Resenha: A sorte do agora (Matthew Quick)

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Autor: Matthew Quick
ISBN-13: 9788580577631
ISBN-10: 8580577632
Ano: 2015 / Páginas: 224
Idioma: português
Editora: Intrínseca

Sinopse: Bartholomew Neil passou todos os seus quase 40 anos morando com a mãe. Depois que ela fica doente e morre, ele não faz ideia de como viver sozinho. Wendy, sua conselheira de luto, diz que Bartholomew precisa abandonar o ninho e fazer amigos. Mas como um homem que ficou a vida toda ao lado da mãe pode aprender a voar sozinho? Bartholomew então descobre uma carta de Richard Gere na gaveta de calcinhas da mãe e acredita ter encontrado uma pista de por quê, afinal, em seus últimos dias a mãe o chamava de Richard... Só pode haver alguma conexão cósmica! Convencido de que Richard Gere vai ajudá-lo, Bartholomew começa essa nova vida sozinho escrevendo uma série de cartas altamente íntimas para o ator. De Jung a Dalai Lama, de filosofia a fé, de abdução alienígena a telepatia com gatos, tudo é explorado nessas cartas que não só expõem a alma de Bartholomew, como, acima de tudo, revelam sua tentativa dolorosamente sincera de se integrar à sociedade. Original, arrebatador e espirituoso, A sorte do agora é escrito com a mesma inteligência e sensibilidade de O lado bom da vida. Uma história inspiradora que fará o leitor refletir sobre o poder da bondade e do amor.


Em 2015, Matthew Quick lançou um livro totalmente diferente, com um personagem (mais uma vez “estranho”), Bartholomew Neil é um homem de 40 anos, que após a morte da sua mãe, se vê perdido em meio ao mundo, sem amigos, parentes. Sua vida sempre foi ele e sua mãe, mas o que o destino o reservava só podia ser descoberto um uma aventura.

Bartholomew é um homem desajeitado, inocente, que nunca se corrompeu, sempre está presente na missa, passa sua maior parte do tempo na biblioteca, onde cultiva um amor pela “Meninatecária”, nunca bebeu, nunca foi em festas. Após a morte da sua mãe, ele encontra uma maneira de extravasar seus sentimentos, escreve cartas ao ator Richard Gere (aquele ator do filme “Uma Linda Mulher”) onde fala do seu dia a dia, já que durante o tempo que sua mãe estava doente ele se passava pelo ator.

A história é FASCINANTE, muitas são as pessoas que têm o medo de sair de casa para se aventurar sozinho no mundo, e no caso do protagonista ele foi obrigado a passar por isso, quando se é uma pessoa com 40 anos e vive ainda na casa da mãe, muitos pensam que é um recluso, mas no caso de Bartholomew ele foi assim devido a criação que teve, seu relacionamento com o mundo exterior era quando saía com sua mãe, ia a missa e tinha como único amigo o padre Macnamee.

No decorrer do livro, Bartholomew conta sua vida à Gere, em como ficou fascinado pelas causas que o ator defendia, nos relacionamentos do ator, na forma do ator ser amigo de Dalai Lama, entre outros. Após isso vamos conhecendo os personagens secundários, entre eles Elizabeth (Meninatecária) e Max, personagem que aguça o seu sentindo, em querer saber por que eles são assim.

O livro trata de diversos temas, o que pro leitor vai tocar profundamente. A leitura é rápida, questão de 2 dias, dependendo de como você lê e se envolve na história. A ortografia também está impecável, ajudando o leitor a se manter concentrado, e sua diagramação está ok, tendo a capa como um grande trunfo do livro.

O título se baseia no que a mãe do protagonista acreditava: “Sempre que algo de ruim acontece com a gente, uma coisa boa acontece. Normalmente com outra pessoa. Essa é A Sorte do Agora. Precisamos acreditar.”.

Portanto, com duas grandes reviravoltas no fim, posso afirmar que já suspeitava da conclusão da história. Se você procura um livro, que tem um toque diferente, mais sensível, mais profundo, “A Sorte do Agora”, é a história perfeita para você.

Boa Leitura!!!

Por Carolina Sousa

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