Resenha: Neve na Primavera (Sarah Jio)

sábado, 15 de agosto de 2015



Título: Neve na Primavera
Autor: Sarah Jio
Edição: 1
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581637211
Ano: 2015
Páginas: 336



Sinopse: Seattle, 1933. Vera Ray dá um beijo no pequeno Daniel e, mesmo contrariada, sai para trabalhar. Ela odeia o turno da noite, mas o emprego de camareira no hotel garante o sustento de seu filho. Na manhã seguinte, o dia 2 de maio, uma nevasca desaba sobre a cidade.Vera se apressa para chegar em casa antes de Daniel acordar, mas encontra vazia a cama do menino. O ursinho de pelúcia está jogado na rua, esquecido sobre a neve.Na Seattle do nosso tempo, a repórter Claire Aldridge é despertada por uma tempestade de neve fora de época. O dia é 2 de maio. Designada para escrever sobre esse fenômeno, que acontece pela segunda vez em setenta anos,Claire se interessa pelo caso do desaparecimento de Daniel Ray, que  permanece sem solução, e promete a si mesma chegar à verdade. Ela descobrirá, também, que está mais próxima de Vera do que imaginava.


                      Neve na Primavera foi minha primeira experiência com a autora Sarah Jio, publicada aqui no Brasil pela Editora Novo Conceito. Confesso que esperava um pouco mais desse livro e algumas coisas me incomodaram bastante na trama.


                         
                        Vera é uma mulher pobre que vive nos anos 30, ela tem um filho de três anos chamado Daniel, quando um dia ela volta do trabalho e não encontra o filho. Mais de 50 anos depois Claire, uma repórter que está com o casamento prestes a acabar e sofrendo pela perda do filho, resolve investigar o desaparecimento do menino Daniel. Décadas separam essas duas mulheres que perderam seus filhos, mas muitas coisas além da dor parecem uní-las.

                         A narrativa é alternada entre presente e passado, Claire e Vera se revezam para contar suas histórias, feridas pelo homem que amavam, sozinhas e perdidas sem seus filhos, é uma narrativa bastante emocional com uma pitada de mistério, pois afinal o que aconteceu a Daniel? Quem o levou? Por que o levou? Quem era o pai dele? São muitas perguntas e algumas ficam sem resposta.


                         Algumas coisa me incomodaram, como já falei, o fato de que nem todas as respostas são reveladas é uma delas, mas também a relação de Claire com o marido Ethan é outra coisa que me incomodou bastante, apesar de ela ser claramente apaixonada por ele, vemos um homem distante, que abandona emocionalmente a mulher logo depois que ela perde o filho, que passa mais da metade das vezes que aparece no livro pendurado nos braços de sua ex-namorada. Não sei, mas para mim ele é um homem que não merecia perdão, de maneira nenhuma, embora não tenhamos certeza que ele traiu Claire, só o fato de ele estar se encontrando com a ex para mim já é o cúmulo. 

                        Quanto a Vera, acho que ela fez o melhor que pode com as circunstâncias em que vivia, muitas das pessoas fizeram mal a ela, levaram seu filho enquanto ela lutava para protegê-lo, o grande amor da vida dela, quando ela o viu pela última vez estava casado e com um filho a caminho. Uma pobre alma que morreu sem saber que o filho tinha estado mais próximo do que ela jamais imaginou. Vítima da maldade humana que não foi completamente explicada no livro. 

                            No fim, as relações construídas no livro para mim, oprimiram um pouco a mulher, acho ainda inaceitável as coisas que aconteceram com Vera e o que Claire teve de passar, meu coração não terminou tranquilo nas últimas páginas ao contrário fiquei agoniada pensando em como uma autora pode reduzir tantos sentimentos de negligências e ainda nos deixar sem respostas.

                              Essa capa é bonita, acho que a fotografia é bastante expressiva e significativa para a história. Gosto da diagramação que ajudou e muito na fluência da leitura. Enfim, um livro de drama que inquieta o coração.
                            

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