Resenha: A Elegância do Ouriço ( Muriel Barbery)

quarta-feira, 22 de julho de 2015



Título: A Elegância do Ouriço
Autor: Muriel Barbery
Edição: 1
Editora: Companhia das Letras
ISBN: 9788535911770
Ano: 2008
Páginas: 352



Sinopse: À primeira vista, não se nota grande movimento no número 7 da Rue de Grenelle: o endereço é chique, e os moradores são gente rica e tradicional. Para ingressar no prédio e poder conhecer seus personagens, com suas manias e segredos, será preciso infiltrar um agente ou uma agente ou — por que não? — duas agentes. É justamente o que faz Muriel Barbery em A "Elegância do Ouriço", seu segundo romance. Para começar, dando voz a Renée, que parece ser a zeladora por excelência: baixota, ranzinza e sempre pronta a bater a porta na cara de alguém. Na verdade, uma observadora refinada, ora terna, ora ácida, e um personagem complexo, que apaga as pegadas para que ninguém adivinhe o que guarda na toca: um amor extremado às letras e às artes, sem as nódoas de classe e de esnobismo que mancham o perfil dos seus muitos patrões.


                   A Elegância do Ouriço é o segundo livro da autora francesa Muriel Barbery, publicado no Brasil pela Companhia das Letras. Como vocês sabem eu adoro coisas francesas e ainda estou procurando me familiarizar mais com autores contemporâneos franceses.


                    Renée é uma porteira de um condomínio de luxo em Paris. Apaixonada por filosofia, Literatura russa e Arte, ela se esconde atrás da fachada de uma simples proletária e vive uma vida de reclusão e reflexão acerca do modo de vida das pessoas que a cercam. Paloma por sua vez é uma menina de apenas doze anos que tem profundas reflexões sobre vida e morte e que planeja se matar e colocar fogo no apartamento de sua família, não nessa ordem.

                        A narrativa é em primeira pessoa e nossas narradoras são Paloma e Renée, embora eu ache que realmente temos boas sacadas e referências no livro inteiro, sinceramente? O fato de uma menina de DOZE anos filosofar sobre Kant e Proust eu achei mais do que um pouco fantasioso. Apesar de deixar claro que a menina é superdotada, esses pensamentos ja são raros para um adulto imagina para uma menininha. Acho que a autora quis colocar algo de diferente no romance, mas não me convenceu.

                        Outro ponto que deixa a desejar, é exatamente o fato de Paloma querer se matar, é um pouco perturbador quando se pensa que ela tinha absolutamente tudo, casa, comida, oportunidades e uma família disfuncional, porém uma família. Achei exagero da autora trabalhar com essa perspectiva quando do outro lado da moeda se tem uma mulher madura com o oposto do que Paloma tinha que apreciava beleza e Arte de uma forma singular.  Quando um japonês chega ao prédio as coisas começam a prender para outro lado, é como se essa nova forma de ver o mundo, essa nova cultura mudasse a dinâmica das coisas.

                           O ponto positivo do livro são as referências, se você tem interesse por filosofia e por grandes nomes de pensadores vai gostar de saber que tanto Paloma quanto Renée parecem muito interessadas no assunto, como eu não gosto muito de filosofia, para mim só foi muito chato e eu acabei pulando a maioria das explicações e referências.

                         Gosto e não gosto dessa capa, acho que ela combina com o livro: extremamente tediosa. A diagramação está ok. Enfim, leia e vamos debater sobre ele depois.
                   

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