Resenha: Objetos Cortantes (Gillian Flynn)

terça-feira, 10 de março de 2015



Título: Objetos Cortantes
Autor: Gillian Flynn
Edição: 1
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580576580
Ano: 2015
Páginas: 256

Sinopse: Objetos Cortantes - Uma narrativa tensa e cheia de reviravoltas. Um livro viciante, assombroso e inesquecível. Recém-saída de um hospital psiquiátrico, onde foi internada para tratar a tendência à automutilação que deixou seu corpo todo marcado, a repórter de um jornal sem prestígio em Chicago, Camille Preaker, tem um novo desafio pela frente. Frank Curry, o editor-chefe da publicação, pede que ela retorne à cidade onde nasceu para cobrir o caso de uma menina assassinada e outra misteriosamente desaparecida. Desde que deixou a pequena Wind Gap, no Missouri, oito anos antes, Camille quase não falou com a mãe neurótica, o padrasto e a meia-irmã, praticamente uma desconhecida. Mas, sem recursos para se hospedar na cidade, é obrigada a ficar na casa da família e lidar com todas as reminiscências de seu passado. Entrevistando velhos conhecidos e recém-chegados a fim de aprofundar as investigações e elaborar sua matéria, a jornalista relembra a infância e a adolescência conturbadas e aos poucos desvenda os segredos de sua família, quase tão macabros quanto as cicatrizes sob suas roupas.


Objetos Cortantes foi escrito pela Gillian Flynn e publicado no Brasil pela editora Intrínseca. Me interessei por esse livro por conta de comentários e elogios de amigas, confesso que comecei com um pé atrás, por que eu li Garota Exemplar e odiei o livro, mas Objetos Cortantes conseguiu me prender.

Camille é uma jornalista que mora em Chicago, ela escreve para um jornal que não tem muito prestígio sobre mortes e todo tipo de assuntos policiais, como sequestros, etc. Quando duas mortes brutais acontecem em sua cidade natal, Camille é obrigada a voltar para cobrir o caso. Ela nunca se deu bem com a mãe, Adora, não conhece muito de sua irmã Ama e tem uma relação apenas cordial com o padrasto Alan. Tudo na cidade lembra coisas que Camille prefere esquecer, como o que a levou a se cortar, sim o corpo dela é inteiro rabiscado com palavras que significaram algo para ela e enquanto investiga esses assassinatos a moça pode acabar descobrindo segredos que era melhor que ficassem enterrados.

A narrativa é bem intrigante, Objetos Cortantes é um thriller psicológico intrigante, você realmente acaba por desconfiar de tudo e de todos, ninguém na cidade parece ser confiável, Camille mesmo não parece ser uma narradora muito confiável, ela esconde um passado de excessos e crueldade, um lar desfeito com a morte da irmã, desespero,lascívia, cortes e sua irmã Ama também parece não bater muito bem da cabeça.

Tocando no ponto crucial, Ama é uma personagem muito bem construída, com a crueldade de uma mulher adulta e a sensualidade de uma Lolita misturadas inocência de sua pouca idade, a irmã de Camille torna a trama de algum modo muito mais interessante, ela sofre com a mãe que é excessivamente controladora e fria e com a distância do pai, ao mesmo tempo em que controla uma escola inteira e faz garotos de muito mais idade perderem a cabeça.  A mãe das duas é uma mulher bem problemática, ela diz não amar Camille e que desde pequena ela é teimosa e não segue as regras, enquanto que a irmã que morreu e Ama seriam suas queridinhas, o que também pode ser perigoso.

Essa capa segue o mesmo padrão da primeira capa de Garota Exemplar, eu gosto de azul, mas não gosto da capa. A diagramação está ok. Enfim é um livro realmente muito bom, recomendo a todos que leiam.

4 Comentários:

Glabelle Maria disse...

Eitha! Esse livro do Gillian Flynn parece conter altas doses de muito drama e suspense. ><

aninha disse...

a personagem é bem interessante. Gillian Flynn tem essa característica, ela faz uma história que poderia cair num melodrama (sou traumatizada, tenho cicatrizes e tal) e faz um livro inteligente e intrigante. ainda bem que não é chato de ler, Garota Exemplar pecou pra mim aí, é tanta informação que ficou chato. Objetos Cortantes já acho que vou gostar de acompanhar =)

RUDYNALVA SOARES disse...

Priscila!
Gosto de thrillers psicológicos onde encontramos tensão do início ao final do livro.
Não li Garota exemplar, embora tenha assistido o filme e achei o final péssimo.
Tomara que mais esse livro da autora seja melhor.

Cheirinhos

Rudy

http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

Nardonio Alves disse...

Não li, nem assisti o "Garota Exemplar", então nem posso falar sobre a escrita da autora, mas posso dizer que me amarro em livro com essa pegada. Gosto quando os autores criam personagens dúbias assim. Essa atmosfera de dúvidas que permeiam uma trama do começo ao fim é o que me agrada em um thriller psicológico. Quero muito ler os dois livros da autora lançados aqui no Brasil.

@_Dom_Dom

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