Resenha: A Garota no Trem (Paula Hawkins)

quarta-feira, 7 de outubro de 2015



Título: A Garota no Trem
Autor: Paula Hawkins
Edição: 1
Editora: Record
ISBN: 9788501104656
Ano: 2015
Páginas: 378


Sinopse: Um dos maiores fenômenos editoriais dos últimos tempos, o thriller psicológico The Girl on the train, de Paula Hawkins, surpreendeu até mesmo seus editores e a própria autora, nascida e criada no Zimbábue, que vive em Londres desde os 17 anos: em menos de um mês, o livro – que vem sendo comparado pela crítica a uma mistura de Garota exemplar e Janela indiscreta – ultrapassou a impressionante marca de 500 mil exemplares vendidos e alcançou o primeiro lugar nas listas de mais vendidos em todos os países em que foi publicado (Reino Unido, Irlanda, EUA e Canadá) desde seu lançamento em janeiro. A trama, que gira em torno do desaparecimento de uma jovem mulher, com três narradoras femininas duvidosas, conquistou fãs como o mestre do mistério Stephen King, que publicou em sua conta do Twitter que o “excelente suspense” o manteve acordado a noite inteira: “a narradora alcoólatra é mortalmente perfeita”. O livro segue uma linha de recentes sucessos literários de uma nova geração de autoras que vem redefinindo as convenções do gênero policial, com personagens femininos complexos que fogem do estereótipo de vítimas ou megeras, e tramas que criam suspense a partir de evoluções psicológicas sutis e dinâmicas ardilosas do casamento e relacionamentos. Com os direitos vendidos para 37 países e uma adaptação para o cinema em andamento pela Dreamworks, o romance será publicado no Brasil pela Editora Record em junho, com o título A garota no trem.



                         A Garota no Trem é um thriller psicológico escrito pela Paula Hawkins e publicado aqui no Brasil pela Editora Record. Quando se fala em thriller psicológico eu logo me animo, pois é um dos gêneros  que eu até leio com frequência e em sua maioria eu gosto bastante. A Garota no Trem teve seus pontos positivos e alguns incômodos negativos.

                            Anna, Megan e Rachel tem muito mais em comum do que imaginam. Rachel é uma alcoolatra que perdeu tudo, marido, casa, emprego e agora tem uma vida que se resuma a arrependimento e gim tônica. Anna foi amante do ex-marido de Rachel, que agora é seu marido, com quem teve uma filha e agora vive na casa de Rachel com o marido dela, vivendo uma vida que deveria ser dela. Megan é a vizinha de Anna, tem uma vida que tem tudo para ser perfeita, um marido que a ama e que faz tudo por ela, mas ao que parece ela não é feliz, procurando diversão em outros homens. Um dia Megan desaparece e Rachel e Anna podem de alguma forma estar envolvidas nesse mistério.

                            Como vocês podem ver o livro tem três narradoras e eu nem sei por onde começar a falar o quão patéticas as três são. Vamos começar então por Anna, a típica prostituta de respeito, saiu com o cara casado, assumiu a casa e os pertences da ex, teve um filho com ele e ainda tem a audácia de choramingar pelos cantos por ter de lidar com a raiva de Rachel. Só digo: Mulher, melhore que você merece pior! Podemos então pular para Rachel, ridiculamente deprimida por ter perdido o homem que amava, ela persegue Tom, o ex-marido, liga para ele e bebe ainda mais toda vez que é rejeitada. Pulamos então para a terceira narradora, Megan, a típica líder de torcida que teve um passado trágico, teve a sorte de encontrar alguém que faz tudo por ela, mas olha não é o suficiente ela precisa de aventura.

                          Na minha opinião as três deveriam ter morrido, simples assim. São três personagens que não evocam nada mais que pena e asco e muitas vezes o ódio do leitor. A trama em si não é nem um pouco óbvia, menos a parte que sabemos que Megan morreu, isso é meio óbvio, mas o assassino e o motivo não são, principalmente por que a Megan deu para praticamente todos os personagens masculinos da trama então pode ter sido qualquer um. Isso me surpreendeu, o fato de até as últimas páginas eu não consegui realmente saber quem era o assassino e isso é bem raro de acontecer, geralmente na metade do livro eu já sei mais ou menos o motivo do crime, mas em A Garota no Trem é impossível pensar que o assassino seria aquele.

                          Acho essa capa bonita, mas ela não é sombria o suficiente. A diagramação está ok, nada a destacar sobre ela. Enfim, é um bom livro se você tem paciência para lidar não com uma, mas com três narrativas chatas. 

                        

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