Resenha: Espada de Vidro (Victoria Aveyard) - Rainha Vermelha - Livro #02

segunda-feira, 18 de abril de 2016



Título: Espada de Vidro
Autor: Victoria Aveyard
Edição: 1
Editora: Seguinte
ISBN: 9788565765947
Ano: 2016
Páginas: 496
Tradutor: Cristian Clemente


Sinopse:“Se sou uma espada, sou uma espada de vidro, e já me sinto prestes a estilhaçar.”O sangue de Mare Barrow é vermelho, da mesma cor da população comum, mas sua habilidade de controlar a eletricidade a torna tão poderosa quanto os membros da elite de sangue prateado. Depois que essa revelação foi feita em rede nacional, Mare se transformou numa arma perigosa que a corte real quer esconder e controlar.
Quando finalmente consegue escapar do palácio e do príncipe Maven, Mare descobre algo surpreendente: ela não era a única vermelha com poderes. Agora, enquanto foge do vingativo Maven, a garota elétrica tenta encontrar e recrutar outros sanguenovos como ela, para formar um exército contra a nobreza opressora. Essa é uma jornada perigosa, e Mare precisará tomar cuidado para não se tornar exatamente o tipo de monstro que ela está tentando deter.

Espada de Vidro é o segundo livro da série A Rainha Vermelha escrita pela Victoria Aveyard e publicado no Brasil pela Seguinte.  Não fiquei lá muito empolgada com o primeiro livro, mas os contos e principalmente os primeiros capítulos de Espada de Vidro me deixaram ansiosa para continuar essa série e eu não me decepcionei.

Mare Barrow depois de descobrir que seu irmão estava vivo, segue com Cal, o príncipe exilado e fugitivo, para encontrar a Guarda Escarlate. Ao chegar na ilha onde os revolucionários estão se escondendo ela se depara com o General, pai de Farley, que trancafia Cal e deixa claro para ela que tem outras prioridades. Diante disso, Mare foge e vai encontro dos sanguenovos que não sabem, mas estão sendo caçados pelo rei Maven.

O que eu mais gosto na escrita de Victoria Aveyard é o fato do dinamismo que ela consegue impor em seus livros, a dinâmica que ela alcança é quase perfeita. Espada de Vidro não tem uma narrativa arrastada e nem faz você prender o fôlego a todo momento, ao invés disso temos cenas em que o coração bate mais forte intercaladas com momentos mais calmos, o que faz com que o leitor nunca sinta entediado ou muito angustiado.

Quanto aos personagens, Mare está sim se tornando pouco a pouco um personagem mais sombrio. Ela tem muita culpa, muitos medos e está suprimindo isso a todo instante o que pode resultar em algo inesperado. Mare está cada vez mais egoísta e isso pode acarretar em algo que ela nunca poderia imaginar e pode levar até perdas irreparáveis.

Cal ainda é o meu personagem favorito, ele é um homem atormentado, foi traído pelo irmão, forçado a matar o próprio pai, abandonado por seu povo e mesmo assim ele segue firme. O sentimento que nutre por Mare muitas vezes é o que mantêm ambos de pé, eles entendem a traição que sofreram, entendem as feridas em seus corações e Cal é uma das únicas pessoas que conseguem manter Mare no controle.

A relação desses personagens é construída a ferro e eletricidade e eles erguem esses sentimentos em cima de perdas, mas mesmo assim eles ainda sentem que estão em lados opostos, ambos tem sangues diferentes e anos de separação entre seus povos não podem ser esquecidos assim.

Eu adoro essas capas, acho que são maravilhosas. A diagramação está um arraso, a folha de rosto é toda decorada e a tradução é uma das melhores que li esse ano. Enfim, se não recomendei antes, recomendo agora a leitura dessa série.



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