Resenha: À Procura de Audrey (Sophie Kinsella)

segunda-feira, 5 de outubro de 2015



Título: À Procura de Audrey
Autor: Sophie Kinsella
Edição: 1
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501104632
Ano: 2015
Páginas: 336



Sinopse: Audrey, 14 anos, leva uma vida relativamente comum, até que começa a sofrer bullying na escola. Aos poucos, a menina perde completamente a vontade de estudar e conhecer novas pessoas. Sem coragem de sair de casa e escondida por um par de óculos escuros, a luz parece ter mesmo sumido de sua vida. Até que ela encontra Linus e aprende uma valiosa lição: mesmo perdida, uma pessoa pode encontrar o amor.






                 À Procura de Audrey é o novo livro da autora conceituada Sophie Kinsella publicado pela Galera Record. Não sou muito acostumada a ler essa autora, mas resolvi me arriscar a ler esse livro pelo simples fato que a temática um pouco mais puxada para o drama me interessou. Me enganei e mais uma vez vi que autor de chick-lit realmente não é para mim, talvez se eu fosse um pouquinho mais nova até poderia ter curtido o livro, mas os personagens só me pareceram chatos e a trama algo que não saiu do lugar.

                   Audrey é uma jovem que passou por algo em sua vida que a deixou mentalmente doente. Ela teve um episódio e depois disso foi retirada da escola e está atualmente em casa com sua família. Ela não consegue sair de casa ou encarar ninguém, então usa óculos escuros mesmo dentro de casa e no escuro. Audrey tem dois irmãos, um mais velho e um de 4 anos, seu irmão mais velho é viciado em um jogo de computador e atualmente joga com Linus, um garoto que acaba se interessando por ela e eles acabam começando uma relação que pode desafiar Audrey.

                    Eu sou muito crítica quando um autor decide colocar um certo drama em sua trama, eu sempre crio certas expectativas e dessa vez eu literalmente caí do cavalo lendo esse livro. Sabe quando você pensa "essa mulher tem uma GRANDE história nas mãos!" e aí absolutamente tudo vai por água abaixo. O fato de Sophie ter optado por escrever a história totalmente no presente foi um grande erro, em minha opinião, ela tinha uma personagem nas mãos que sofre de um problema causado provavelmente por bullying, ela sofreu nas mãos de colegas cruéis que a perseguiram e sofreu um surto que nós não temos a mínima ideia de como aconteceu, mas a autora optou por não nos esclarecer absolutamente nada sobre isso! E aí o que temos é uma mãe paranoica com UM JOGO DE COMPUTADOR! E não é uma simples paranoia, a mulher joga o computador do filho pela janela, quando tem uma filha que está se recuperando de um surto! 



                          Vocês entendem o que eu estou falando? A autora teve a oportunidade de mostrar a centenas de garotas ao redor do mundo que leem suas histórias que não, elas não estão sozinhas, que muita gente sofre bullying, acaba tendo problemas de ansiedade e vários outros e que pode sim se recuperar, dar a volta por cima e tudo mais e o foco principal do livro acaba não sendo esse. O que temos é uma garotinha apaixonada que começa a querer melhorar por si mesma e que para a medicação e quando o grande clímax acontece, todos os personagens acabam não fazendo um grande negócio sobre isso. Espera, mas a mesma mãe que JOGOU O COMPUTADOR DO FILHO PELA JANELA não consegue dar uma grande lição de moral na filha que surta por que para de tomar a medicação. Não faz sentido, simplesmente não faz! 

                           Audrey é uma personagem que condiz com sua idade, ela sofreu, mas não tem uma supervisão. O pai parece mais interessado em trocar de carro do que com a filha, a mãe tem surtos e completamente pirada mesmo com alguns flashes de preocupação com a filha. Eu não consigo conceber que a autora conseguiu estragar essa história! 

                          Se estivéssemos com alguns outros personagens, talvez a história tivesse funcionado, mas a forma leve com que a autora quis tratar a problemática simplesmente não funcionou e tornou essa família caricata e ridícula.  Sem pensar nesses pontos e esquecendo tudo que Audrey sofreu o que sobra são problemas de adolescente que está crescendo e uma mãe maluca, apenas isso.

                           Gosto das cores dessa capa. A diagramação ajudou um pouco a suportar a leitura. Enfim, não sei se até os fãs de Kinsella ficarão contentes com essa história.

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