Resenha: Belgravia (Julian Fellowes)

segunda-feira, 19 de setembro de 2016



Título: Belgravia
Autor: Julian Fellowes
Edição: 1
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788551000076
Ano: 2016
Páginas: 368
Tradutor: Rachel Agavino


Sinopse: Ambientada nos anos 1840, quando os altos escalões da sociedade londrina começam a conviver com a classe industrial emergente, e com um riquíssimo rol de personagens, a saga de Belgravia tem início na véspera da Batalha de Waterloo, em junho de 1815, no lendário baile oferecido em Bruxelas pela duquesa de Richmond em homenagem ao duque de Wellington. Pouco antes de uma da manhã, os convidados são surpreendidos pela notícia de que Napoleão invadiu o país. O duque de Wellington precisa partir imediatamente com suas tropas. Muitos morrerão no campo de batalha ainda vestidos com os uniformes de gala. No baile estão James e Anne Trenchard, um casal que fez fortuna com o comércio. Sua bela filha, Sophia, encanta os olhos de Edmund Bellasis, o herdeiro de uma das famílias mais proeminentes da Bretanha. Um único acontecimento nessa noite afetará drasticamente a vida de todos os envolvidos. Passados vinte e cinco anos, quando as duas famílias estão instaladas no recente bairro de Belgravia, as consequências daquele terrível episódio ainda são marcantes, e ficarão cada vez mais enredadas na intrincada teia de fofocas e intrigas que fervilham no interior das mansões da Belgrave Square.


Belgravia é um romance de época escrito pelo autor Julian Fellowes e publicado no Brasil pela editora Intrinseca. Sou uma fã inveterada de Downton Abbey, pelo menos até a terceira temporada, e quando alguém recomenda algo perto de mim que tenha a ver com a série eu já me interesso e não posso dizer que estou arrependida ao ler Belgravia.

Anne Trechard é uma mulher com uma vida que para a sociedade moderna poderia ser considerada bastante satisfatória, ela tem dois filhos, um marido com posses e uma bela casa.Porém, para a sociedade inglesa do século XIX Anne poderia ser considerada simplória, seu marido James Trechard durante a guerra abastecia ao exército inglês com mantimentos e por isso além de ganhar muito dinheiro teve a oportunidade de conhecer muitas pessoas da nobreza. Durante sua estadia em Bruxelas, a filha do casal, Sophia, se apaixonou pelo herdeiro Edmund Bellasis, porém ele morre durante a batalha de Waterloo. Anos depois Sophia está morta e Anne e James guardam um terrível segredo que pode arruinar sua memória. 

A narrativa de Belgravia é dividida em "momentos" como se fossem episódios de uma série e tem até títulos. Acho que isso foi algo que me agradou bastante, é uma narrativa sem falhas, que traz dramas bastante reais para a sociedade da época, que mostra a transição de uma sociedade patriarcal, que prezava pelas aparências e ligada aos moldes da realeza para uma sociedade em que cada vez mais pessoas comuns estavam formando uma nova parcela da sociedade: a burguesia, que estava em ascensão e que cada vez mais estava querendo se mesclar a nobreza.

James Trechard é exatamente o típico burguês que quer seu lugar na nobreza custe o que custar, nem que tenha que vender a filha,nem que a esposa tenha que se sentir desconfortável junto as mulheres que a desprezam. A mulher, Anne, parece ser a pessoa com mais bom senso na família, apesar de não ser nobre, ela foi criada com certo requinte e quem a vê sabe que é uma mulher com porte nobre, nascendo apenas na classe errada. O filho dos dois Oliver, parece ser o típico garoto mimado que tem pais ricos, as vezes ele parece ter cinco anos, sua esposa é amargurada e apenas reclama de tudo. 

A trama é cheia de drama, mas não aqueles dramas que você pensa "que coisa mais besta" são dramas reais que envolvem traições, mortes e como sempre muito dinheiro e as aparências que devem ser mantidas acima de tudo.

Eu adoro essa capa, meio emborrachada, azul e com essas letras douradas. Gosto muito da diagramação, a letra está com a fonte de um tamanho bom, com detalhes no começo de cada parte. Enfim, é real a recomendação para fãs de Downton Abbey.

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