Feed Your Head Music: O Dia Que Voltei Aos 15 Anos

sábado, 13 de junho de 2015


 
Oi pessoal! Sim, eu continuo viva apesar dos meus tantos sumiços... 

Bem, acho que de certo modo tô estreando uma coluna nova aqui. E esse é o motivo pelo qual vos escrevo hoje: queria dividir com vocês uma experiência única que consegui fazer no sábado passado, 06 de Junho: realizei a proeza de voltar no tempo, retrocedendo 16 anos de minha vida! E p*ta m#$da! que momento incrível! 

Antes que vocês mandem mensagens para Dana ou Priscila dizendo que uma louca invadiu o Feed Your Head, devo afirmar que Einstein já dizia que isso é possível sim, afinal, cada pessoa pode ter seu próprio tempo e espaço, dependendo da gravidade ou velocidade da mesma. Mas, não estou aqui para falar sobre Física Quântica... Talvez o post de hoje tenha muito mais a ver com História ou talvez puro amor mesmo... 


Era 1998, eu tinha por volta dos meus 12 anos e estava procurando numa lojinha de CDs da minha cidade o single mais triste da minha história como fã das Spice Girls, o Viva Forever. Porém, foi neste mesmo lugar que pela primeira vez escutei uma certa música, que desde o final de semana passado não sai da minha cabeça...


Quem nunca fez esse passinho de Everybody não passou pelos anos 90!

A mistura de cinco garotos bonitos e uma pré-adolescente órfã de uma girl band, com hormônios em plena ebulição... já dá para imaginar no que deu, né?

Ok, mas confesso que não fui louuuuca surtada pelos Backstreet Boys; na verdade, tinha uma quedinha maior pelo NSync (em especial pelo JC Chasez). No entanto, não era dessas meninas que só faltavam apanhar na rua tamanho a rivalidade entre os pré "fandons". Perdi as contas de quantas vezes liguei pro saudoso Disk MTV pedindo pra ver Show Me The Meaning of Being Lonely mesmo sabendo que Bye Bye Bye tava na disputa pelo primeiro lugar! Saia do colégio correndo só para ver os clips dessas boy bands era o maior esforço que tinha na vida!

Foi nessa época, cansada de ficar no embromation com as músicas gringas, comecei a fazer Inglês, então meu incentivo para aprender a segunda língua foi total mérito das boy bands. Também fui aprendendo a escutar outras músicas internacionais, outras bandas, outros estilos, novas ou mais antigas.  Mas meu amor pelo de celeiro de boys bonitos e afinados lá da Flórida continuava, tendo muitas canções  deles como trilha sonora dos primeiros amores adolescentes.

Levanta a mão quem tinha esse poster da Atrevida no quarto??? \o/\o/
Nunca pude ver os Backstreet Boys de perto nessa fase: tanto na divulgação do CD Black and Blue ou nos shows que eles fizeram em 2001 para turnê desse mesmo disco. Primeiro, não tinha grana e nem sorte, já que mandei váaaarias cartas (afinal nessa época eu nem sabia o que era e-mail) para tudo que é promoção e nunca ganhei nada. Isso sem contar que meus pais me matariam se com 16 anos faltasse um mês de colégio para ficar na fila do show, como aconteceu naquela vez.

Aos poucos, o drama de fazer pré-vestibular, escolher uma profissão e decidir os próximos passos do meu futuro fizeram com que eu colocasse minha vida de fã em segundo plano. Acompanhei de longe o drama de AJ com as drogas, os primeiros trabalhos solos de Nick, o casamento (para minha decepção e luto) de Brian e Kevin... A vida real tinha chegado para mim na mesma proporção que a mídia ia começando a deixa-los de lado. Já era 2005 e eu estava no segundo período da faculdade quando foi lançada minha música favorita da banda, mesmo que esta nem de longe esta  tenha atingido o sucesso de As Long To Love Me ou Quit Playing Games (With My Heart), infelizmente.

I´ve triiiiied... to go on like I never knew you...

O Kevin acabou saindo da banda no ano seguinte ao lançamento desse clipe. Contudo, entre tantos projetos de pesquisa, trabalhos e visitas de campo, eu mal tive tempo de me ligar nisso. Os meninos da rua de trás ficaram marcados com muito carinho lá no início da minha adolescência, enquanto eu tentava me equilibrar nos desafios de uma jovem adulta. 

Até que em 2011, foi anunciado que o grupo faria alguns show da turnê This Is Us aqui no Brasil e Recife estava na lista de apresentações. E já dá até pra imaginar o que aconteceu com o coração da fã desapegada aqui, né? Fiquei animada pra caramba, já que desta vez, não precisaria viajar e pedir dinheiro pros pais só para poder comprar meu ingresso. Então no dia 02 de Fevereiro daquele ano, gritei, cantei e revivi minha adolescência naquele primeiro show, mesmo sem saber música nenhuma todas as vezes que o BSB apresentava alguma música do novo CD. #shameonme

Muito embora, até sábado passado, eu não tinha percebido o que era viver a experiência completa. Que faltava algo... ou alguém! 

Com a volta da formação original e um novo CD quase independente, o BSB conseguiu ter de volta a atenção do mercado musical. Lógico, nem de longe com a loucura como foi na virada do milênio, mas nem por isso deixou de ter resultados significativos. A turnê do 20º aniversário da banda, In A World Like This está fazendo muito sucesso, obrigada! Ainda sem contar com as apresentações na América do Sul e México, os não tão meninos subiram ao palco 140 vezes, sendo esta uma das maiores turnês de 2014, arrecadando mais de 33 milhões de dólares líquidos. E isso só no ano passado, sem somar os shows deste ano ou de 2013, quando a mesma começou.
 
E com esses resultados, adivinhem como a poser aqui ficou outra vez?

Men Band, Tios do Pop... e o recalque só cresce!
Lá no início comentei sobre como viajar no tempo, e esta é a melhor metáfora que posso fazer em relação aos novos shows aqui no Brasil. De fato, eu passei as duas horas da apresentação deles aqui em Recife entre os anos de 98 até 2002.  Ou talvez, possa até ir um pouco além e dizer que durante alguns momentos nos últimos três meses, eu revivi minha adolescente adormecida. Afinal, era a expectativa de ver os cinco caras no mesmo palco, a loucura para conseguir os ingressos, ir ver o documentário deles no cinema, procurar decorar todas as novas músicas e ficar cantarolando-as o tempo todo. Sim, definitivamente a Aline Teenager deu o ar da graça em minha vida.

Já no dia do show, nem se fala! Chegar as 14h no local da apresentação para um show que só começaria depois das 22h e ainda assim ficar beeeeeem longe da entrada... Passar calor, levar chuva, fazer amizade com as outras fãs que vieram de muito mais longe como Sergipe, Ceará, Bahia, Pará, Rondônia... Sentir o frio na barriga quando os portões são liberados e estourar a garganta de tanto gritar quando finalmente foi chegado o momento de ver e escutar seus ídolos ao vivo. Vocês hão de concordar que tais atitudes não procedem com alguém que já é assalariada, pós-graduada e recebe uma penca de contas para pagar no final do mês, certo?


Eu tava por aí, lá no canto direito!!!!
O que teve de diferente? Bem, desta vez, tivemos a facilidade de surtar por whatsapp, de mandar fotos com eles em tempo real, seja do aeroporto ou do hotel. Rapidinho pelas redes sociais, tudo muito mais imediato do que na minha época... Um verdadeiro boom para mim e tantas outras colegas quase balzaquianas que graças a esses caras, puderam encontrar essa fórmula da juventude por algumas horas.



O clima era exatamente esse, a ponto do próprio Nick Carter (que com todo respeito a sua digníssima esposa está MUITO melhor agora do que quando tinha 17 anos) dizer logo no início do show para que todas ficássemos roucas e voltássemos a ter 15 anos. E o público atendeu ao pedido dele! E mesmo já tento ido a shows muito bons nessa vida, nada irá superar a magia de ver esses caras de tão perto! Sério, ali no show até as ruguinhas (minhas e deles) desaparecem. Tudo o que você vê é apenas os mesmo rostos dos posters que enfeitavam seu quarto há quase duas décadas atrás.
Um aplauso para menina que conseguiu escapar dos 7.648 seguranças 

Bem, com perdão a vocês leitoras, mas notar o Howie D com os olhos cheios de lágrimas no palco, ver AJ usando camisa com estampa de cangaceiro, Kevin gritando a palavra preferida dele em português, bunda, o Brian sendo a simpatia em pessoa e dançando pra cacete mesmo com o pé machucado e Nick sensualizando como nunca a poucos metros de você é indescritível! E no final, ver todos com a camisa da seleção brasileira, (de futebol e basquete) só pode ser descrito como FODA PRA CARALHO. Indescritível. Impagável. Emocionante!
 

Olhando na multidão
E vendo seus corpos se agitarem, vamos lá
Gostaria de poder agradecer de outra forma, vamos lá
Porque o seu tempo conosco nos mantém vivos

Todos vocês não conseguem ver, não conseguem?
Como o amor de você afeta nossa realidade
Sempre que estamos na pior, vocês nos deixam melhor
E isso torna vocês maiores que a vida
Maiores que a vida!
Trecho de Larger Than Life, de Millennium, 1999
Ainda dá tempo! alguém me dá ingresso e passagem para ver tudo de novo em Porto Alegre?
Bem, isso aqui era para ser um vlog completo sobre esta experiência. Mas adivinhem quem teve que formatar o celular e perder boa parte das loucuras? =/ No mais, peço desculpa por não poder deixar esse momento tão real aqui no blog quanto foi para mim.

Contudo, para quem ainda está duvidando do meu estado catatônico ou que eu ainda esteja um tanto que rouca até agora, encerro isso aqui com um vídeo com minha cara linda #sqn de besta, em um dos poucos vídeos que pude recuperar desse show... Por favor, não reparem o quão besta eu estava duas horas após o show! E também no cabelo de vassoura, nas olheiras, no rímel borrado, nas olheiras aparentes ou no sorriso idiota...)


PS.: TÔ PRONTA PARA COMEMORAR MEUS TRINTA NO CRUZEIRO DO BSB!!! QUEM VAI COMIGO???

4 Comentários:

Lariza Barbosa disse...

Te entendo muuuuuuito.Estava e consegui um lugar praticamente no alambrado quem separa o palco da platéia. Fui empurrada e esmagada.Mas me importei? Nao mesmo.Realizei um dos maiores sonhos da minha vida e sinceramente esperava muito menos deles.Mas superou qualquer expectativa. Amo aquele grupo. Partiu cruzeiro em Barcelona

aninha disse...

eu e minha irmã tínhamos um fã clube deles! hahaha bons tempos mesmos, faltou só o show para nós. fico feliz que eles estejam agora mais maduros, cantando bem como sempre. deve ter sido uma experiência incrível vê-los! li seu relato com um sorriso no rosto! muito legal!

Aline Lins disse...

Cara, nada como ser esmagata por esses caras! Já to sofrendo pq eles tão indo embora logo após o show em POA. Mas já comecei a fazer das tripas coração para o cruzeiro! sério!!

Obrigada pelo seu comentário, gata!

Aline disse...

Aninha, eu te sugiro muito que vá para o show quando tiveres a oportunidade! Parece que para nós que fomos/somos fãs é o complemento de um ciclo! E fora que eles são os reis da simpatia! Virarei stalker deles! hahah

Um beijão!

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