Resenha: O colecionador de peles (Jeffery Deaver)

quarta-feira, 28 de outubro de 2015




O Colecionador de Peles
Jeffery Deaver
R$ 31,40 até R$ 45,00
ISBN-13: 9788501106100
ISBN-10: 8501106100
Ano: 2015 / Páginas: 490
Idioma: português 
Editora: Record

Um novo serial killer espreita pelas ruas de Nova York com sua mente doentia e perturbada. 
Conhecido como O Colecionador de Peles, ele é um tatuador que arrasta as vítimas para o subterrâneo da cidade, onde pode realizar sua arte sem ser interrompido. O problema é que, para criar suas obras-primas, em vez de tinta, ele desenha com venenos letais, causando mortes lentas e dolorosas. 
Convocados para a investigação, o detetive Lincoln Rhyme e sua parceira Amelia Sachs têm apenas as mensagens criptografadas gravadas na pele das vítimas como ponto de partida. Enquanto tenta descobrir o significado das tatuagens, a dupla segue por um caminho tortuoso em que nada é o que parece ser, e precisa correr contra o tempo para decifrar as pistas que encontram, antes que O Colecionador de Peles faça sua próxima vítima.


O colecionador de peles é mais um da série de livros escritos por Jeffery Deaver que tem como protagonistas a dupla de detetives Lincoln Rhyme e Amelia Sachs. Para quem nunca leu nada de Jeffery Deaver, recomendo começar por O colecionador de ossos, que teve uma adaptação para o cinema em 2000 e foi estrelado por ninguém menos que Angelina Jolie, Denzel Washington, Queen Latifah e grande elenco. 

Esta história se passa alguns anos após o O colecionador de ossos. Um novo assassino está à solta. Ele está tatuando suas vítimas no subterrâneo, mas ele não é um tatuador comum, ele as tatua com venenos artesanais, altamente letais e que provocam muito sofrimento nas vítimas. O colecionador de peles ou homem do subterrâneo as arrasta para algum lugar embaixo das ruas de Nova York e tatua palavras aparentemente sem sentido em seus corpos, mas que na verdades são mensagens criptografadas. 

Lincoln Rhyme e Amelia Sachs vão ter um novo desafio pela frente. Rhyme é tetraplégico mas passou por várias cirurgias e procedimentos que permitem que ele mexa a cabeça e alguns dedos da mão. Algumas pistas são deixadas nas cenas dos crimes e a dupla terá que correr contra o tempo para evitar que o colecionador de peles faça mais vítimas. 

Gente, assim que esse livro chegou na livraria em que eu trabalho, meus olhos brilharam. Primeiro porque é o Jeffery Deaver, autor de O colecionador de ossos que é meu livro favorito entre todos os favoritos. Foi o primeiro livro que li de serial killers, eu ainda era uma pré adolescente, tinha uns 12 anos. E se tornou também o meu filme favorito do gênero. Então eu tive que agonizar durante dois dias inteiros antes de poder começar a leitura deste livro, que durou pouco mais que 24h. Simplesmente é impossível parar de ler. 

A trama inicialmente parece ser simples, um serial killer comum que se inspirou n'O colecionador de ossos para cometer seus próprios crimes e deixa algumas mensagens que só Rhyme poderia decifrar. Bom, até mais ou menos metade do livro eu achava que era só isso. Mas então, novos fatos vão surgindo e você vai perceber que nada é o que parece e vai desconfiar de tudo e de todos. O assassino é ardiloso e ousado. Confesso que desconfiei dele assim que ele apareceu pela primeira vez, porém o autor tentou me enganar colocando várias pessoas suspeitas com atitudes normais que para mim pareciam suspeitas por parecerem normais, deu pra entender? hahaha 

Enfim, tudo é muito maior do que apenas um psicopata matando pessoas. MUITO mais do que isso mesmo. Não posso falar mais nada porque acabaria a graça do livro, já que muitas coisas que acontecem e você fica se perguntando "como assim??", você só vai descobrir perto do final. Só digo que VALE MUITO A PENA porque este livro é simplesmente FANTÁSTICO, INCRÍVEL E INACREDITÁVEL, de tão bom! Quando você acha que um autor não pode se superar, ele vem e te joga uma obra prima na sua cara. Em termos de trama e complexidade de enredo e personagens, O colecionador de peles é muito melhor que O colecionador de ossos, porém este último ainda é meu amorzinho. 

Uma das coisas mais legais é que os personagens fazem referências o tempo todo aos outros assassinos criados por Deaver, como por exemplo, O relojoeiro (Lua Fria) e O colecionador de ossos. E tudo indica que haverá um próximo livro e que vai ser em breve! Estou louca com o final deste livro, simplesmente fiquei muito de cara no chão! Ah, eles fazem referência à cultura pop também, como por exemplo, Cinquenta tons de cinza

— Qual outro, Mel? Não estou nem um pouco a fim de Proust, Anna Karenina ou Cinco tons de cinza.
   — O nome é Cinquenta — corrigiu Pulaski, que recebeu um olhar de deboche em troca. — Só para informar. Não que eu tenha lido ou coisa parecida.

Recomendo para os fãs da literatura de suspense, policiais e serial killers. Só digo uma coisa: não comece a ler este livro à noite se você tiver que ir à aula ou trabalhar no outro dia, porque você certamente passará a madrugada inteira junto de Rhyme, Sachs e sua equipe de peritos tentando decifrar os códigos deixados pelo homem do subterrâneo. 

Eu amei esta capa. A revisão e diagramação estão perfeitas e o papel amarelado contribui para uma leitura por tempo prolongado sem cansar a visão. Eu só acho que a Editora Record deveria reeditar os outros livros do Jeffery Deaver pois são muito antigos e alguns estão até esgotados, e quando achamos para comprar, são muuuuuuito caros. 

Leiam, leiam, leiam!!!

Ficou curioso com O Colecionador de Ossos? Segue o trailer!


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