Resenha: Sua Última Duquesa (Gabrielle Kimm)

sexta-feira, 29 de maio de 2015



Título: Sua Última Duquesa
Autor: Gabrielle Kimm
Edição: 1
Editora: Record
ISBN: 9788501094667
Ano: 2015
Páginas: 350




Sinopse: Seduzida pelo sol ardente e pelas paixões ofuscantes da Itália Renascentista, a jovem Lucrécia de Medici, de 16 anos, vê uma vida dourada estendendo-se à sua frente. Seu marido muito rico escolheu-a como esposa, e o grande castelo dele em Ferrara vai ser o seu playground. Mas Alfonso d’Este, Duque de Ferrara, rapidamente se mostra tão perigoso e misterioso quanto é moreno e bonito, e as paredes de pedra do castelo parecem fechar-se em volta de Lucrécia como os muros de uma prisão. Apenas a amante do duque, Francesca, parece capaz de domar sua fúria crescente, enquanto sua necessidade desesperada de produzir um herdeiro o faz cair numa obsessão delirante. Com a cabeça cheia de sonhos desfeitos, Lucrécia foge dele por um caminho perigoso que pode lhe custar muito caro.


                  Sua Última Duquesa é um romance histórico daqueles que prezam a história. Publicado no Brasil pela Editora Record e escrito pela Gabrielle Kimm. Eu amo esse tipo de livro e esse não poderia ser diferente.


               Lucrécia de Medici é uma bela moça de dezesseis anos que foi criada em uma redoma pelos pais, quando ela casa com o duque Alfonso d'Este as coisas começam a mudar em sua vida. O homem não consegue tocá-la,  os meses vão passando e ele fica cada vez mais violento e possessivo. Lucrécia passa a achar que é apenas mais um dos objetos de arte para o marido e quando ele fica cada mais mais obsessivo e paranóico as coisas podem sair de controle.

                Esse é um livro como falei que preza pela história, quem conhece um pouco da história da Itália, sabe que a família di Medici foi uma impostante patrocinadora da arte renascentista e que Florença sobre o domínio da família foi antro de grande ascensão artísticas. Temos esse detalhe no livro, pois a família de Lucrécia é apreciadora de arte e ela própria tem uma sensibilidade artística bastante aguçada apesar de reprimida.

                 Gosto da maneira como a autora trabalhou com a personalidade dos personagens e com o simples fato de que são elas que fazem os acontecimentos se desenrolarem. Lucrécia é livre, não tem preconceito de classe, sorri de maneira natural, é encantadora e portadora de certa inocência e isso irrita e deixa Alfonso apavorado. Ele por sua vez é taciturno, perturbado, tem mania de perseguição e seu ego fica extremamente ferido por não conseguir fazer seu brinquedo funcionar com Lucrécia. Além disso, o conde tem uma amante que é prostituta na cidade e se mostra extremamente violento com ela. 

                 A trama em si não é muito movimentada, não há grandes cenas de ação ou grandes mistérios, apenas um suspense no final do livro que leva ao desfecho da história de Lucrécia. Não é um livro maravilhoso de arrebatar o coração, mas é um bom romance histórico, além de não ser muito longo.

                     Essa capa é maravilhosa, adorei o toque renascentista. A diagramação está ok, com letras no tamanho certo, margens bem cuidadas e sem erros de revisão; Enfim, dica válida para quem ama um bom histórico.
                

| comente (:

aninha disse...

é um livro bem enxuto. sem aquela toda aquela áurea romântica, mas que claro está ali pela personagem Lucrécia, que parece ser bem decidida e que tem que enfrentar um marido claramente perturbado. a capa tem esse toque clássico, muito bonito. anotei a dica <3

Postar um comentário

Ficarei muito feliz se você me der a honra de ter o seu comentário aqui no meu blog. O blog sobrevive dos seus comentários, seja legal, comente nos blogs que visita! :D