Resenha: Cidade Banida (Ricardo Ragazzo)

quarta-feira, 19 de agosto de 2015



Título: Cidade Banida
Autor: Ricardo Ragazzo
Edição: 1
Editora: Planeta
ISBN: 9788542205411
Ano: 2015
Páginas: 384



Sinopse: No futuro, a Terra foi assolada por inúmeras guerras, o que dizimou 99% da população humana e transformou sua vida animal e vegetal. Boa parte dos seres humanos acabou confinada dentro dos muros de Prima Capitale, regida pelas draconianas regras do Supremo Decano. Por causa da rigidez do governo, todos os bebês nascidos no lugar precisam passar pelo crivo dos chamados cognitos, seres com poderes psíquicos capazes de prever o futuro. Caso, nesta visão, seja revelado que o novo cidadão cometerá um crime, sua sentença é a morte. Seppi Devone foi um desses bebês vetados. No entanto, sua mãe, Appia, consegue fugir com ela, livrando-a da cruel sentença. Elas vivem incógnitas numa comunidade no meio da mata e Appia cria sua filha como um garoto. Mas, quando Seppi completa 15 anos, o destino bate à sua porta e a garota terá de enfrentá-lo. Afinal, a adolescente é a única esperança que muitos oprimidos têm de se livrar do mal a que são submetidos pelo Supremo Decano. Irá ela abraçar essa sua missão?




                      Cidade Banida é o primeiro livro do que eu não sei ainda se é uma trilogia ou uma série, procurei e não achei a informação, do autor nacional Ricardo Ragazzo. A publicação é da editora Planeta.

                       Seppi viveu a vida inteira em uma mentira, desde cedo ela teve que se passar por menino a pedido da mãe, sem saber que sua situação era bem pior que imaginava. Para entender o que aconteceu é necessário explicar que a sociedade em que ela vive é uma sociedade pós apocalíptica, onde depois de muitas guerras uma nova forma de viver surgiu, onde a disciplina e a ordem se mesclam em uma sociedade que os indivíduos são descartáveis. Quando uma criança nasce ela é levada até uma sala onde seu futuro é investigado, se os pais virem que ela virá a prejudicar a sociedade imediatamente essa criança é descartada. Isso foi o que aconteceu com Seppi, ela é uma totêmica, espécie de paranormal que pode controlar coisas, que no futuro irá destruir a sociedade e o Supremo Decano, que seria o governo. Dessa forma, Appia, mãe da garota foge com ela para dar uma chance da filha viver e mudar o futuro da humanidade.

                           A narrativa é feita em primeira pessoa, nossas narradoras são Seppi e sua mãe, que narra os acontecimentos que levaram ao veto da filha. Creio que essa escolha feita pelo autor aproximou um pouco mais o leitor da personagem, até por ser uma sociedade diferente e no futuro é importante "entrar na cabeça" de alguém que possa entender mais ou menos o que está acontecendo ao redor.

                          Eu acho que o temperamento de Seppi é meio sombrio e isso pode vir a ser um ponto positivo para os próximos livros assim como foi nesse. Ela pode falar com animais, ela pode machucar pessoas e criaturas com o poder do pensamento e sim ela pode mudar o mundo acabando com o governo abusivo.

                         O romance colocado na narrativa ainda estou decidindo se gostei ou não, em alguns momentos me pareceu forçado em outros eu achei consistente com a idade da personagem. Ela tem apenas 15 anos e hormônios são algo a ser considerado, mas outras cenas parecem um pouco forçadas. Por isso ainda não decidi, acho que vou esperar os próximos volumes para ver se realmente consigo consolidar minha opinião sobre.

                          Achei essa capa bem bonita, parece capa de jogo de vídeo game. A diagramação está ótima, destaque para o glossário no início do livro que além de trazer os termos que não conhecemos, traz umas ilustrações. Enfim, acho uma ótima pedida de distopia nacional.

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