo bastante aborrecido e fútil. A cada passagem, porém, Anne começa a amadurecer e a se tornar cada vez mais reflexiva dos horrores que a cercam e principalmente das relações humanas que acontecem dentro do Anexo onde vivem.

                                  Anne por vezes se mostra fria e insensível, fala por diversas vezes que odeia a mãe e que se ressente por ser tão desprezada por ela, ela chega até mesmo a dizer que não ama a mãe e que o pai apesar de ser um bom pai, não tem intimidade suficiente com ela, apesar de em várias passagens ela afirmar que o tem. Já com a irmã, ela descreve uma relação de indiferença e depois de mais proximidade. A questão da sexualidade de Anne também está latente nessa edição, ela descreve até mesmo uma "experiência homossexual" e eu coloquei entre aspas, pois não decidi ainda se isso pode ser considerado dessa forma, já que ela descreve um desejo por uma amiga e diz que a beijou, mas não fala exatamente onde. Além disso ela se envolve romanticamente com Peter, o filho do casal Van Daas que está preso no anexo junto com sua família. Infelizmente como já é sabido por todos, Peter e Anne morrem durante o Holocausto e apenas meses antes da guerra finalmente acabar.

                                   A capa é bastante significativa e é AZUL e eu amo azul, vocês sabem. A diagramação está ok. Enfim, leiam, acho que é um bom livro e uma ótima oportunidade histórica.

5 Comentários:

aninha disse...

quem diria que um diário escrito por uma adolescente quase uma criança, viria a ser um dos livros mais marcantes da história. Anne parecia mesmo uma "aborrecente" com raiva da mãe, distante do pai e se descobrindo. uma pena o final trágico da família, ela não teve tempo pra crescer, mas com certeza tocou muita gente.

Tarsila Martins disse...

Esse livro é ótimo, adorei demais. Muitas vezes me vi um pouco chateada com as atitudes de Anne Frank em relação à mãe, inflexível demais. Mas eu entendia o lado dele, e ficava com muita pena dela por causa da situação pela qual ela estava passando. Todos os sonhos de uma adolescentes destruídos por causa de uma guerra. Tenho muita vontade de me aprofundar nessa história, conhecer mais sobre a Segunda Guerra, e ter a oportunidade de conhecer o Anexo Secreto.
Beijos!


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RUDYNALVA SOARES disse...

Priscila!
Realmente é um relato histórico e o que é melhor, porque fala dos sentimentos de uma adolescente que sofreu de todos os lados, família, nazistas e até dela própria, por não definir seus sentimentos a princípio, aos poucos vai amadurecendo.
Para nós que não ivemos aqueles horrores acho importantíssima a leitura.
cheirinhos
Rudy

Glabelle Maria disse...

Já tive o prazer e o desprazer de ler o diário da Anne. Me ajudou muito a entender o contexto da vida em que eles viviam naquela época, mas por outro lado, sei lá, fiquei meio deprimida por mais ou menos uma semana...

Nardonio Alves disse...

Até entendo a importância histórica desse diário, mas confesso que não sou fã de livros desse gênero. E, principalmente por ser escrito por uma adolescente, não me interessa mesmo, afinal, temos todas as características da idade inseridas na narrativa.

@_Dom_Dom

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