Resenha: Primeiro e Único (Emily Giffin)

segunda-feira, 6 de julho de 2015



Título: Primeiro e Único
Autor: Emily Giffin
Edição: 1
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581635972
Ano: 2015
Páginas: 448



SinopseShea tem 33 anos e passou toda a sua vida em uma cidadezinha universitária que vive em função do futebol americano. Criada junto com sua melhor amigas, Lucy, filha do lendário treinador Clive Carr, Shea nunca teve coragem de deixar sua terra natal. Acabou cursando a universidade, onde conseguiu um emprego no departamento atlético e passa todos os dias junto do treinador e já está no mesmo cargo há mais de dez anos. Quando finalmente abre mão da segurança e decide trilhar um caminho desconhecido, Shea descobre novas verdades sobre pessoas e fatos e essa situação a obriga a confrontar seus desejos mais profundos, seus medos e segredos.A aclamada autora de Questões do Coração e Presentes da Vida criou uma história extraordinária sobre amor e lealdade e sobre uma heroína não convencional que luta para conciliá-los.



                    Primeiro e Único é mais um livro escrito pela maravilhosa Emily Giffin publicado aqui no Brasil pela editora Novo Conceito. Eu adoro essa autora tenho muitos livros dela e adoro quase todos.



                       Shea é uma mulher de 33 anos, ela trabalha para a Universidade Wesley como relações públicas. Criada pela mãe, ela sempre conviveu com a família Carr. Connie Carr era a melhor amiga de sua mãe e mãe de sua melhor amiga, Lucy. Quando Connie morre, Shea fica mais próxima da família e acaba se aproximando muito do treinador Clive Carr, que sempre foi seu herói, mas esse sentimento de admiração passa para algo mais e o sentimento parece ser recíproco.

                          É uma narrativa bem diferente, mais uma vez narração terceira pessoa com enfoque em Shea. A personagem que sofre maiores transformações na trama, ela passa por uma perda, por sentimentos confusos, por um relacionamento abusivo e se descobre desejando o impossível. Muita gente pode sair machucada se Shea se entregar ao que sente.

                         O romance é maduro, quando você pensa que a personagem já tem trinta e três e está apaixonada por um homem com mais de cinquenta anos. Porém a autora joga com as sensações quando descreve o treinador Carr como um George Clooney com roupas de treinador de futebol americano, daí não há leitora no mundo que não caia de amores. No começo confesso que fiquei meio com o pé atrás e acabei por várias vezes imaginando os protagonistas um pouco mais jovens, porém as atitudes de ambos não seguem a linha dos romances onde os protagonistas ainda estão na universidade, mas eles provam que são adultos, o que só torna tudo mais interessante.

                           Outro fator importante foi o drama de violência doméstica na trama, foi retratado de forma séria e principalmente, de forma bastante delicada. Emily mostrou que um homem que agride uma parceira de uma maneira ou de outra pode voltar a fazer isso com outra companheira. Outro drama importante foi a questão da diferença de idade entre os personagens, nada mais que vinte anos, o fato dele não ser o CEO de uma empresa que pega a novinha também chama a atenção. O grande problema: final aberto! Não sei o que está acontecendo com esses autores.

                       Essa capa é significativa para a narrativa, a diagramação apesar de não ter muitos detalhes está ok. Enfim, é uma leitura boa, mas não maravilhosa como os outros livros dessa autora.

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aninha disse...

gostei do romance mais maduro, tem uma pegada mais adulta e ver que uma autora tem a sensibilidade precisa pra falar de uma assunto tão sério como a violência doméstica de um jeito sério e não romantizado, é muito bom. outro ponto positivo, é ver a personagem Shea, vai aprendendo com tudo que a vida vai mostrando a ela nessa etapa da vida, já com 33 anos. vivendo e aprendendo a final de contas. a capa ñ é das melhores mas faz sentido com o livro então tá valendo. tenho uns dois livros da Emily aqui, vou aproveitar e conhecer a escrita dela =)

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