Resenha: Bom dia, Sr. Mandela (Zelda la Grange)

sexta-feira, 14 de agosto de 2015



Título: Bom dia, Sr. Mandela
Autor: Zelda la Grange
Edição: 1
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581636184
Ano: 2015
Páginas: 432



Sinopse: Bom Dia, Sr. Mandela conta a extraordinária história de uma jovem que teve suas crenças, preconceitos e tudo em que sempre acreditou transformados pelo maior homem de seu tempo. A incrível trajetória de uma datilógrafa que, escolhida para se tornar a mais leal e devotada assessora de Nelson Mandela, passou a maior parte de sua vida trabalhando ao lado do homem que ela passaria a chamar de Khulu , ou avô.




               Bom dia, Sr. Mandela é a biografia da secretára/ assistente pessoal/ faz tudo de Nelson Mandela, Zelda la Grange. Até agora eu não sei por que me interessei em ler esse livro, acho que pela sinopse e por Nelson Mandela ser um ícone mundial, mas a verdade é que fiquei bastante incomodada com boa parte do livro.

                     Zelda é uma mulher forte e decidida que cresceu sobre o regime do apartheid na África do Sul. Sendo branca, ela era da classe dominante e vivia em seu mundinho alienado e cor de rosa, até que Nelson Mandela vira presidente e ela vai trabalhar com ele como datilógrafa. Vendo aí uma oportunidade, Mandela a toma como sua assistente e eles passam anos trabalhando juntos.

                   Como boa parte das biografias, Bom dia, Sr. Mandela é escrito em primeira pessoa e nossa narradora lógico pe Zelda la Grange. Esse estilo de narração nesse tipo de livro é bem comum e na maioria das vezes agrada, já que é a pessoa contando sua história de vida com detalhes. Isso não foi o que aconteceu aqui.

                    Eu fiquei bastante incomodada com boa parte da narrativa, por vezes parece que Zelda está lendo uma de suas antigas agendas para nós. Ela não revela muito, talvez por não querer expor, mas grande parte do livro não nos traz lá muitos detalhes das visitas que Mandela fez por todo o mundo. Já em outras ocasiões como nas partes em que ela narra passagens do dia-a-dia de Mandela, principalmente depois que ele se aposentou, posso dizer que sim, fica um pouco mais interessante, principalmente depois de sua morte, já que Zelda guarda bastante rancor das filhas de Mandela, que além de barrarem sua entrada no enterro, dificultaram a vida de pessoas que apoiaram o pai a vida inteira como Oprah, Bonno Vox e Charlize Theron. Esses são personagens conhecidos mundialmente e que Zelda narra como apoiadores das causas levantadas por Mandela.

                 Sobre Zelda, temos pouquíssimas passagens, sua vida pessoal praticamente não é citada, amigos, namorados, dia-a-dia fora do círculo de Mandela, ela deixa claro que viveu para servir e  que nos últimos momentos essa função lhe foi tirada. Ela também denuncia "maus tratos" por parte da família de Mandela e que eles se aproveitaram da imagem dele depois que ele já não tinha como ditar a própria vida. Enfim, é um livro que deixa claro o quanto a ex-assistente está ressentida.

               Essa capa é uma foto real retirada do arquivo de Zelda, eu gosto e não gosto dela. A diagramação está ok e no final do livro temos algumas fotos de Mandela com Zelda. Enfim, não é das melhores biografias que eu já li.

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