Resenha: Infinito + Um (Amy Harmon)

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016


Título: Infinito + Um
Autor: Amy Harmon
Edição: 1
Editora: Verus
ISBN: 978-85-7686-442-4 
Ano: 2015
Páginas: 336
Tradutor: Monique D’Orazio

Sinopse: Quando duas pessoas se tornam aliadas improváveis e foras da lei quase sem querer, como podem vencer todos os desafios? Bonnie Rae Shelby é uma estrela da música. Ela é rica, linda e incrivelmente famosa. E quer morrer. Finn Clyde é um zé-ninguém. Ele é sensível, brilhante e absurdamente cínico. E tudo o que ele quer é uma chance na vida.Estranhas circunstâncias juntam o garoto que quer esquecer o passado e a garota que não consegue enfrentar o futuro. Tendo o mundo contra eles, esses dois jovens, tão diferentes um do outro, embarcam numa viagem alucinante que não só vai mudar a vida de ambos, como pode até lhes custar a vida.Infinito + um é uma história sobre fama e fortuna, sobre privilégios e injustiças, sobre encontrar um amigo por trás da máscara de um estranho — e sobre descobrir o amor nos lugares mais inusitados.



Infinito + um foi o primeiro livro da Amy Harmon que eu li. Sei que ela também escreveu Beleza Perdida que é extremamente elogiado e inclusive a resenha dele que tem AQUI no blog é super positiva. A Priscila amou! Mas vamos às minhas impressões de Infinito + Um.

Bonnie Rae Shelby é a mais nova queridinha dos Estados Unidos. Uma jovem de 21 anos que canta country e já ganhou até Grammy! Após a última apresentação da sua nova turnê, Come Undone, ela não aguenta mais a pressão que está sendo sua vida, toda a superproteção de sua avó e decide fugir para acabar com seu sofrimento, ou seja, sua vida.

Infinity "Finn" Clyde é um jovem de 25 anos, extremamente inteligente, mas muito cínico. Ele é mesmo um zé ninguém. Tudo o que ele quer é uma chance para vencer na vida. Clyde tem um passado conturbado, ex-presidiário ele perdeu o irmão gêmeo durante um assalto e passou exatos cinco anos na cadeia. Agora ele pretende trabalhar em Vegas e ficar livre da prisão. 

Ao passar por uma ponte Finn vê um "menino" prestes a se atirar e decide ajudar, acontece que o "menino" na realidade pe Bonnie a cantora country que fugiu e está prestes a cometer suicídio. Pensando em ajudar Finn acaba por convencê-la a não se jogar, em compensação a moça pede que ele deixe que ela vá com ele até Vegas e é aí que a confusão começa. 

A avó de Bonnie, que também é sua empresária, declara para toda a imprensa que a neta foi sequestrada e depois que eles são vistos juntos, Finn passa a ser o principal suspeito do sequestro da garota. Enquanto isso, Bonnie e Clyde viajam pelo país com suas dores, parando ocasionalmente para ajudar os necessitados, enquanto tentam lidar com suas dores.

O tipo de narrativa de Amy Harmon é bem tocante, ela mexe não só com personagens quebrados e mistura isso a um pouco de religiosidade. Nessa narrativa temos uma personagem bem religiosa: Bonnie. Sim, ela faz alguns questionamentos sobre a vida após a morte e sobre ajudar as pessoas e a como isso pode mudar o mundo. Talvez você não acredite, mas eu acho que esse tipo de narrativa traz elementos sobrenaturais da cultura cristã de maneira bem leve e tocante. É diferente.

O romance que acontece entre Finn e Bonnie acontece de forma gradual e bem fofa, arrisco dizer que esse é um dos romances mais fofos que eu li até agora. Finn é muito fechado, cínico e que desacredita na maioria das coisas que Bonnie acredita. Ela por sua vez, veio de um lar humilde, é explorada pela família e não conseguiu se despedir da irmã gêmea que tanto amava e nem por isso perdeu sua bondade. Eles parecem ser opostos que não se atrairiam, mas Bonnie trouxe luz para a vida de Finn e Finn acabou estabilizando as trevas de Bonnie.

A única coisa que incomoda um pouco é que a autora algumas vezes foça a barra para incluir Bonnie e Clyde, os ladrões originias, na trama. A história real realmente não cabe na ficção, pois nossos personagens não tem lá muita coisa em comum com os da vida real.

Acho essa capa bem bonitinha. A diagramação está ótima, letra, papel e tudo mais contribui para uma boa leitura. Quero deixar também meus parabéns a tradutora, pois ela manteve as partes em inglês quando necessário, traduzindo esses trechos em notas de rodapé. Enfim, essa é uma ótima leitura para quem gosta de young adults.

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