Resenha: O Pintassilgo (Donna Tartt)

sábado, 8 de agosto de 2015



Título: O Pintassilgo
 Autor: Donna Tartt
 Edição: 1
Editora: Companhia das Letras
ISBN: 9788535924688
Ano: 2014
Páginas: 721
Tradutor: Sara Grunhagen


Sinopse: Theo Decker, um nova-iorquino de treze anos, sobrevive milagrosamente a um acidente que mata sua mãe. Abandonado pelo pai, Theo é levado pela família de um amigo rico. Desnorteado em seu novo e estranho apartamento na Park Avenue, perseguido por colegas de escola com quem não consegue se comunicar e, acima de tudo, atormentado pela ausência da mãe, Theo se apega a uma importante lembrança dela - uma pequena, misteriosa e cativante pintura que acabará por arrastá-lo ao submundo da arte. Já adulto, Theo circula com desenvoltura entre os salões nobres e o empoeirado labirinto da loja de antiguidades onde trabalha. Apaixonado e em transe, ele será lançado ao centro de uma perigosa conspiração. 'O pintassilgo' é uma hipnotizante história de perda, obsessão e sobrevivência, um triunfo da prosa contemporânea que explora com rara sensibilidade as cruéis maquinações do destino.


               O Pintassilgo foi escrito por Donna Tartt e publicado no Brasil pela Companhia das Letras. Ganhei esse livro de um amigo da faculdade no fim do ano passado e só vim ler agora, problemas de lista vocês sabem como é.

                  Theodore Decker aos treze anos sofreu um trauma, ele e sua mãe estavam presentes em um atentado a um museu. Esse acontecimento matou sua mãe e mudou sua vida, anos depois ele revive todas as emoções e reflete sobre o rumo que tomou ao longo desses anos. Vivendo entre parentes com muito dinheiro e o pai, um bêbado viciado em jogo e mais tarde ele se torna vendedor de antiguidades.


                Esse livro é todo escrito em primeira pessoa, o que eu sempre digo que aproxima o leitor do personagem, mas não dá uma visão muito ampla da história. Nesse caso a autora fez uma escolha muito boa e conseguiu mostrar a que veio. O romance é cheio de nuances, além de trazer uma visão da vida e da realidade poética. Não é um livro pequeno, já que tem quase oitocentas páginas e pela certa "poeticidade" da obra você pode achá-lo um pouco extenso e parado.

               O fato da autora trabalhar tão bem não só Theo, mas todos os personagens secundários foi algo que me deixou bastante feliz, ela de certa forma além de investir nisso, investe nos diálogos que levam o leitor a pensar além da obra, trazendo seus ensinamentos para o mundo.

                  Theo não é aquele narrador totalmente confiável, ele é sim cheio de defeitos e por vezes você não vai torcer por ele, assim como terá vezes que só pensará que tudo que a vida o fez passar o moldou para ser o que é. Outros assuntos importantes como ganância, alcoolismo, vícios e outros são muito bem trabalhados no livro e importantes para o desfecho dos acontecimentos na narrativa.

                 Essa capa apesar de simplória é bastante bonita. A diagramação está ajudando muito para que a leitura seja bastante fluida, embora não seja rápida dada a complexidade dos diálogos.

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