Resenha: Funny Girl (Nick Hornby)

sexta-feira, 31 de julho de 2015



Título: Funny Girl
Autor: Nick Hornby
Edição: 1
Editora: Companhia das Letras
ISBN: 9788535925562
Ano: 2015
Páginas: 424



Sinopse: Os anos 1960 estão fervilhando e toda a Inglaterra está impressionada com o sucesso improvável de Sophie Straw, a nova estrela das comédias que saiu de Blackpool, uma pequena cidade no norte do país, adora Lucille Balle e sempre teve o sonho de fazer as pessoas darem risada. Nos bastidores, o elenco e a equipe estão vivendo o melhor momento de suas vidas. Porém, quando o roteiro do programa televisivo Barbara (e Jim), estrelado por Sophie, começa a ficar familiar demais, e a vida começa a imitar a arte, todos terão de fazer escolhas e Sophie Straw, que mudou de nome e abandonou sua vida anterior, precisa decidir se continua com eles ou muda de canal.Nick Hornby fala de cultura popular, juventude e velhice, fama, diferenças de classe e trabalho em equipe. Ele nos apresenta um retrato da exuberância da juventude e do processo criativo, em uma época especial em que ambos puderam florescer. 


                      Funny Girl foi escrito pelo Nick Hornby e publicado no Brasil pela editora Companhia das Letras. Não é minha experiência com esse autor, na verdade eu li Alta Fidelidade e odiei, mas resolvi dar mais uma chance a ele e não deu muito certo.


                        Barbara é uma moça que mora em Blackpool no interior da Inglaterra, pensando em ser atriz, ela se muda para Londres onde vira Sophie Shaw a estrela do sitcom Bárbara(e Jim) uma popular série da BBC dos anos 60. A pequena equipe se desdobra e o trabalho para colocar a série no ar envolve muito mais que as gravações, mas envolve a vida pessoal e experiências de todos os envolvidos.

                         Narrativa em terceira pessoa com enfoque em Sophie, que é a nossa funny girl. Gosto da construção dos personagens, Sophie é divertida, completamente fora dos padrões das moças nos anos 60, ela não quer casar e construir uma família, ela é focada em sua carreira e em seu programa. Durante anos ela vive casos amorosos com atores e famosos não se importando muito com casamento. Os roteiristas da série Tony e Bill são outros personagens super interessantes, Bill é gay e odeia ter de se esconder, ele que ser subversivo e ter a liberdade de poder viver com outros homens sem ter a possibilidade de ser preso ( era o que acontecia com gays na Inglaterra dos anos 60), já Tony acha que é gay, mas é casado e apaixonado pela esposa, apesar de não conseguir ter relações sexuais com ela. Dennis o produtor e diretor, está em um casamento falido, com uma esposa que é indiferente e o trai com um idiota intelectual. Por último temos Clive, o co-star de Sophie, ele acha que o mundo deve girar em torno dele, é um homem mulherengo que tem um relacionamento conturbado com a moça.

                          Todos os personagens por si só já dariam um bom livro, eles são interessantes, bem construídos, com características maduras e nuances sérias, alguns polêmicos, outros fora de seu tempo. Infelizmente todos eles foram mal aproveitados por um autor que conseguiu deixar a narrativa arrastada e circular, eles giram em um círculo de propagação que nunca termina, nada realmente acontece e tudo termina no mesmo lugar que começou. Levei algumas horas pensando se eu tinha gostado ou não, pois os personagens realmente me agradaram, eles são inteligentes, mas a história não é e isso realmente sobrepujou as coisas boas. Essa definitivamente é minha última experiência com Nick Hornby que se mostrou um autor capaz de construir bons personagens, mas não de colocá-los em uma história que valesse a pena ser lida.

                        Eu gosto muito dessa capa, acho representativa. A diagramação está boa, com fotos de referências da Inglaterra dos anos 60. Enfim, cada um tem sua opinião e eu realmente quero saber a de vocês.

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