Resenha: Dead Island (Mark Morris)

segunda-feira, 27 de julho de 2015


R$ 19,90 até R$ 39,00
ISBN-13: 9788501402349
ISBN-10: 8501402346
Ano: 2015 / Páginas: 280
Idioma: português
Editora: Galera Record

Baseado no aterrorizante videogame, um romance sobre o apocalypse zumbi A ilha de Banoi, um resort tropical no meio da Oceania, oferece belos dias de sol e todo conforto que um turista pode desejar. É lá que Logan Carter, ex-estrela de futebol, e Purna, uma jovem misteriosa de descendência aborígene, planejam esquecer o passado traumático e levar uma vida normal. Também é o lugar onde o rapper Sam B espera ressuscitar sua carreira com um show inesquecível, e onde Xian Mei, uma policial chinesa, trabalha como espiã para seu governo – apesar de nunca haver realmente nada para ser espionado. Quando o paraíso se transforma em inferno e um vírus começa a trazer os mortos de volta à vida, uma infecção passa a se espalhar rapidamente entre os turistas, e os caminhos dessas quatro pessoas tão diferentes se cruzam. Guiados por um homem de identidade desconhecida que parece querer ajudá-los por motivos obscuros, eles começam uma perigosa jornada para escapar da ilha. No caminho, encontram revelações aterrorizantes e descobrem que os zumbis são apenas parte do problema. A trilha para a salvação é repleta de violência e deixará sua marca nos quatro sobreviventes.

Dead Island é um romance sobre o apocalipse zumbi baseado no game de Survival Horror homônimo. A história se passa na ilha ficcional Banoi, um local paradisíaco localizado na Oceania. Hotéis chiques e belas praias cercam este isolado lugar. Cenário perfeito para os turistas desfrutarem de todo o conforto que o dinheiro pode comprar. Mas este paraíso começa a se transformar em inferno quando um terrível vírus assola a ilha e começa a trazer os mortos de volta sedentos por carne humana.

Logan Carter, ex jogador de futebol que teve sua carreira arruinada por um acidente. Sam B., rapper de um sucesso só que tenta alavancar sua carreira com um show na ilha. Purna, uma bela e misteriosa jovem australiana com origem aborígene. Xian Mei, policial espiã chinesa, que está espionando nem ela sabe o quê, para o governo de seu país. Quatro pessoas que terão as vidas cruzadas e um único objetivo: saírem vivos da ilha de Banoi. 

Bom, o livro é a mesmíssima coisa do jogo, até alguns dos diálogos são idênticos! É até legal ler e ficar lembrando as cenas do game. Eu já joguei Dead Island e é um dos melhores games do estilo. Legal também é ler e saber a cara que cada um tem!


Não tem muito o que falar do enredo porque a sinopse está muito boa e fala o essencial sem revelar nada. Se você parar para pensar, muitas coisas neste game/livro não fazem o menor sentido. Mas quem se importa, não é? Todos nós queremos uma coisa só: SANGUEEEEE! rs Brincadeira, gente. O livro explica algumas coisas que eu meio que boiei no jogo, não sei se é a explicação oficial ou se foi só licença poética. 

Para quem não jogou, o que interessa saber é que o grupo está em apuros, pois a ilha está infestada de zumbis e eles precisam chegar até a Prisão de segurança máxima que fica bem no centro da ilha. Guiados por um misterioso homem que tem um certo interesse em que o grupo escape e chegue até a cadeia, onde ele está. Durante o trajeto até a prisão, os heróis se deparam com alguns outros personagens, alguns que os ajudam e outros que os atrapalham. 

As descrições são ótimas e certas cenas até conseguiram me chocar um pouco, algumas cenas que o game não mostrou. Zumbis crianças partem meu coração. :'( O mais interessante é que os zumbis são só a ponta do iceberg, porque o buraco é beeeem mais embaixo. São várias teorias que os personagens desenvolvem para tentar descobrir o motivo de eles serem de certa forma protegidos e dentre as teorias tem várias conspirações políticas. 

Sobre os personagens: Gostei de todos, cada um tem uma particularidade que me fez desenvolver um carinho especial durante a leitura. No começo não gostei muito da Purna, mas depois vi que ela é a mais forte de todos e é quem segura a barra quando tá muito tenso de acreditar naquilo tudo. Gosto do Logan, ele é a melhor pessoa. Sempre que uma situação tá tensa ele tem uma idiotice para falar e amenizar o clima, ou não. Risos. 



O final não foi surpreendente porque eu já tinha jogado, então sabia o que esperar, talvez por isso não tenha gostado taaaaaanto assim do livro. Talvez se eu tivesse lido antes de jogar tivesse gostado bem mais, até adorado. Mas infelizmente não tive tantas surpresas, que no caso de um livro/game de survival horror faz toda a diferença. 

Uma coisa que me incomodou um pouco: no game as balas das armas são bem escassas e você tem que economizar ao máximo, usar só quando for caso de extrema urgência. Já no livro, o autor descreveu como se eles tivessem balas infinitas, pois tem uma cena em que dois personagens matam cerca de 60 zumbis só com tiros. Oi? Mas para compensar isso, teve uma coisa que ficou melhor que no game: as emoções dos personagens. No game eles parecem que nasceram para isso e nem se enojam ao ter que esmagar a cabeça de um zumbi, já no livro eles são bem "humanos" e em diversas cenas me conectei com eles. 



Queria contar muita coisa da história, mas é spoiler demais para quem não jogou o game. Mas vamos falar da edição, estou decepcionada, muuuuuitos erros de tipografia e até de português, pasmem, achei "precionar" no livro. Fiquei bem chateada porque confio muito no trabalho do Grupo Editorial Record e não consigo pensar no porquê dessa edição ter passado desse jeito. Sério, nem parece que foi revisada, até nomes de personagens trocados tinha. Enfim, espero que antes de ir para a segunda edição ele passe por umas duas ou três revisões porque olha, tá precisando. 





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