Resenha: Muito Mais Que Cinco Minutos (Kéfera Buchmann)

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015



Título: Muito Mais Que Cinco Minutos
Autor: Kéfera Buchmann
Edição: 1
Editora: Paralela
ISBN: 9788584390113
Ano: 2015
Páginas: 144



Sinopse: Você conhece a Kéfera? Pois deveria! Com 22 anos, Kéfera Buchmann reúne quase doze milhões de seguidores nas suas mídias sociais (YouTube, Facebook, Twitter e Instagram). Só o seu canal no YouTube, “5inco minutos” (procura aí na internet), tem cinco milhões de assinantes e é o quarto mais visto do Brasil. Tá achando pouco? Ela ainda recebe diariamente centenas de mensagens de fãs do Brasil todo e é parada na rua a todo momento. Se o YouTube é de fato a nova televisão, como acha muita gente, hoje Kéfera é o equivalente aos antigos astros globais. Tão conhecida e amada quanto eles. Neste livro, que tem literalmente a sua cara, Kéfera parte de sua vida para falar de relacionamentos, bullying, moda e gafes e conta uma série de histórias divertidas com as quais é impossível não se identificar.



                    Muito Mais Que Cinco Minutos é um livro escrito pela youtuber Kéfera Buchmann e publicado pela Editora Paralela. Durante a Bienal esse livro foi muito comentado, inclusive um amigo quase ia me matando para que eu arrumasse um espacinho na minha mala para trazer um exemplar para ele. Resultado: resolvi pegar para ler por simples curiosidade. Ah, se arrependimento matasse.

                         Antes de mais nada eu quero dizer que essa resenha é sobre o livro Muito Mais Que Cinco Minutos, não acompanho a carreira da Kéfera, nem sabia quem ela era até alguns meses atrás, não me interesso em segui-la nas redes e nem nada do tipo. A opinião expressada nessa resenha não tem absolutamente nada a ver com minha opinião sobre a autora, apenas avaliei o livro segundo meus critérios e me reservo ao direito de não ter gostado. Se você é fã dela, beleza, chapa! Siga sua vida, minha opinião não deve influenciar em nada a sua, na verdade eu não estou aqui nem para falar com os fãs dela, meu compromisso é com os leitores do meu blog. Se você é leitor do Feed Your Head e é fã da Kéfera, beleza como falei não estou aqui para julgar ninguém e nem para mudar sua opinião sobre ela. Se você é fã, que bom para você, só se lembre que as pessoas tem o direito a gostar de coisas diferentes.

                       Na verdade eu não sei nem por onde começar a escrever sobre o completo desastre que essas páginas representam. Vamos então iniciar comentando os aspectos bons, que são poucos, do livro. Acho que a proposta de escrever sobre coisas do cotidiano com humor foi bem alcançada, algumas histórias são realmente engraçadas sim não dá para negar, mas ainda acho que alguns assuntos que foram abordados precisavam de um pouco de seriedade e profundidade. A linguagem mais facilitada, mais oral e menos com características de escrita talvez alcançassem o público proposto que são fãs da Kéfera, mas quando se sai do meio dos fãs para o resto da população brasileira, em minha opinião, esse estilo de linguagem mais atrapalha do que ajuda. É extremamente irritante começar a ler algo e se deparar com uma estilo de linguagem digamos mais desbocado. Não que eu não tenha uma boca suja, muito pelo contrário, falo e muito palavrão, mas aí é que está a diferença: falo diferente de como escrevo. Porém entendi isso, apesar de ter me irritado bastante, como a proposta do livro e como proposta foi bem executado.

                      Bem, dados esses aspectos bons do livro, vamos passar para as muitas partes que fizeram dessa leitura, a pior do ano. Vamos começar falando sobre o prefácio escrito pelo Rafael Cortez, onde ele narra uma história dele e da autora jogando COMIDA nas pessoas da platéia durante um espetáculo. Acho que não devemos nem entrar no mérito do "tem gente passando fome no mundo", pois isso não é novidade, mas acho que essa atitude nem deveria ter sido citada no livro como exemplo de espontaneidade, pois esse tipo de coisa é falta de respeito mesmo. Imagina, você vai toda limpinha e cheirosa ver seu ídolo e chega lá ele joga um sanduíche na sua cara? Desculpem, assim como não considero o humor agressivo do Pânico humor de verdade, também não considero esse episódio deplorável como humor. Com certeza eles tinham tantas outras histórias para contar com mais graça, acho que essa escolha foi errada e não passou o que realmente ele queria falar sobre a Kéfera. 

"Ser diferente não significa que a pessoa precise ofender os outros. É difícil, uma linha tênue, confesso. Mas aos poucos a gente acaba descobrindo o que nos torna especiais sem que isso machuque o outro." (p.36)

                          Acho que o assunto que ocupa grande parte do livro é o bullying que a autora sofreu quando criança. Ela narra que chorou muito, que era rejeitada por todos por ser gorda e por não seguir os padrões de beleza impostos, etc. o que Kéfera esqueceu de contar foi como superou isso, se teve ajuda ou não, se foi difícil ou não, ela simplesmente fala que sofreu e que superou e passa para outro assunto. Como sempre canso de falar: muito mais importante que o resultado é a jornada. É inegável que hoje ela é um fenômeno em todo o país e isso é mérito dela, porém contar que sofreu bullying não a torna diferente de milhares de outras crianças e acho que seria muito importante e ajudaria muito mais se ela contasse como superou isso, atingiria muito mais tantas outras pessoas que a seguem e que fazem dela seu exemplo.

                            Quando pensamos no assunto abordado no parágrafo passado sobre padrões de beleza Kéfera afirma que superou e que hoje vive uma vida completamente saudável e que não segue os padrões impostos pela moda, mas ela coloca uma lista enorme onde fala de um passo-a-passo que a mulher faz para sair de casa, o que ela esqueceu de avisar foi que as meninas não precisam fazer esses milhares de passos, que não somos obrigadas a nada, que podemos nos libertar disso. QUE VOCÊ TEM UMA ESCOLHA! 







                             O livro está cheio dessas contradições, ela fala sobre um menino que feriu os sentimento dela, fala que devemos sempre pensar antes de machucar o outro, mas acabou machucando o coração do mesmo menino fingindo ser outra pessoa para que ele se apaixonasse. Enfim, não consigo chegar a nenhum lugar desse jeito, ou você é uma coisa ou é outra e ponto final. 

                                        Vamos falar da capa e diagramação que foi outro ponto positivo do livro, a capa até que é original e a diagramação achei bem fofa. Enfim, se você é fã da Kéfera provavelmente você amou e amará o livro independente de qualquer coisa e se você não é: amigo, não faça isso com você mesmo.



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