Resenha: Nova Ordem(Chris Weitz) - Mundo Novo - Livro #02

sexta-feira, 29 de julho de 2016



Título: Nova Ordem
Autor: Chris Weitz
Edição: 
Editora: Seguinte
ISBN: 9788565765909
Ano: 2015
Páginas: 266
Tradutor: Álvaro Hattnher



Sinopse:Jefferson, Donna e seus amigos descobriram que os adolescentes não são os únicos que sobreviveram ao vírus e, em meio ao caos do resgate da Marinha, eles se separam. Jefferson volta para Nova York e tenta levar a Cura para a tribo da Washington Square, enquanto Donna vai parar na Inglaterra, onde se depara com um mundo pós-Ocorrido inimaginável. Mas um desastre ainda maior que a Doença está prestes a acontecer, e Donna e Jefferson só poderão evitá-lo se acharem o caminho de volta um para o outro.

Nova Ordem é o segundo livro da trilogia Mundo Novo do autor Chris Weitz, publicado aqui no Brasil pela editora Seguinte. A história continua exatamente onde parou em Mundo Novo. Em sua busca pela Cura, Jefferson, Donna e seus amigos acabam chegando em um local onde descobrem que os adolescentes não foram os únicos sobreviventes da Doença, e sim que existe todo um mundo além de Nova York. Eles são levados a um porta-aviões, onde são separados e interrogados sobre tudo o que viveram tanto antes, como depois do Ocorrido. Mas não satisfeitos com essa nova realidade, eles planejam um modo de fugir, que resulta na separação de Donna do resto do grupo. A garota é levada à Inglaterra, e vê que o mundo não compartilha da realidade que ela vivia. A Inglaterra e seus habitantes continuam vivendo normalmente, indo à faculdade, trabalhando... O que mudou foi a forma como eles se isolaram do mundo como forma de evitar a Doença. Dito isso, Donna é “convidada” a viver como uma cidadã normal, enquanto é constantemente questionada sobre os acontecimentos pré-Ocorrido, mas ela acaba percebendo que nem tudo são flores e que ela precisa voltar aos Estados Unidos. Enquanto isso, Jefferson e os outros garotos seguem em busca de uma Cura, e enfrentam desafios ainda maiores ao perceberem que terão que compartilhá-la com seus inimigos. Ou ainda, quando começam a descobrir os fatos que levaram à liberação da Doença no mundo.

Nesse livro, conhecemos alguns personagens novos, como Rab, Michael e Soph, que acompanham Donna em sua jornada pela Inglaterra. E, diferentemente do primeiro livro que se concentra nos pontos de vista de Jefferson e Donna, temos o prazer de conhecer a história de outros personagens, como Peter, Kath e Crânio.

Aliás, um dos pontos positivos, mas que ao passar dos capítulos se revelou entediante, foi a questão dos pontos de vista alternados, pois vejam bem, Jefferson e Donna estavam vivendo em realidades completamente opostas, e para vivenciar essa experiência, o ponto de vista dos dois se faz importante. Mas ao mesmo tempo, fica chato quando o autor interrompe uma cena que está deixando o leitor aflito, e muda o cenário no capítulo seguinte. Imaginem quando isso é feito em quase todo o livro? Confesso que fiquei perdida em alguns momentos, pois em um lado tinha Donna conhecendo e introduzindo a sociedade que ela estava conhecendo, e do outro tinha Jefferson, lutando para levar a Cura para todas as tribos de Nova York.

“... estou anos atrasada aqui. Para início de conversa, lá em Nova York a praga nos levou de volta para a Idade da Pedra. E enquanto nós nos movíamos como lesmas, o resto do mundo avançava rápido.” – Donna, pág.182

Fiquei muito agoniada com a separação de Donna do grupo. Na minha resenha de Mundo Novo, peço para que o autor dê um pouco de foco ao romance de Jefferson e Donna, e apesar do pouco que acontece no começo do livro, eles acabam separados na maior parte do livro! Valeu, Chris Weitz! Mas foi importante para compreendermos alguns pontos, tanto sobre o Ocorrido, como sobre essa nova sociedade que havia se formado em decorrência desse acontecimento.

A edição está, como sempre, maravilhosa. A fonte muda para cada personagem e, tanto o tamanho da letra como as margens e espaçamento, auxiliam bastante na leitura. Adoro como os capítulos do Crânio, que não têm nenhum ponto ou vírgula, retratam perfeitamente o turbilhão de pensamentos que se passa na mente dele. Além de tudo a capa é perfeita! Eu,particularmente, prefiro capas do Brasil do que as gringas.

Até a próxima!

Resenha por: Brunna Laryssa


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