Resenha: A Balada de Adam Henry (Ian McEwan)

sábado, 25 de julho de 2015



Título: A Balada de Adam Henry
Autor: Ian McEwan
Edição: 1
Editora: Companhia das Letras
ISBN: 9788535925135
Ano: 2014
Páginas: 200
Tradutor: Jório Dauster


Sinopse: Poucos autores de língua inglesa são mais importantes na atualidade do que Ian McEwan. Em quarenta anos de carreira, ele compôs marcos da literatura contemporânea, como Amor sem fim (1997), Amsterdam (1998) e Reparação (2001). Seus livros são conhecidos pela precisão da prosa, pela atmosfera de suspense e estranhamento e também pelas viradas surpreendentes da trama, que puxam o tapete do leitor ao final do livro. Nos últimos anos, o traço decisivo de sua literatura tem sido a defesa da racionalidade científica contra os fundamentalismos religiosos. É esse o embate que está no cerne de A balada de Adam Henry. A personagem central é Fiona Maye, uma juíza do Tribunal Superior especialista em Direito da Família. Ela é conhecida pela “imparcialidade divina e inteligência diabólica”, na definição de um colega de magistratura. Mas seu sucesso profissional esconde fracassos na vida privada. Prestes a completar sessenta anos, ela ainda se arrepende de não ter tido filhos e vê seu casamento desmoronar. Assim que seu marido faz as malas e sai de casa, Fiona tem de lidar com o caso de um garoto de dezessete anos chamado Adam Henry. Ele sofre de leucemia e depende de uma transfusão de sangue para sobreviver. Seus familiares, contudo, são Testemunhas de Jeová e resistem ao procedimento.O dilema não se resume à decisão judicial. Como nos demais casos que julga, Fiona argumenta com brilho em favor do racionalismo e repele os arroubos do fervor religioso. Mas Adam se insinua de modo inesperado na vida da juíza. Revela-se um garoto culto e sensível e lhe dedica um poema incisivo: “A balada de Adam Henry”. Os sentimentos despertados pelo garoto a surpreendem e incomodam. A crise doméstica e o envolvimento emocional com Adam - que oscila entre a maternidade reprimida e o desejo sexual - desarrumam sua trajetória de vida exemplar, trilhada com disciplina espartana desde a infância. 



              A Balada de Adam Henry  foi escrito pelo Ian McEwan e publicado pela Companhia das Letras. Na realidade eu tinha expectativa zero para esse livro e ele até que me surpreendeu apesar de ter algumas coisas que me incomodaram.

                  Fiona é uma respeitável juíza londrina casada há anos com Jack, prestes a completar sessenta anos. De repente ela é surpreendida pelo marido que pede sua permissão para viver um caso com uma mulher de 28 anos. Consternada e revoltada de certa maneira ela o expulsa de casa e continua a rotina de juíza se questionando sobre a vida e sobre os vários casos. Quando ele volta com o "rabo entre as pernas" o casamento já está abalado e Fiona está envolvida em um novo caso: Adam Henry, o garoto de dezessete anos que recusa transfusão sanguínea por causa de sua religião.

                Essa narrativa é toda em primeira pessoa e Fiona é nossa protagonista/narradora, eu gosto bastante das reflexões dela, acho que uma mulher de quase sessenta anos que tem sua vida virada de cabeça para baixo e que começa a rever suas escolhas pode de certa forma se identificar bastante. Só creio que destoa um pouco dessa personalidade o fato de o marido depois de voltar da casa da amante ela não o ter abandonado, embora a atitude dela dentro da construção do enredo seja algo completamente compreensível.

                 Praticamente só temos Fiona como personagem, na realidade o livro praticamente se volta apenas para ela, os outros personagens como Jack e até mesmo Adam são apenas trampolins para que Fiona consiga de certa forma se questionar sobre suas escolhas e sobre suas decisões até mesmo no tribunal. Não gosto definitivamente de Jack, acho um homem fraco e velho que quer se sentir novinho de novo e para mim não tem coisa mais patética que velho com crise de meia idade querendo pegar mulheres mais jovens apenas para sentirem que o negócio ainda funciona. Já Adam me parece ser um personagem bastante perdido que daria um livro apenas para ele.

                 Esse livro é bem pequeno, com apenas duzentas páginas, mas e realmente bem intenso de certa maneira. A capa confesso não tem lá muito a ver com a história. A diagramação está ok. Enfim, um livro rapidinho que vale a leitura.

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