Resenha: A Transformação de Raven (Sylvain Reynard) - Noites em Florença Livro #01

sexta-feira, 10 de abril de 2015



Título: A Transformação de Raven
Autor: Sylvain Reynard
Edição: 1
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580413861
Ano: 2015
Páginas: 448




Sinopse: A transformação de Raven - Florença, o berço do Renascimento. Um lugar culturalmente fervilhante, perfeito para quem quer esconder segredos ou está em busca de uma segunda chance. Como a doce Raven, que se muda para a cidade na tentativa de esquecer os traumas do passado e se dedicar à sua maior paixão: a restauração de pinturas renascentistas. Um dia, voltando para casa do trabalho na Galleria degli Uffizi, sua vida muda para sempre. Ao tentar evitar o espancamento de um sem-teto, Raven é atacada. Sua morte parece iminente, mas seus agressores são impedidos e brutalmente assassinados. Assustada e prestes a perder os sentidos, ela só consegue vislumbrar uma figura sombria que sussurra: Cassita vulneratus. Ao despertar, Raven faz duas descobertas perturbadoras: uma semana se passou desde o ocorrido e ela se transformou por completo. Quando volta ao trabalho, mais uma surpresa: alguém conseguiu burlar o sofisticado sistema de segurança da galeria e roubar a inestimável coleção de ilustrações de Botticelli sobre A divina comédia. Em busca da verdade, Raven cairá diretamente nos braços do Príncipe de Florença – tão belo quanto poderoso, tão sedutor quanto maligno –, que lhe apresentará um submundo de seres perigosos e vingativos, cujas leis ela precisa aprender depressa se quiser se manter viva e salvar os que a cercam. A transformação de Raven marca o início da série Noites em Florença, cujos personagens foram apresentados em O príncipe das sombras.



                      A Transformação de Raven é o primeiro livro da série Noites em Florença, escrito pelo Sylvain Reynard e publicado no Brasil pela Editora Arqueiro. Acho que todos já sabem e se não sabem, saberão agora que eu já acompanho esse autor desde que ele escrevia uma fanfic de Crepúsculo chamada The University of Edward Masen, que mais tarde virou uma das minhas trilogias mais amadas, O Inferno de Gabriel. Adoro esse autor e por isso digo que me decepcionei um pouco com esse livro.


                        Raven é uma restauradora competente que trabalha em uma galeria em Florença na Itália, com um passado secreto, ela é americana, gordinha e com uma deficiência na perna, o que faz com que passe desapercebida entre os demais. Uma noite ela é atacada e é percebida por um ser autointitulado O Príncipe. Ela chama a sua atenção e a partir daí ele fará de tudo para que ela se torne sua favorita, dando não só seu corpo, mas seu sangue a ele. Sim, o sangue, por acaso O Príncipe também é um vampiro, na realidade ele governa os vampiros em Florença e é muito poderoso, mais do que qualquer vampiro que se tenha ouvido falar, apesar de não querer demonstrar isso. A cidade está sendo constantemente atacada, pois alguém está tentando derrubar o príncipe que parece estar mais preocupado com sua nova favorita.

                             A narrativa de Sylvain mais uma vez vem permeada de elementos artísticos, se em O Inferno de Gabriel temos a obra de Dante Alighieri, em Noite de Florença temos as obras de Botticelli, um grande pintor renascentista. A obra que permeará toda essa trilogia é Primavera 



                       Como na maioria das obras da Renascença temos uma forte presença da mitologia vemos Vênus, que também é retratada em outra pintura famosa de Botticelli O Nascimento de Vênus, temos as três graças que dançam e representam a beleza, a castidade e a sensualidade(elas estão a esquerda do quadro), ao lado temos mercúrio vestido de vermelho, acima da deusa Vênus está o cupido (que acho que todo mundo conhece) ou Eros, como era chamado na mitologia atirando flechas vendado,  a direita temos os acontecimentos que deverão nos chamar mais atenção, esse ser assustador que tenta puxar uma ninfa é Zéfiro, a divindade da brisa que pode acalentar ou matar dependendo de sua fúria, a ninfa em questão é Clóris e de sua boca saem rosas que enfeitam a personagem a seu lado, Flora.

                       Como disse no parágrafo passado o que deverá nos interessar sobre essa pintura são Zéfiro e Clóris, pois muitas vezes daqui para frente o autor fará um comparativo entre esses dois personagens e Raven e seu captor, Príncipe/William, assim como em O Inferno de Gabriem, Gabriel e Julia eram constantemente ligados a Dante e Beatriz. O legal disso é que se você tem uma boa bagagem sobre arte e literatura adora essas comparações, se não tem e gosta do tema pesquisa e acaba aprendendo um monte e se não tem, vem a parte chata, pois acha os livros deles chatos e sem noção.

                            EU, amo arte e literatura, não é a toa que estou me formando em uma delas e espero me especializar nisso em algum momento. Porém, voltando um pouco aos livros, Raven me parece no começo sim assustada com o que sente por William e ao que parece os outros livros revelarão uma face do Príncipe que pode ser cruel, mas que está apaixonado por um anjo, temos mais uma vez a face da redenção. Parece ser um tema com o qual o autor gosta de trabalhar. Além desse aspecto, o autor inova ao mostrar personagens mais lascivos, cheios de maldade e com conflitos religiosos, o que não é bem uma novidade, mas temos um vampiro que foi outrora um noviço e isso é uma inovação. Não é a primeira vez que o autor mostra ter um domínio sobre assuntos religiosos e costumes nesse aspecto, o que revela vasto conhecimento tanto sobre arte sacra quanto sobre os costumes do clero renascentista. 

                            O que me decepcionou um pouco foi o ritmo do livro, até mais ou menos a página duzentos nos vemos andando em círculos na história, nada parece pegar ritmo e nos vemos lidando com os mesmos conflitos insistentemente, após isso o livro realmente muda e se começa a ter ação, romance e cenas muito quentes protagonizadas pelos personagens.


                              Eu gosto dessa capa preta e amei a diagramação tem uma foto de Florença em preto e branco nas folhas de rosto. Recomendo, embora espere que os próximos volumes sejam melhores.

2 Comentários:

aninha disse...

Sylvain Reynard é um cara muito inteligente. ele equilibra sua história como poucos autores conseguem. acho que talvez seja por isso que seus livros demorem um pouco a engrenar. quero muito conhecer a escrita dele com esse toque sobrenatural com vampiros. e gostei muito de ver que ele saiu do estereótipo de beleza, ñ me lembro de ter lido algum livro com uma personagem que tivesse deficiência. a capa é ótima, meio misteriosa. me deu saudade da fic hahaha <3 tomara que dê certo eu lê-lo o quanto antes.

Fábrica dos Convites disse...

Oi Priscila, acho que tem tudo para melhorar sim, afinal sendo o início, teremos allgumas surpesas pela frente, pelo menos esta é minha aposta.
Bjs, Rose

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